Agroecossistemas e a ecologia da vida do solo. Por uma outra forma de agricultura

“A natureza, ao longo de bilhões de anos, evoluiu um sofisticadíssimo sistema vivo de condicionamento do conforto ambiental. Biodiversidade é o outro nome para competência tecnológica na regulação climática. A maior parte da agricultura tecnificada adotada pelo agronegócio é pobre em relação à complexidade natural. Ela elimina de saída a capacidade dos organismos manejados de interferir beneficamente no ambiente, introduzindo desequilíbrios e produzindo danos em muitos níveis”, afirma Antonio Donato Nobre, cientista do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – CCST/Inpe, na entrevista publicada na revista IHU On-Line desta semana que debate o desafio e a urgência de “desenvolver agroecossistemas alternativos ante o forte controle do sistema alimentar do qual se assenhorearam atualmente grandes corporações e interesses privados”, como atesta Steve Gliessman, professor de Agroecologia do Departamento de Estudos Ambientais da Universidade da Califórnia.

Também contribuem para o debate: Ana Primavesi, uma das pioneiras nos estudos e práticas agroecológicas no Brasil; Ulrich Loening, membro do Conselho de Administração do Centro de Ecologia Humana (Centre for Human Ecology), em Edimburgo, na Escócia; Alastair McIntosh, membro honorário da Faculdade de Teologia da Universidade de Edimburgo e professor visitante de Ciências Sociais na Universidade de Glasgow, na Escócia; Genebaldo Freire Dias, doutor em Ecologia pela Universidade de Brasília – UnB; e José Roque Junges, professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Unisinos, que apresenta uma resenha do livro “Economia ecológica. Princípios e Aplicações” (Lisboa: Instituto Piaget, 2004), de Herman Daly e Joshua Farley, é apresentada por