Edição 534 | 15 Abril 2019

Em tempos de “fake news”, mentiras também alimentam leituras fundamentalistas da Bíblia

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João Vitor Santos

Para Francisco Orofino, é preciso trabalhar nas comunidades a chave central da escritura. Chave que está ligada com a necessidade de ressaltar a humanidade de Jesus Cristo

Com certa frequência, somos apressadamente levados a concluir que o fundamentalista é um louco, um lunático. Mas essa perspectiva não corresponde à realidade. Para o biblista Francisco Orofino, fundamentalismo pode estar mais perto do que imaginamos. “O fundamentalista é, antes de tudo, um agressor intolerante. Para um fundamentalista, o ‘demônio’ se expressa no diferente, no divergente, no opositor. Sua segurança está na verdade bíblica”, define. E observa: “a certeza desta verdade faz com que um fundamentalista desconfie da ciência e de todas as formas de saber que não tenham uma referência bíblica”. Tamanha desconfiança vai fazer o sujeito criar ilações, interpretações mentirosas acerca das escrituras. É como as “fake news”, que de fatos reais trazem versões inventadas. “Hoje em dia, a mentira reina descaradamente. Devemos trabalhar nas comunidades a chave central da escritura”, acrescenta.

Na entrevista a seguir, concedia por e-mail à IHU On-Line, Orofino defende o exercício de leitura da Bíblia em comunidade como forma de combater essas mentiras. “Vencer o desafio do fundamentalismo exige de nós uma catequese lenta e paciente, a partir da prática pedagógica de Jesus”, aponta. “Ressaltar a humanidade de Jesus Cristo é uma proposta importante para enfrentar o fundamentalismo. Inclusive o fundamentalismo dentro da Igreja Católica”, dispara.

Assim, para o professor, é em comunidade e não no individual que se pode achar caminhos. “Não podemos abrir mão da proposta de uma leitura comunitária que desperte a pessoa para suas responsabilidades cotidianas. É necessário voltar a uma proposta comunitária de partilha de opiniões em busca da construção do bem comum, colocando na pauta a política como escolhas de propostas públicas em favor de todos ou de uma consciência ecológica que desperte nossas responsabilidades pelo cuidado da nossa casa comum e do bem viver das pessoas”, defende.

Francisco Orofino é biblista, assessor de grupos populares e comunidades de base nos municípios da Baixada Fluminense, doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio e professor de Teologia Bíblica no Instituto Paulo VI, na diocese de Nova Iguaçu, também na Baixada. Entre seus livros publicados, muitos deles escritos em parceria com Carlos Mesters, destacamos Rezar os Salmos hoje: a lei orante do povo de Deus (São Paulo: Paulus Editora, 2017), Lendo o Livro dos Salmos (São Paulo: Paulus Editora, 2018) e Atos dos Apóstolos (São Paulo: Paulus).

Confira a entrevista.

IHU On-Line – O senhor defende a leitura bíblica como uma prática libertadora e ecumênica a serviço da vida. Gostaria que o senhor detalhasse esta perspectiva.

Francisco Orofino – Nosso ponto de partida na leitura bíblica sempre deve ser a certeza maior que a fé nos dá: Deus sempre escuta o clamor do seu povo esmagado por instrumentos de poder e de opressão. Esta certeza de fé nos leva a afirmar que Deus sempre está presente na vida e na história do povo, conduzindo-o em seu processo de libertação.

A partir deste princípio, a leitura bíblica se faz a partir da relação entre certezas de fé e a realidade conflitiva da vida do povo. Ora, uma leitura bíblica que relaciona fé e vida e que faz com que uma ajude a interpretar a outra, é necessariamente libertadora e ecumênica. É libertadora na medida em que vai revelando a vida do povo sendo ameaçada pelas forças da morte. É uma leitura que denuncia a ausência de condições de vida não apenas para o povo, mas para a Criação inteira. Esta leitura é libertadora na medida em que anima o povo santo de Deus a se organizar para defender a vida, para lutar contra as forças da morte, para se libertar de um sistema que consome, oprime, esmaga e domina.

