Edição 529 | 01 Outubro 2018

Escritos de Nietzsche são desafio para a inteligência, não alimento para presunção

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Márcia Junges | Edição: Vitor Necchi| Tradução: Ramiro Mincato

Maria Cristina Fornari destaca que o autor gosta de surpreender, às vezes de confundir, de espalhar indícios

A professora Maria Cristina Fornari é especialista em Nietzsche e atua em diversos grupos e instituições voltados ao filósofo alemão. Essa condição permitiu que, nesta entrevista, ela abordasse diversos aspectos da obra e do pensamento dele. A começar pelo seu livro Genealogia da Moral, no qual ele implementa uma “genealogia” de valores e conceitos morais, “especialmente quando aplicado à moral cristã e àquela judaica que constitui seu tronco original”.

Para Nietzsche, a moral platônico-cristã, além de estabelecer uma “verdade” única, incontroversa e absoluta, também fornece as ferramentas para superá-la. Em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, Fornari afirma que “um dos valores defendidos pela moral é, de fato, a veracidade: a mesma que, traduzida e sublimada na consciência científica e na honestidade intelectual, em sentido geral, nos obriga a lançar luz sobre a própria moral, mas acima de tudo sobre o significado da vontade de verdade”.

Fornari entende que “a doutrina da vontade de poder foi mal compreendida, de muitas maneiras, e é ainda objeto de discussões e controvérsias”. Ressalva, no entanto, que os estudos de Müller-Lauter “contribuíram significativamente, esclareceram que Nietzsche não se refere a um conceito unitário e metafísico (análogo, digamos, à vontade de viver de Schopenhauer) mas, pensa sim, no ‘quântico’ de poder, no jogo imparável dos pontos de força de que tudo é feito, como sugerido pelos estudos científicos de seu tempo”.

Para se aprofundar em Nietzsche, Fornari convida para uma “leitura lenta” e “filologicamente circunspecta” da obra dele, “sem deixar-se engodar por ideologias ou falsos mitos”. Para ela, o filósofo alemão “é um pensador complexo, que permite diferentes níveis de abordagem: pode-se simplesmente apreciar sua prosa, aguda e fulminante; pode-se tentar interpretá-lo, também à luz das anotações póstumas e das suas leituras; pode-se, se suficientemente experto, penetrar nas tramas de seus textos, sempre construídos com grande cuidado e fineza arquitetônica”. Por fim, ela destaca: “Não nos esqueçamos de que Nietzsche gosta de nos surpreender, às vezes de nos confundir, de espalhar indícios: seus escritos são um desafio para nossa inteligência, não um alimento para nossa presunção”.

Maria Cristina Fornari é graduada em Filosofia pela Universidade de Pisa e doutora pela Universidade de Pisa. Leciona na Universidade de Salento, Itália. Trabalhou com Giuliano Campioni na Opere e dell'Epistolario di Nietzsche. Uma das fundadoras do Centro Colli-Montinari de Estudos sobre Nietzsche e a Cultura Europeia. Integra a equipe “Nietzsche et son temps”, o comitê científico e a secretaria científica da Associação HyperNietzsche, do Gruppo Internazionale di Ricerche su Nietzsche - GIRN e o Seminário Permanente Nietzscheano - SPN.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Em que sentido a Genealogia da Moral (São Paulo: Companhia das Letras, 1998) é uma espécie de declaração de guerra contra a moral judaico-cristã?
Maria Cristina Fornari – Como o título indica expressamente, Nietzsche implementa uma “genealogia” de valores e conceitos morais neste livro, especialmente quando aplicado à moral cristã e àquela judaica que constitui seu tronco original. Investigar a “genealogia” de um conceito ou de um valor significa, para Nietzsche, não tanto voltar à “origem” (Ursprung), mas estar ciente de que sua história se entrelaça com muitos aspectos diferentes da história “humana, demasiado humana” e que sua origem (Herkunft) pode ser encontrada também lá onde não se espera. Neste sentido, Nietzsche mostra, por exemplo, como à base do bem e do mal, da culpa, da má consciência e similares, existem verdadeiros atos de violência, relações de força nascidos em terreno extramoral (por exemplo, entre devedor e credor), reivindicações de domínio (não menos importante, “a revolta dos escravos na moral” ditada pelo ressentiment), que se sublimam e se transformam ao longo da história. Nietzsche acredita que trazendo à luz as origens nefastas do Cristianismo, e mostrando sua verdadeira face, infligir-lhe-á um golpe mortal e permitirá, finalmente, dizer uma palavra definitiva sobre sua origem e sua natureza.

