Edição 516 | 04 Dezembro 2017

Base Nacional Comum Curricular

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O futuro da educação brasileira

Quando o governo brasileiro acelera a votação de uma nova versão da Base Nacional Comum Curricular – BNCC – sem novo debate, a revista IHU On-Line discute o tema com um pesquisadores e pesquisadoras de diversas áreas do conhecimento que pensam e analisam os desafios da escola brasileira do século XXI.

Renato Janine Ribeiro, que iniciou os movimentos para a construção do projeto na sua passagem pelo Ministério da Educação, avalia todo o processo e observa como as discussões da Base Comum Curricular revelam o verdadeiro racha pelo qual o país passa hoje.

Para o professor do PPG em Educação da Unisinos Roberto Rafael Dias da Silva, a última versão da BNCC está levando a cabo um projeto maior de cunho neoliberal, que na educação privilegia apenas os saberes utilitaristas.

Sílvio Gallo, professor da Faculdade de Educação da Unicamp, vê na proposta apresentada pelo Ministério da Educação a atualização de um desejo de controle biopolítico da população.

Monica Ribeiro da Silva, professora na Universidade Federal do Paraná, alerta para um risco: o projeto da BNCC transforma a escola numa empresa, mensurando educação como índice de produtividade.

Paulo Fochi, doutorando em Educação na Universidade de São Paulo - USP, especialista em Educação Infantil, a BNCC adultera a lógica que deve nortear a primeira fase de educação escolar.

Para Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, afirma que “sozinha, a BNCC não resolve nada, pois com um professor desmotivado, sem condições adequadas de trabalho, terá resultado nulo. Não vamos melhorar nossa relação de ensino-aprendizagem”.

As professoras e pesquisadoras do PPG em Educação da Unisinos Elí Fabris e Maria Cláudia Dal’Igna alertam para as ameaças que a escola de hoje sofre, seja por violência, discriminações ou ações como do movimento Escola Sem Partido.

O canadense Maurice Tardif, professor da Faculdade de Ciências da Educação da Universidade de Montreal, aponta que o problema do Brasil não é a formação de professores, mas as condições de trabalho dos educadores e das educadoras.

O tema em discussão nesta edição será abordado no II Encontro das Licenciaturas da Região Sul - II EncliSul, II Encontro do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência da Região Sul - II Pibid Sul e II Seminário Institucional Pibid/Unisinos, a ser realizado na Unisinos, nos dias 13 a 15 de dezembro.

Completam a presente edição as entrevistas, com o historiador Benito Bisso Schmidt, autor da biografia de Flavio Koutzii, político gaúcho, recentemente publicada sob o título Flavio Koutzii: Biografia de um militante revolucionário – De 1943 a 1984 (Porto Alegre: Editora Libretos), e com o biografado; com Lucas Henrique da Luz e Gilberto Antonio Faggion, professores da Unisinos, sobre o livro Homo Deus. Uma breve história do amanhã, de Yuval Noah Harari (São Paulo: Cia. das Letras, 2016), recentemente apresentado e debatido pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU; o artigo Evasão de divisas e os Paradise Papers como evidência sistêmica de Bruno Lima Rocha, professor do Curso de Relações Internacionais da Unisinos; e a entrevista perfil com Sandro Rigo, decano da Escola Politécnica da Unisinos.

A todas e a todos uma boa leitura e uma excelente semana.

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