Esta luta pela vida plena é o que temos de mais ecumênico. Jesus disse: “eu vim para que todos tenham vida!”. Ele não disse “eu vim para que todos tenham Bíblia, ou Igreja, ou religião...”. Esta vontade de viver como gente, de ter uma vida mais justa e abundante existe, sobretudo, na luta cotidiana dos pobres. O povo pobre é ecumênico quando se reúne, lê a Bíblia e busca caminhos de superação das agruras trazidas pelo sistema opressor. Neste processo se encontram pessoas crentes de várias confissões, cristãs ou não-cristãs, buscando caminhos comuns para superar a violência, a fome e a miséria. A leitura bíblica libertadora e ecumênica existe para iluminar a vida e defendê-la, para que haja vida em abundância para toda a Criação de Deus.

IHU On-Line – Na narrativa histórica do Povo de Deus há uma “Palavra viva”, sempre Nova? Em que medida a leitura da história judaico-cristã sempre se faz atual?

Francisco Orofino – De fato a Bíblia traz por escrito uma longa narrativa histórica. Mas é bom lembrar que a Bíblia, antes de ser escrita, foi narrada oralmente. E esta narrativa oral, antes de ser transmitida em encontros celebrativos, foi vivida pelo povo fiel de Deus. A Bíblia é, portanto, uma narrativa histórica da vida do povo de Deus. Esta dinâmica narrativa, mantida por meio das conversas e das celebrações das famílias, nasceu da preocupação de não perder a memória dos fatos importantes na construção da identidade do povo de Deus.

Na origem da Bíblia temos narrativas populares, repetidas e simplificadas, sem muita precisão histórica. O objetivo principal da narrativa não era preservar informações exatas, mas animar a fé, a luta e a caminhada do povo santo de Deus. Através das celebrações, estes fatos antigos eram revividos e atualizados. Até hoje! Nós somos hoje o povo fiel de Deus. Esta contínua releitura dos acontecimentos passados atualiza a Palavra, não permitindo que os fatos fundantes caiam no esquecimento. Desta forma, a Palavra tornava-se nova para qualquer geração, contribuindo para a formação do povo, para a animação da fé e para a prática da justiça. Isso vale para nós até hoje.

IHU On-Line – Como trabalhar essa perspectiva de atualização da experiência judaico-cristã nas comunidades em tempo de questionamento das grandes narrativas?

Francisco Orofino – Teríamos que ver a razão do questionamento das grandes narrativas O que assistimos hoje é uma luta ideológica pela narrativa. Principalmente pela narrativa bíblica. Em busca de uma hegemonia narrativa, os grupos ideológicos, através de distorcidas revisões históricas, buscam criar uma narrativa em que a visão ideológica é mais importante que a verdade factual. Com muita tranquilidade repetem afirmações errôneas, sem dar a mínima importância ao fato histórico.

Hoje em dia, a mentira reina descaradamente. Devemos trabalhar nas comunidades a chave central da escritura. A narrativa bíblica, do Gênesis ao Apocalipse, trata da eterna luta entre a Verdade que vem de Deus e as mentiras proferidas pelos diferentes grupos humanos. A Palavra de Deus é a Verdade. A mentira é diabólica. No evangelho de João, Jesus chama o demônio de “mentiroso, o pai da mentira” (Jo 8,45). Temos que trabalhar hoje uma leitura que nos ajude a buscar na narrativa bíblica a Verdade que vem de Deus. Uma Verdade que liberta (Jo 8,32).

Jesus mesmo se apresenta como “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Ou seja, a narrativa bíblica nos ensina que a Verdade é Deus. Esta é a porta de entrada para a atualização da narrativa bíblica em nossas comunidades: buscar e viver a Verdade que é Deus.

IHU On-Line – De que forma podemos compreender o princípio judaico-cristão de que “sem memória não há salvação”? E qual a importância de se fazer memória, especialmente no tempo da Quaresma?

