Edição 217 | 30 Abril 2007

Bicentenário da Fenomenologia do espírito

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Publicada em 1807 pelo filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831), a Fenomenologia do espírito (Phänomenologie des Geistes) é uma das obras mais importantes desse pensador, considerada por ele mesmo como fundamental para a comprensão de seus escritos posteriores.

A Fenomenologia é a primeira publicação que abarca a concepção hegeliana da Filosofia como sistema. Nela, Hegel expõe o conceito de dialética, ao mesmo tempo em que trata do aparecimento do Espírito no mundo e o desenvolvimento da autoconsciência individual. A apresentação do sistema, porém, só é elaborada em detalhes posteriormente, na Ciência da Lógica, obra publicada em dois volumes em 1812 e 1816. Nesta obra, Hegel rompe com dualismos e fundamenta seu idealismo objetivo (ou absoluto).

A tradução da Fenomenologia para o português foi realizada pelo Prof. Dr. Paulo Gaspar de Meneses, SJ: Fenomenologia do espírito. Petrópolis: Vozes, 1992, 2 vols.

Hegel nasceu em Stuttgart, Alemanha. Amigo de Friedrich Schelling, foi influenciado pela leitura de Spinoza, Kant e Rousseau, entre outros. Considerado como o ápice do movimento idealista alemão, estudou no seminário de Tübingen com o poeta Friedrich Hölderlin e Schlelling. Iniciou sua carreira universitária na Universidade de Jena, onde lecionou em 1801 a 1806. Após a vitória de Napoleão, Hegel abandonou Jena e se tornou reitor da escola de latim em Nurenberg. Em 1816 ocupou uma cátedra em Heidelberg. Sucedeu Fichte como professor de filosofia em Berlim em 1818, posto que ocupou até sua morte.

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