Edição 511 | 25 Setembro 2017

Suárez e o início de uma forma secularizada de investigação ontológica, marca da modernidade

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Patricia Fachin| Tradução: Luís Marcos Sander | Edição: João Vitor Santos

Victor Salas contesta algumas percepções mais comuns de pensadores contemporâneos sobre o jesuíta e diz que é preciso compreendê–lo além da metafísica

Alguns filósofos de hoje veem Francisco Suárez como “um ‘filósofo puro’ e até ‘mais moderno do que Descartes’, como destaca o professor Victor Salas. “Na opinião deles, o jesuíta ajudou a pôr fim à forma de fazer teologia cristã da Idade Média e deu início a uma forma secularizada de investigação ontológica que se tornaria a marca da modernidade”, explica. Mas, na entrevista concedida à IHU On–Line por e–mail, Salas questiona essa perspectiva. “Embora Suárez seja explícito em suas teses metafísicas, muito mais do que Tomás de Aquino, penso que fatalmente se entenderá seu projeto intelectual equivocadamente se o jesuíta não for considerado apropriadamente como o teólogo que ele é”, pontua.

Salas ainda analisa a percepção do autor acerca da metafísica. “Para Suárez, a metafísica tem como seu objeto propriamente dito o ser na medida em que ele é real (ens inquantum ens reale), o que inclui Deus, substâncias e acidentes”, analisa. Assim, o professor apreende a metafísica de Suárez “como uma forma de existencialismo cristão”.

Victor Salas é graduado em estudos medievais, mestre e doutor em Filosofia. Atua como professor associado de Filosofia, especialista em metafísica escolar medieval e tardia na Sacred Heart Major Seminary, em Detroit, nos Estados Unidos. Suas publicações analisam as obras de Alberto Magno, Boaventura, Tomás de Aquino, Duns Scotus e Francisco Suárez, entre outros. Atualmente, vem se dedicando a pesquisa que visa a estabelecer a afirmação de que a metafísica de Francisco Suárez constitui uma forma de existencialismo cristão. Entre suas publicações, destacamos A Companion to Francisco Suárez (Brill, 2015), Hircocervi and Other Metaphysical Wonders: Essays in Honor of John P. Doyle (Marquette University Press, 2013) e John P. Doyle, Collected Studies on Francisco Suárez, S.J. (1548–1617), (Leuven UniversityPress, 2010).

O entrevistado apresenta a conferência Francisco Suárez sobre a analogia do ser no dia 27 de setembro, às 15h, na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros – IHU, campus São Leopoldo da Unisinos, dentro da programação do VIII Colóquio Internacional IHU e XX Colóquio Filosofia Unisinos – Metafísica e Filosofia Prática. A atualidade do pensamento de Francisco Suárez, 400 anos depois. Acesse a programação completa.

Confira a entrevista.

IHU On–Line – Qual é a atualidade de Suárez, 400 anos depois?
Victor Salas – De um ponto de vista acadêmico, tem havido um interesse crescente pela herança intelectual de Suárez ao longo dos últimos anos. Só nos últimos cinco anos, houve vários volumes publicados pelas editoras Oxford, Cambridge e Brill dedicados à exploração do pensamento filosófico, teológico, moral e jurídico de Suárez.

No início do século XX, com pesquisadores como Étienne Gilson , por exemplo, Suárez foi valorizado pelo papel que desempenhou ao transmitir a ontologia grega desde sua transformação na Idade Média até o iluminismo. O papel de Suárez neste caso como veículo de transmissão simplesmente indica a influência mais ampla que a Companhia de Jesus, com suas numerosas universidades e Ratio Studiorum , tinha sobre o ensino e aprendizado de modo geral. René Descartes , por exemplo, que geralmente é reticente a respeito de suas fontes, explica em uma de suas cartas – ainda que de modo um tanto hiperbólico – que “deve tudo à Companhia de Jesus” no tocante à sua educação. É claro que ele só menciona Francisco de Toledo e Antonio Rubio pelo nome.

Durante o final do século XX e agora no XXI, o foco da pesquisa passou de uma consideração das doutrinas do próprio Suárez em si e não apenas da influência histórica que elas tiveram. Também tem havido um interesse crescente pelo pensamento metafísico de Suárez (especialmente por sua doutrina da causalidade e liberdade) entre os filósofos analíticos. Como tal, o Doctor eximius encontrou um novo público em círculos anglo–americanos. Suárez tem algo a dizer – e geralmente com argumentos muito nuançados e vigorosos – sobre praticamente todos os temas da metafísica analítica contemporânea.