Francisco Orofino – A Bíblia traz por escrito a memória da travessia do povo de Deus. O livro do Êxodo preserva esta determinação de Deus a Moisés: “escreva tudo isto num livro como memória” (Ex 17,14). O texto escrito servia para animar as celebrações do povo. Celebrar é fazer memória. A maior parte das narrativas presentes na Bíblia começou a ser preservada para ser usada nas celebrações comunitárias. Os livros foram escritos, selecionados e colecionados pelas pessoas ligadas ao culto, responsáveis pela celebração do povo. As romarias, os santuários, as peregrinações para as festas, os ritos e sacrifícios, a catequese familiar ou pública, os encontros diários, semanais ou anuais, as orações, salmos e cânticos, tudo isso está presente na Bíblia, do começo ao fim.

O coração da Bíblia é o culto prestado pelo povo ao Deus da Vida. Portanto, não é qualquer culto. Deve ser um culto “em espírito e verdade” (Jo 4,23)! Um culto ligado ao processo de salvação, em que o povo poderia fazer a memória da ação libertadora de Deus. Por isso, no tempo litúrgico da Quaresma, temos que fazer a memória dos gestos e das palavras de Jesus de Nazaré. Fazer a memória da ação libertadora de Jesus é ter consciência da opressão em que vive o povo, exige mudar de mentalidade, renovar o compromisso de viver como um povo de irmãos e irmãs, reabastecer a fé necessária para levar adiante a caminhada, alimentar a esperança de um mundo melhor. Fazer a memória é celebrar a vitória de Jesus Ressuscitado sobre as forças do mal e da morte e agradecer a Deus pelo dom da vida.

IHU On-Line – Vivemos momentos conturbados no Brasil e no mundo, crises políticas, econômicas e sociais e até mesmo do próprio humanismo. Em que medida a leitura da Bíblia pode nos inspirar para que enfrentemos com coragem esses momentos de crise?

Francisco Orofino – Diante do que estamos vivendo hoje aqui no Brasil, se faz necessário retomar a espiritualidade profética. A narrativa bíblica preserva a caminhada histórica do povo fiel de Deus. Esta caminhada nunca foi retilínea, ascendente, uniforme. Sempre foi tortuosa, onde o povo caía e se levantava. Ser o povo de Deus é saber superar os limites humanos buscando atingir, para si e para os outros, os bens da convivência com Deus.

Nesta sua busca, o povo viveu intensas crises. Muitas vezes, o povo reduziu os planos de Deus a seus planos pessoais interesseiros e mesquinhos, acomodando-se e esquecendo o chamado. Nestes momentos de crise e de abatimento apareciam os profetas para denunciar os erros e anunciar a proposta divina de justiça, paz e alegria. A espiritualidade profética nos permite perceber os sinais de resistência existentes na caminhada do povo. Grupos indígenas, as mulheres, os negros, a população LGBT, as periferias urbanas, a consciência ecológica, as práticas alternativas, são todos sinais de que existe uma resistência e de que a esperança do povo nunca será vencida.

IHU On-Line – Quais os desafios para a prática da Leitura Popular da Bíblia? Como esta metodologia pode inserir as escrituras no cotidiano das pessoas e em que medida também pode transformar a Igreja?

Francisco Orofino – A Leitura Popular da Bíblia é uma prática de interpretação comunitária do texto bíblico a partir da realidade de vida das pessoas. Creio que o maior desafio hoje é o individualismo. Hoje, as pessoas, graças às mídias sociais, estão sozinhas com suas opiniões, divulgadas sem nenhum confronto com outras ideias ou propostas. Fechadas em sua arrogância egoísta, as pessoas divulgam mentiras e crendices, menosprezando qualquer proposta ou ideia contrária. O individualismo torna as pessoas sectárias, intolerantes, exclusivistas, discriminando todos os que não pensam como ela.

