Atual ocupante da cadeira número 18 da Academia Brasileira de Letras, Arnaldo Niskier escreve sobre os ideais humanistas que permearam a vida e a obra de Antônio Vieira, no Brasil Colônia. O percurso do texto que apresentamos a seguir começa nos primeiros tempos da nova nação, em que Vieira vai encontrar e criticar as incoerências da Metrópole em sua ação colonizadora. Daí, segue através da participação ativa do jesuíta no combate aos invasores holandeses, e sua ação junto aos judeus e cristãos-novos que aqui vieram viver. E finaliza lançando luzes sobre a inspiração profética de Vieira a respeito das questões políticas e religiosas, que séculos adiante, precisamente no início do século XX, atingiriam a população judaica vivente no Brasil, estendendo-se até o estabelecimento do Estado de Israel.
Na entrevista que concedeu por e-mail para a IHU On-Line, Hansen fala sobre a importância de Antônio Vieira para a literatura brasileira e afirma que “Vieira não é cartesiano nem iluminista, mas um escolástico caudatário da latinidade. Assim, ele inventa o discurso pressupondo que a mente, os conceitos, os signos e as coisas se correspondem por meio da participação ou analogia em Deus”.
Cláudia Cristina Couto é doutoranda em Literatura Portuguesa, na PUC-Rio. Em seu mestrado, também na PUC-Rio, cuja dissertação recebeu o mesmo título desta entrevista, teve a orientação da professora Cleonice Berardinelli , que a conduziu pela obra do Padre Antônio Vieira, sobretudo por seus Sermões. “Em suas mãos, a língua portuguesa torna-se plástica, moldável, viva como um ser de carne e osso”, destaca a pesquisadora. Nesta entrevista, Cláudia nos fala sobre o grande orador que foi o jesuíta, destacando o modo como denunciava as injustiças através de suas palavras e as conseqüências de suas pregações.
Por e-mail a revista IHU On-Line entrevistou Diana Maziero, que em 2004 defendeu, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a dissertação A “fineza do amor” no teatro sacro-retórico-exemplar do Padre Antônio Vieira. Para ela, “a noção de amor ocupa um papel central nestes sermões”. Orientada por Alcir Pécora, Maziero é mestre em Teoria Literária pela Unicamp. Confira a entrevista, exclusiva, a seguir.
Criada em parceira com o Instituto Camões, em 1994, a Cátedra Pe. Antônio Vieira de Estudos Portugueses, da PUC-Rio, é um espaço interdisciplinar de estudos, pesquisas e produção de conhecimento sobre a literatura portuguesa. A professora Eneida Bomfim, do Departamento de Letras da mesma universidade, é também pesquisadora da Cátedra, responsável pelo projeto de pesquisa “Vieira e a língua portuguesa no século XVII”. Nesta entrevista à IHU On-Line, ela fala sobre a importância das cartas deixadas pelo jesuíta, e a riqueza lingüística que elas contêm para aqueles interessados em conhecer melhor a língua portuguesa.Confira a entrevista.
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