IHU On-Line – Qual é o propósito de Nietzsche ao lançar esta ofensiva à moral estabelecida no Ocidente? O que há em seu horizonte em termos mais amplos, considerando seus escritos publicados e também os fragmentos?
Maria Cristina Fornari – Nietzsche faz um fino diagnóstico do próprio tempo, do qual fotografou a decadência e a perda da força criativa com grande lucidez. A moral ocidental platônico-cristã, com sua tabela de valores orientada para a igualdade, a benevolência, a uniformidade das necessidades e desejos (“não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem”: mas ninguém é, em termos de valor, equivalente ao seu semelhante), é, de acordo com Nietzsche, o maior, se não o único responsável por este estado de enfraquecimento, que já não permite ao homem contar com grandes indivíduos, nem permite projetos de longo prazo. O tipo humano derivado é “areia” e “ferro de madeira”, um terreno sobre o qual é difícil construir algo estável e duradouro. E só porque Nietzsche – ao contrário daqueles que o acusam de anti-humanismo –, na minha opinião, é “apaixonado pelo humano”, visa a corrigir, se não reverter, essa situação, e devolver ao homem a consciência do seu valor e das suas possibilidades. O projeto da transvaloração de todos os valores (o que acabará por coincidir, na sua versão final, com o Anticristo), que Nietzsche confia firmemente como ponto culminante de sua filosofia, nos convida a experimentar novas perspectivas a partir das quais poderiam surgir, de acordo com ele, novas categorias axiológicas.

IHU On-Line – Como entender a autossupressão da moralidade contida neste escrito?
Maria Cristina Fornari – Segundo Nietzsche, a moral platônico-cristã, além de estabelecer uma “verdade” única, incontroversa e absoluta (ab-soluta, isto é, livre de qualquer obrigação e necessidade de exame), também nos fornece as ferramentas para superá-la. Um dos valores defendidos pela moral é, de fato, a veracidade: a mesma que, traduzida e sublimada na consciência científica e na honestidade intelectual, em sentido geral, nos obriga a lançar luz sobre a própria moral, mas acima de tudo sobre o significado da vontade de verdade. Por que “queremos a verdade”? Talvez porque, decadentes, precisamos de certezas, pontos fixos, valores preestabelecidos e imutáveis, que nos salvem do terror de um mundo inimaginável e em perene devir? A progressiva consciência da real natureza da vontade de verdade conduz ao seu desmascaramento como necessidade: o que equivale a suprimi-la enquanto impulso moral. Eis, portanto, a veracidade cristã, levada às suas extremas consequências, volta-se sobre si mesma, e a moral, paradoxalmente, morre por si mesma de “moralidade”.

IHU On-Line – Qual é o contramovimento da moral tradicional contida na Genealogia da Moral e qual é o aspecto construtivo da transvalutação dos valores? Quais são os pontos de tensão entre esses dois conceitos?
Maria Cristina Fornari – A Transvalutação é realmente concebida por Nietzsche como um projeto construtivo. Uma vez liberado o campo dos valores antigos e fora do perigo de niilismo passivo, o que nos levaria à inatividade, trata-se de colocar-se em atitude criativa em relação à existência, experimentando novas formas de vida e novas possibilidades. Um exemplo é o eterno retorno – basicamente, uma espécie de transvalutação do nosso modo de conceber o tempo – que Nietzsche acredita seja um pensamento capaz de “reconfigurar” nossos impulsos e, assim, transformar-nos eticamente, mas também, poderíamos dizer, “fisiologicamente”. O nosso é, de fato, para Nietzsche, um sistema psicofísico, em que o clássico dualismo mente-corpo não tem razão de existir: nossa tabela de valores tem condições de agir em nossa fisiologia, bem como uma fisiologia "saudável" produz naturalmente valores "bons" (no sentido, é claro, de renovados em relação aos rótulos da moral tradicional). Perto da moral platônico-cristã está, de fato, a equação socrática "virtude = felicidade": Nietzsche inverte os termos do problema, argumentando que, lá onde se é feliz, ou seja, em nossa plenitude fisiológica, não se pode senão ser necessariamente virtuoso. Podemos entender também estes como exemplos de transvalutação possível somente depois que a moral platônico-judaico-cristã desmascarou seus próprios dispositivos, e um novo espaço de possibilidades se abriu.

IHU On-Line – Em que aspectos Além do bem e do mal pode ser considerado um prelúdio para a obra Genealogia da Moral?
Maria Cristina Fornari – Além do bem e do mal (São Paulo: Companhia das Letras, 2005) era originalmente a continuação de Humano, demasiado humano (São Paulo: Companhia das Letras, 2008), importante obra de 1878. Nietzsche logo mudou de ideia e publicou-a como obra em si, que ele pretendia de fato como um prelúdio e quase um esclarecimento da Genealogia. Na minha opinião, a chave de leitura está no primeiro aforisma de Além, que não tem título e é uma introdução à primeira seção: aqui Nietzsche acena, quase que distraidamente, ao método genealógico (a questão do valor da verdade e não de sua origem), marcando assim distância com a obra de 1878, e lançando uma ponte em direção à Genealogia. É interessante notar como o segundo aforisma retoma o conteúdo de Humano, demasiado humano e como as seções se assemelham: o primeiro aforisma, no entanto, explica como mudou radicalmente a perspectiva da investigação.