Como vencer este individualismo? São necessários tempo e paciência. Não podemos abrir mão da proposta de uma leitura comunitária que desperte a pessoa para suas responsabilidades cotidianas. É necessário voltar a uma proposta comunitária de partilha de opiniões em busca da construção do bem comum, colocando na pauta a política como escolhas de propostas públicas em favor de todos ou de uma consciência ecológica que desperte nossas responsabilidades pelo cuidado da nossa casa comum e do bem viver das pessoas. Na medida em que ajudamos as pessoas a vencer o individualismo, estaremos transformando também as Igrejas.

IHU On-Line – O que distingue a Leitura Popular da Bíblia, que tem seu núcleo nas Comunidades Eclesiais de Base , da Teologia da Prosperidade , muito forte nas Igrejas neopentecostais? Por que a perspectiva da Teologia da Prosperidade parece ter maior adesão nas periferias hoje?

Francisco Orofino – O que distingue estas duas propostas é justamente o conflito entre o individualismo e a prática comunitária. A Teologia da Prosperidade é uma boa fundamentação bíblico-teológica para meus desejos pessoais e imediatos. A proposta desta leitura bíblica nas igrejas neopentecostais fica bem evidente em passagens do Antigo Testamento. Nunca se fala de Jesus e do Evangelho.

Para as pessoas pobres da periferia os desejos são muitos, exacerbados pela propaganda consumista. É grande a tensão entre desejos consumistas e a precariedade financeira destas pessoas. Enriquecer para consumir é a base da proposta neoliberal. Estas pessoas estão abertas para acolher leituras bíblicas que digam que Deus quer pessoas ricas e não pobres miseráveis. O triste é ver que estas pessoas acabam doando às igrejas o pouco que têm, na esperança de que tudo lhes seja retribuído em abundância por Deus.

A Leitura Popular da Bíblia vai num caminho oposto. Ela propõe que para uma boa interpretação do texto bíblico é muito importante o ambiente comunitário da fé e da fraternidade. O sentido da Bíblia não é apenas uma ideia ou uma mensagem que se capta com a razão individualista e utilitária, mas que seja um sentir com os outros, um conforto comunitário oriundo da partilha e do ambiente de convivência. Nesta proposta de interpretação é muito importante que as pessoas encontrem os diversos caminhos de envolvimento e de participação do grupo. Aqui aparece a riqueza da criatividade popular e da amplidão das intuições que vão nascendo do encontro comunitário.

IHU On-Line – Atualmente, vivem-se arroubos de conservadorismo e junto dessas perspectivas vem a leitura fundamentalista da Bíblia, especialmente sobre valores da família. Quais os desafios para enfrentar essas perspectivas, motivando uma hermenêutica contemporânea dos textos sagrados?

Francisco Orofino – O fundamentalismo é um fenômeno muito complexo. É mais uma atitude que um movimento organizado. Seria uma mentalidade ideológica fechada num universo em que a história está isenta de mudanças, desenvolvendo uma ética dualista que separa com clareza o bem do mal, produzindo uma atitude negativista diante dos avanços sociais. As transformações históricas e sociais tornam as pessoas inseguras. Isso faz com que estas pessoas, como já vimos acima, se tornem sectárias e intolerantes, agredindo todos os que não pensam como elas.

O fundamentalista é, antes de tudo, um agressor intolerante. Para um fundamentalista, o “demônio” se expressa no diferente, no divergente, no opositor. Sua segurança está na verdade bíblica. A certeza desta verdade faz com que um fundamentalista desconfie da ciência e de todas as formas de saber que não tenham uma referência bíblica.

Para vencer este desafio temos que aprender de Jesus. O verbo mais presente na atividade pública de Jesus é o verbo “ensinar”. Jesus era um mestre popular que ensinava as pessoas seja nas sinagogas, seja ao ar livre, à beira do mar, dentro de uma barca. Vencer o desafio do fundamentalismo exige de nós uma catequese lenta e paciente, a partir da prática pedagógica de Jesus. Temos que voltar ao mestre Jesus de Nazaré, com um ensinamento capaz de vencer o sectarismo e o fundamentalismo das autoridades religiosas da época dele.

