Edição 323 | 29 Março 2010

Adam Smith: filósofo e economista

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Saiba mais sobre este clássico da Economia que será objeto de estudo do Cilco em EAD promovido pelo IHU

No próximo dia 5 de abril, inicia o módulo Adam Smith: Filósofo e Economista - Adam Smith, 1723-1790, do Ciclo de Estudos em EAD – Repensando os Clássicos da Economia - Edição 2010, promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU. 

O Ciclo de Estudos em Educação à Distância (EAD) – Repensando os Clássicos da Economia, edição 2010, através de um debate transdisciplinar, visa a propiciar à comunidade acadêmica e ao público brasileiro em geral uma visão das principais ideias e implicações das obras de autores clássicos e contemporâneos da economia. O Ciclo busca discutir as possibilidades e os limites de uma economia social e eticamente regulada. Neste sentido, estudam-se obras de autores que têm contribuições originais ao pensamento econômico contemporâneo, permitindo ao participante conhecer e refletir sobre a viabilidade de suas aplicações na solução de problemas de nossa época.

O texto de referência para o primeiro módulo, sobre Adam Smith, que dura até 24 de abril, é de Ana Maria Bianchi e Antonio T. L. Araújo dos Santos, publicado nos Cadernos IHU ideias nº 35.

Para o professor de História do Pensamento Econômico, na Unisinos, Fernando Lara, em breve reflexão enviada à IHU On-Line, “o contato com Turgot e os fisiocratas franceses parece ter ajudado o então filósofo Adam Smith a formular a conhecida imagem que ilustra sua contribuição fundamental para a teoria econômica. Ao mencionar a ‘mão invisível’ que parecia regular os mercados europeus já ao fim do século XVIII, Smith dá a partida para a discussão acerca dos determinantes do ‘preço natural’ das mercadorias, bem como estabelece pela primeira vez, de forma coerente, o processo de gravitação dos preços de mercado em torno dos custos de produção, em função do processo de concorrência”. Lara ainda completa, afirmando que “em seu conhecido exemplo de uma fábrica de alfinetes, Smith formula ainda outro conceito fundamental para a teoria econômica ainda hoje: a ideia de que a expansão dos mercados e das escalas de produção permitiria uma maior divisão do trabalho e consequentes ganhos de produtividade”.

Já para o também professor da Unisinos, Achyles Barcelos da Costa, “Adam Smith elaborou um quadro analítico articulado para explicar como a riqueza é gerada em um modo particular de produção da riqueza social que ganhava força com a I Revolução Industrial: o capitalismo. Em A Riqueza das Nações, como ficou conhecida sua principal obra, publicada em 1776, Smith ao mesmo tempo em que procura desvendar a causa da riqueza das nações, desfere um ataque a todas as formas de intervenção do Estado – e que era prática do regime feudal – que limitassem a livre mobilidade de agentes econômicos na busca de seu interesse individual. Com a sua metáfora da 'mão invisível' defendia que o mercado, através da livre concorrência, regularia a economia, levando-a rumo ao crescimento econômico. Por isso, a esse autor está associada a ideia de liberalismo como norma de funcionamento da economia”.

Confira a programação completa aqui.

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