IHU On-Line – Questões sobre o biologismo/naturalismo moral continuam sendo centrais para a pesquisa acadêmica de Nietzsche. Como entender corretamente o pensamento nietzschiano em relação à doutrina da vontade de poder?
Maria Cristina Fornari – A doutrina da vontade de poder foi mal compreendida, de muitas maneiras, e é ainda objeto de discussões e controvérsias. O certo é que os estudos de Müller-Lauter contribuíram significativamente, esclareceram que Nietzsche não se refere a um conceito unitário e metafísico (análogo, digamos, à vontade de viver de Schopenhauer ) mas, pensa sim, no “quântico” de poder, no jogo imparável dos pontos de força de que tudo é feito, como sugerido pelos estudos científicos de seu tempo. Assim, para entender a vontade de poder (assim como qualquer outro filosofema significativo), em primeiro lugar, nunca devemos esquecer o contexto histórico-científico do qual ele parte.

Nietzsche era um grande conhecedor do seu tempo e um ávido leitor: suas fontes de leitura frequentemente nos ajudam a compreender em que direção seu pensamento se movia, e a evitar mal-entendidos perigosos. Voltando à vontade de poder, esta é a base do mundo orgânico, bem como do inorgânico: na verdade, de acordo com uma fórmula conhecida, “o mundo é vontade de poder e nada mais!”. Nietzsche quer dizer, na minha opinião, que neste mundo tudo se move em base a relações de força que se assemelham estruturadas, são como relações de dominação e submissão: da atração dos corpos físicos às organizações sociais, da aquisição do que é estranho para nós (seja o inimigo, uma fatia de pão ou uma página de filosofia!) ao conflito entre valores, até a mais ínfima parte de vida naquela formação plúrima, que por conveniência e convenções chamamos de “corpo”. Tudo é animado por Wille zur Macht (vontade de poder), na realidade, “vontade” de chegar ao poder [zur], de explicar a própria força: isto é tão necessário, como a uma lâmpada não se pode impedir de emanar luz ou a uma mola comprimida, de saltar. O que devemos ter em mente é que essas relações entre forças estão destinadas a desfazer-se continuamente: toda formação de domínio é sempre temporâneo, e deixará necessariamente espaço a outras. Pode-se dizer que o mundo estruturado em base à atividade de Wille zur Macht é tudo, menos despótico!

IHU On-Line – A senhora é cofundadora e membro do Centro Interuniversitário Colli-Montinari de Estudos sobre Nietzsche e a Cultura Europeia. Quais as principais atividades desta organização, como funcionam e quais são as previsões para os próximos anos?
Maria Cristina Fornari – O Centro Colli-Montinari de Estudos sobre Nietzsche e a Cultura Europeia nasceu, há alguns anos, por iniciativa de Giuliano Campioni , aluno de Mazzino Montinari e estudioso de Nietzsche de renome internacional, e reúne uma série de estudiosos de diferentes países que se reconhecem no espírito de leitura histórico-crítica inaugurado por Montinari, e que, na Itália, fez escola. O centro organiza e promove publicações, conferências, seminários, mas especialmente mantém o Seminário Permanente Nietzschiano - SPN, ativo desde 2005 e constituído por um grupo de jovens especialistas que trabalham em conjunto, de forma estável e contínua, na perspectiva de compartilhar e de integrar suas respectivas linhas de pesquisa, como verdadeiro trabalho de equipe. O SPN reúne-se uma vez por ano para discutir um tema escolhido de comum acordo e já atrai inúmeros alunos e estudantes de doutorado que desejam participar do trabalho de grupo, e que frequentemente pedem para fazer parte.

