Edição 222 | 04 Junho 2007

Editorial

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IHU Online

Rûmî. O místico e o poeta da dança do Amor e da Unidade

A matéria de capa da IHU On-Line desta semana é dedicada ao poeta e místico persa Rûmî (1207-1273), no ano em que se celebram os 800 anos de seu nascimento.  Considerado um dos maiores místicos e poetas do Islã, a Unesco dedicou a ele o ano de 2007.

Ajudados pelo Prof. Dr. Faustino Teixeira, a quem agradecemos mais esta importante parceria, e que abre a edição com a entrevista intitulada “Rûmî é o poeta da dança da Unidade”, entrevistamos Carlos Frederico Barboza de Souza, da PUC-MG, que  associa a obra de Rûmî com o ser humano contemporâneo, caracterizado pelo individualismo e hedonismo. O casal espanhol Pablo Beneito e Pilar Garrido definem Rûmî como um “mestre do encontro”, reafirmando um ponto que aparece em diversas entrevistas nesta edição: o poeta e místico sufista “significa a prática viva do diálogo inter-religioso”. Mario Werneck o descreve como o apóstolo do ecumenismo. Marco Lucchesi, poeta e também tradutor de poesias de Rûmî,constata a utilização do poder soberbo das metáforas. Também contribuem com o debate o professor William Chittick, que contextualiza Rûmî na mística e na tradição islâmica. Contribuem ainda, nesta edição, o professor Carlo Saccone, da Universidade de Pádua, Itália; e Beatriz Machado e Armando Erik de Carvalho, editor responsável da Editora Fissus que editará, em breve, o livro O canto da Unidade: em torno da poética de Rûmî,de Faustino Teixeira e Marcco Lucchesi.

No folhear das páginas destinadas à reflexão sobre Rûmî e sua obra, o leitor e a leitora poderão fruir a poesia, distribuída em trechos, deste místico que inspira o tema de capa da edição desta semana.

Armando de Melo Lisboa, economista, professor da UFSC, proferirá, nesta semana, a conferência “A concepção sócio-antropológica de economia de Karl Polanyi e sua crítica à utopia do mercado”. Por sua vez, Lídia Goldenstein analisa, brevemente, a atual política econômica que na semana teve um desdobramento dramático. Mais uma empresa de calçados do Vale dos Sinos fechou,  demitindo 4 mil trabalhadores. O fato também é destaque nesta edição.

Proibido proibir, de Jorge Duran, é o filme da semana. Como lembra Luiz Zanin Oricchio, após a apresentação do filme no Festival de Havana onde ganhou o Prêmio Especial do Júri, uma das juradas, a cineasta venezuelana Fina Torres, comentou: "Que país o Brasil, tão trágico e tão cheio de energia!". E o crítico de cinema comenta: “Talvez sem o saber, ela fazia uma quase paráfrase dos versos de Mario Faustino usados por Glauber Rocha em seu Terra em transe: ‘Tanta violência, mas tanta ternura’. Assim somos nós”.

A todas e todos uma boa leitura e uma ótima semana e um excelente feriado!

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