Edição 462 | 30 Março 2015

TELMA MONTEIRO

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Telma Monteiro

Professora formada em Pedagogia. Pesquisadora independente e especialista em análises de processos de licenciamento ambiental e social de empreendimentos hidrelétricos e linhas de transmissão; responsável pelo Blog Energia elétrica, ambiental e socialmente limpa telmadmonteiro.blogspot.com.br.
Foto: Acervo pessoal

Creio em...

Crer no amor, na vida e na utopia

Eu creio na persistência. 

Eu creio no amor.

Creio na ética e creio na vida. 

Creio nos valores básicos que fazem da existência humana um verdadeiro desafio. Acreditar, e sonhar com o que acredito é uma forma de combater as injustiças que permeiam a vida. 

Acreditar numa utopia faz com que eu supere as dificuldades e os obstáculos impostos pelo outro.

É mais fácil alcançar o inimaginável quando você crê numa utopia. 

O outro é aquele que está ali e, que como eu, pode enfrentar e ganhar as batalhas. 

O outro é aquele que disputa comigo o direito de se impor. 

O outro disputa comigo o direito de dar opinião. 

O outro não é o meu inimigo.

Minha crença mostra que façanhas diferentes podem ter o mesmo fim, o mesmo objetivo.

O amor me leva a olhar o futuro de uma forma só minha. 

Tão particular, que me enche de esperança e ansiedade e me faz crer na persistência infinita. 

Com ela eu alcançarei incólume o futuro.

Acreditar no amor é a chave do meu equilíbrio, mesmo que isso possa parecer dicotômico. 

Diz-se que quem ama perde a estabilidade, perde a visão do próprio eu, perde o pé. 

Mas, para mim, amar é o desafio que escolhi para me fazer melhor perante o mundo e a crueldade do outro.

A persistência junto com o amor se transforma no instrumento poderoso com a força necessária para entender o mundo e os outros.

Eu amo a Natureza porque ela é o meu Deus e é nele que creio. 

E porque creio nele, me abasteço de sua força para ainda crer no amor, na verdade, na utopia, na ética, na vida. 

Minha crença abarca o mundo e é ela que me dá força, que me catapulta para o precipício imenso das escolhas. 

O meu acreditar não me cega, não exclui e não discrimina. 

O meu acreditar me faz escolher antes de julgar, me faz ouvir antes de apontar, me faz entender antes de dizer.

Eu creio em mim mesma, usando cada célula do meu ser. 

Crendo eu, em mim, eu creio no outro, pois é o outro que refletirá o resultado da minha crença. 

Sem esse espelho não haverá alma e nem amor. 

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