IHU On-Line – Entre suas produções, há o trabalho com Giuliano Campioni sobre as Obras e o Epistolário nietzschiano. Quais foram os resultados desse esforço conjunto?
Maria Cristina Fornari – Colaborar na edição italiana das Obras e do Epistolário de Nietzsche, juntamente com Giuliano Campioni, foi uma grande honra para mim, assim como formidável exercício. O domínio histórico-filológico de Campioni é imenso, e dele se pode – e se deve! – aprender muito. O trabalho no último volume das cartas de Nietzsche (1885-1889), em particular, foi emocionante: são os anos em que Nietzsche sente o peso da solidão, mas também está animado de forte desejo de ação na contemporaneidade. Pensa uma nova edição de obras anteriores (dando vida, entre outras coisas, ao quinto, maravilhoso livro de A Gaia Ciência), revê a estratégia editorial com o propósito de reacender o interesse em torno de seu “filho predileto” Zaratustra, em vista do lançamento do Transvaloração, que sente como uma tarefa fatal destinada a mudar o curso da história; abandona o projeto da obra intitulada A Vontade de Poder para nos presentear suas últimas fulminantes publicações, Crepúsculo dos ídolos (São Paulo: Companhia das Letras, 2006), O Anticristo (São Paulo: Companhia das Letras, 2007) e aquela autobiografia sui generis que é o Ecce homo (São Paulo: Companhia das Letras, 1995). Estas cartas, além de mostrar-nos Nietzsche no desdobrar-se de suas atividades e de sua vida diária – que o aparato crítico de mais de 300 páginas rende vivas e cheias de particulares –, leva-nos até o colapso final, aos chamados "bilhetes da loucura", nos quais Nietzsche está deflagrado em sua subjetividade e se perde para o mundo, sobrecarregado com “todos os nomes da história”.

IHU On-Line – As viagens à Itália deixaram marcas profundas na vida e no trabalho de Nietzsche. Por que particularmente o sul italiano lhe foi tão impactante? O que mudou em sua filosofia depois do contato com a energia solar deste país?
Maria Cristina Fornari – Para um alemão do século XIX, acostumado ao Grand Tour e às viagens de formação de memória goethiana, mas não só, a Itália é o Sul por antonomásia. Não era necessário chegar até Nápoles ou até a Sicília, como foi para Goethe : a costa da Ligúria já podia representar uma nova experiência de bem-estar e vigor. O Sul de Nietzsche – que também foi para Sorrento e, ainda hoje, inexplicavelmente, para Messina – era, na verdade, predominantemente Genova, mas também Turim, com seus percursos arcados e sua luz; ou Nice, que elegeu como seu "bairro de inverno", enquanto preferia passar seus verões em Sils-Maria, em Engadine, "no ar puro das alturas", onde ele diz que foi alcançado pela intuição do Eterno Retorno. Sul é também a música de George Bizet (especialmente Carmen, que ouviu várias vezes no teatro, cada vez com renovado entusiasmo), em oposição ao cansativos acordes de Wagner .

Em geral, quando Nietzsche pensa no Sul, pensa em uma energia intacta, não corrompida pela moral, totalmente expandida em suas paixões, como foi para o amado Stendhal : o Sul, sobretudo italiano, tornou-se um topos, uma cifra da saúde, sobre o qual orientar o desenvolvimento da humanidade porvir. As instâncias de autossuperação da civilização ocidental platônico-cristã (da qual falávamos há pouco) parecem, às vezes, confiadas por Nietzsche à figura dos "bons europeus", que, na verdade, assumem um carácter supranacional, segundo uma bela nota de 1885 (4 [71] ), que nos explica, que para sermos homens espiritualmente fortes, para reconquistar “a resposta do poder da alma”, é preciso progressivamente libertar-se do nacionalismo e tornar-se “gradualmente mais amplos e mais supranacionais, mais europeus, mais supraeuropeus, mais orientais, e, finalmente, mais gregos”. A chave para compreender esta nota está no valor da saúde, que Nietzsche atribui ao sincretismo cultural, próprio da grecidade, mas também do mundo árabe (Nietzsche teria desejado ir à Tunísia para conhecer mais de perto os muçulmanos, o que nunca se realizou) ou da cultura provençal, que Nietzsche evoca, como explica Giuliano Campioni, no título de A Gaia Ciência (São Paulo: Companhia das Letras, 2001). Vigor físico, saúde espiritual, valorização e incorporação da diversidade: o Sul é a encarnação de todos esses elementos, que fornecem matéria de reflexão para o que se vive também hoje, especialmente na Europa.

IHU On-Line – Deseja acrescentar algo?
Maria Cristina Fornari – Gostaria apenas de convidar para uma “leitura lenta” e filologicamente circunspecta de Nietzsche, sem deixar-se engodar por ideologias ou falsos mitos. Nietzsche é um pensador complexo, que permite diferentes níveis de abordagem: pode-se simplesmente apreciar sua prosa, aguda e fulminante; pode-se tentar interpretá-lo, também à luz das anotações póstumas e das suas leituras; pode-se, se suficientemente experto, penetrar nas tramas de seus textos, sempre construídos com grande cuidado e fineza arquitetônica. Mas, de qualquer modo, devemos ter sempre presente sua recomendação de "lê-lo bem", de ir a fundo, sem parar no dito, muitas vezes astutamente simples e, portanto, facilmente mal compreendido. Não nos esqueçamos de que Nietzsche gosta de nos surpreender, às vezes de nos confundir, de espalhar indícios: seus escritos são um desafio para nossa inteligência, não um alimento para nossa presunção. ■

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