IHU On-Line – Quais os maiores desafios de nosso tempo para a compreensão do Cristo humano que emerge dos evangelhos?

Francisco Orofino – Ressaltar a humanidade de Jesus Cristo é uma proposta importante para enfrentar o fundamentalismo. Inclusive o fundamentalismo dentro da Igreja Católica. Para os fundamentalistas, Cristo deve ser apresentado unicamente na sua total divindade, em detrimento de sua humanidade. Apresentar um Cristo glorioso significa colocar os milagres como a ação primordial de Jesus. Este Jesus glorioso e milagreiro está bem presente nos vários programas de TV, tanto nos pentecostais como nos católicos. Falam muito no Cristo, mas nada falam de sua mensagem e do seu Evangelho.

Como já disse acima, o caminho é voltar para Jesus. Conhecer a pessoa e a mensagem de Jesus de Nazaré. A missão da Igreja, das Igrejas, é apresentar Jesus de Nazaré e o seu Evangelho. Ainda hoje, mesmo diante da crise da narrativa e dos avanços tecnológicos, a pessoa de Jesus e o seu Evangelho continuam alimentando a fé de milhões de pessoas. Ora, alimentar e celebrar a fé no Filho de Deus encarnado implica em acolher a proposta de Jesus, colocar-se a serviço na implantação do Reino de Deus e os seus valores de justiça, de paz e de alegria.

Por isso mesmo não podemos exaltar o Cristo da glória em detrimento do Jesus histórico, de sua inserção no meio popular da Galileia no início da Era Cristã. Temos que saber equilibrar nossa investigação do Jesus histórico com as afirmações de fé que a Igreja foi elaborando ao longo de sua caminhada.

IHU On-Line – Levando em consideração o atual cenário de Brasil e mundo, qual o texto que o senhor considera mais apropriado para inspirar reflexões nesse tempo de Quaresma? Por quê?

Francisco Orofino – É pena que hoje a Quaresma seja quase que totalmente ofuscada pela Campanha da Fraternidade. A Quaresma sempre foi o tempo forte de conversão. As leituras quaresmais têm um sentido catequético, visando a inserção de uma pessoa na proposta comunitária cristã. Este processo se coroaria na celebração da Vigília Pascal, onde então os catecúmenos seriam batizados.

As leituras quaresmais pedem “metanoia” aos catecúmenos. A partícula “noia” desta palavra vem do grego “nous”, que significa “mente”. Ou seja, o processo catequético da Quaresma pede uma radical mudança de mentalidade aos que buscam inserção na comunidade cristã. Nesta perspectiva, os textos que considero mais apropriado para este tempo são justamente os textos evangélicos dos domingos da Quaresma. Meditando e aprofundando estes textos nós atualizamos uma antiga proposta catequética, uma proposta importante para a tão necessária recuperação do Batismo hoje, em nossa Igreja. As leituras da Quaresma querem nos propor a verdadeira religião.

O início da Quaresma, a quarta-feira de cinzas, nos oferece o capítulo 6 do Evangelho de Mateus. A verdadeira religião se faz através da construção, da manutenção e da restauração de relações com os irmãos (esmola ou partilha), com Deus (oração) e com as coisas (jejum). Este é o eixo da reflexão bíblica da Quaresma.■

Leia mais

- Jesus: um apaixonado por Deus e pelas pessoas. Entrevista com Francisco Orofino, publicada na revista IHU On-Line número 336, de 06-07-2010.

- “A Bíblia é o grande instrumento de libertação dos leigos”. Entrevista com Francisco Orofino, publicada nas Notícias do Dia de 01-09-2016, no sítio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

- O Ano do Laicato. Artigo de Francisco Orofino, reproduzido nas Notícias do Dia de 06-12-2017, no sítio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

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