IHU On–Line – Em que consiste sua pesquisa sobre a metafísica de Suárez enquanto um existencialismo cristão?
Victor Salas – Meu estudo de Suárez teve início na Universidade de Saint Louis sob a direção de John P. Doyle , um dos principais pesquisadores da filosofia jesuíta nos Estados Unidos no século passado. Doyle tomou como seu ponto de partida a leitura da história da filosofia de Gilson que sustentava que todos os metafísicos, com a exceção de Tomás de Aquino , sucumbiram a alguma forma de essencialismo em que a noção de existência foi negligenciada ou até excluída positivamente. (Precisamos nos lembrar de que Gilson escreveu durante o élan do existencialismo francês em que questões da existência humana passaram para o primeiro plano da preocupação filosófica).

Suárez, na leitura de Gilson, era visto como um essencialista, e o aluno de Gilson, Doyle, seguiu seu exemplo, como se pode ver a partir de sua obra inicial dedicada a Suárez, que tende a ser crítica. Além disso, alguns filósofos contemporâneos, como Alasdair MacIntyre , por exemplo, consideram Suárez um “filósofo puro” e até “mais moderno do que Descartes”. Na opinião deles, o jesuíta ajudou a pôr fim à forma de fazer teologia cristã da Idade Média e deu início a uma forma secularizada de investigação ontológica que se tornaria a marca da modernidade.

Meu trabalho visa contestar essas percepções. Embora Suárez seja explícito em suas teses metafísicas, muito mais do que Tomás de Aquino, penso que fatalmente se entenderá seu projeto intelectual equivocadamente se o jesuíta não for considerado apropriadamente como o teólogo que ele é. Em suas Disputationes metaphysicae de 1597 Suárez é claro: ele pretende se ocupar com a questão do ser como cristão e como teólogo, e para isso a metafísica deve ser dirigida, em última análise. Portanto, sustentar que Suárez oferece uma forma secularizada de metafísica simplesmente deixa de apreciar a intenção expressa de seu próprio projeto. Além disso, várias de suas teses metafísicas (p. ex., a distinção racional entre essência e existência) surgem como uma reflexão sobre as exigências teóricas de doutrinas cristãs como a encarnação, por exemplo.

Finalmente, embora Suárez não desenvolva sua compreensão do ser na mesma linha de Tomás de Aquino, não acredito que isso o torne menos existencialista. Afinal, se a medida do existencialismo for simplesmente Tomás de Aquino, então, a priori, o único existencialista possível só pode ser Tomás de Aquino. Para Suárez, entretanto, o ser (ens) é formulado em termos de sua ordem ou relação com a existência (esse). Com efeito, o jesuíta chega ao ponto de nos dizer que o ser não pode ser sequer entendido sem tal ordem. Por esta razão, as coisas como, por exemplo, seres de razão que não podem desfrutar de qualquer forma de existência estão excluídos do âmbito da especulação metafísica para Suárez. Em minha opinião, o existencialismo dele é decisivo.

IHU On–Line – O que caracteriza a abordagem epistemológica de Francisco Suárez?
Victor Salas – Suárez, como seus predecessores medievais, continua sendo um realista. Não obstante, como alguns – como José Pereira , por exemplo – o veem, o Doctor eximius efetivamente ajudou (sem querer) a preparar o caminho para projetos epistemológicos dos primórdios da Modernidade. Uma distinção comum na época de Suárez é a distinção entre conceito formal e objetivo. Em termos simples, o conceito formal é o ato da mente ao visar a algum objeto. O conceito objetivo, em contraposição a isso, é a própria coisa a que o intelecto visa.

Com efeito, o conceito objetivo não é, em absoluto, um “conceito”, diz Suárez, mas é designado como tal através de uma denominação extrínseca em referência ao agente cognitivo. Além disso, visto que a metafísica tem como seu objeto adequado o conceito objetivo de ser, Suárez deixa claro que pretende que essa ciência trate de coisas reais.

Não obstante, ele nos diz que o conceito formal é produzido por nós (o agente cognitivo), é mais cognoscível (notior) para nós. Como tal, ele pretende determinar algo sobre a natureza do conceito objetivo (a realidade) recorrendo ao conceito formal (um ato do pensamento). Tendo em vista que, para Suárez, há um paralelo simétrico entre a realidade e o pensamento, o jesuíta consegue manter uma orientação realista, mas para outros, como Descartes, por exemplo, já podemos ver como o pensamento vai acabar servindo de determinação do ser.

