“Para os hindus, que têm um panteão de 360 milhões de deuses, acrescentar Jesus ao seu panteão pode não ser algo difícil, mas o que é atraente e desafiador para eles é que em sua humanidade eles sejam capazes de experienciar o divino”, explica o teólogo professor e pesquisador da Universidade de Madras, Índia, Felix Wilfred. Para ele, a centelha do divino que o hinduísmo crê estar na alma de toda realidade humana, natural e cósmica é mais intensamente realizada e manifestada na humanidade de Jesus. Wilfred aborda diversos aspectos da teologia e espiritualidade hindu e as diferenças de algumas concepções teológicas ocidentais e orientais, a primeira fortemente influenciada pelo Iluminismo.
O artigo a seguir é de autoria do teólogo Faustino Teixeira, colaborador da presente edição da IHU On-Line. Comentando a presente edição, Teixeira destaca que “a experiência do mistério de Jesus é radicalmente desinstaladora: provoca o exercício essencial de ruptura com os círculos fechados e de abertura a novos horizontes relacionais”.
“Nós experienciamos Jesus numa forma humana e na fé buscamos Deus nele. Se esta experiência não existe, não é possível tentar explicá-lo. Explanações racionais não convencerão ninguém”, explica Michael Amaladoss, teólogo indiano. Segundo Amaladoss, o fato de os hindus terem a tradição das manifestações divinas em forma humana, facilita a compreensão de Jesus como divino e humano.
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