IHU On–Line – Que relações Suárez estabelece entre analogia e univocidade, e transcendentalidade e supertranscendentalidade?
Victor Salas – A melhor forma de responder essa pergunta é voltando–se à natureza da metafísica, como Suárez a interpreta em relação a seu objeto propriamente dito. Para Suárez, a metafísica tem como seu objeto propriamente dito o ser na medida em que ele é real (ens inquantum ens reale), o que inclui Deus, substâncias e acidentes. Aquilo em que todos esses seres concordam é sua relação com a existência. Mas como a existência se encontra de diversas maneiras entre esses seres, o objeto da metafísica (o ser) é intrinsecamente analógico. Suárez desenvolve sua teoria metafísica da analogia do ser em contraposição a Duns Scotus , que sustentava que o conceito de ser é unívoco. Visto que o ser diz respeito, em primeiro lugar e antes de mais nada, a Deus e, de modo derivado, às criaturas, Suárez, discordando de Scotus, pensa que o ser não tem a indiferença exigida pela univocidade.

Além disso, já que o ser se estende a todas as coisas reais (desde Deus até os acidentes), o ser tem um caráter transcendental ou é, como Suárez o formula, “imanentemente transcendente”. A única coisa excluída do conceito de ser são seres de razão, isto é, aquelas coisas que só têm o ser de serem pensadas (esse cognitum) em contraposição ao ser real (ens reale). Visto que Suárez exclui o pensável (ens rationis) do objeto da metafísica, ele rejeita, com isso, uma concepção supertranscendental da metafísica, que abarcaria não só o ser real, mas também o pensável, transcendendo o transcendente de modo a se tornar supertranscendental. Enquanto outros escolásticos, como Joannes Clauberg ou Clemens Timpler , queriam levar a metafísica nessa direção, Suárez permanece firmemente postado no ser real.

IHU On–Line – Em que sentido a doutrina da analogia se diferencia da analogia em Tomás de Aquino e da univocidade em Duns Scotus?
Victor Salas – Já toquei nesse assunto um pouco mais acima. Em termos simples, penso que Suárez se enquadra entre Tomás de Aquino e Duns Scotus em relação à univocidade e analogia. Como Scotus, Suárez está preocupado em preservar a unidade absoluta do conceito de ser pela razão de que a ciência aristotélica – com a qual Suárez está comprometido na articulação de sua metafísica – exige um termo médio unificado em suas demonstrações silogísticas.

Essa exigência foi a própria razão pela qual Scotus recorreu à univocidade, como ele nos diz explicitamente na Ordinatio. Tendo em vista que a doutrina da analogia de Tomás de Aquino, como salienta Suárez, enfatiza a vasta diversidade do ser de acordo com seus vários graus de relação causal ou participação, a possibilidade de reter um conceito unificado do ser parece ameaçada e, junto com ela, a ciência metafísica.

Por conseguinte, Suárez insiste que o conceito de ser é absolutamente unificado. Mas ele não infere disso o caráter unívoco do conceito, como fez Scotus, pela razão de que o conceito de ser descende de modo desigual para suas inferiora: primeiro para Deus e secundariamente para as criaturas. Por causa dessa relação de prioridade e posterioridade que é intrínseca ao próprio conceito de ser, Suárez sustenta que o conceito de ser é analógico.

IHU On–Line – Por que o conceito de “analogia” é fundamental para a metafísica?
Victor Salas – Se o objeto da metafísica é o ser e o ser é dito de muitas maneiras (isto é, analogicamente), a analogia estará no próprio cerne do desdobramento da metafísica. Não é surpreendente, portanto, encontrar Suárez recorrendo à analogia na vigésima oitava disputa, em que ele passa de uma consideração do ser em geral para uma consideração de várias espécies ou modos de ser (ser infinito–finito, substância, acidentes, etc.).

IHU On–Line – Qual é a abordagem de Suárez ao problema metafísico da essência versus existência?
Victor Salas – Diferentemente de seus predecessores tomistas e scotusistas, Suárez pensa que não há qualquer distinção entre essência e existência nas criaturas. A única distinção que pode ser admitida é uma distinção que surge através da operação do intelecto. Além disso, creio que a razão para seu compromisso com essa tese provém de seu compromisso teológico com uma criação ex nihilo [a partir do nada]. Isto é, a doutrina cristã sustenta que Deus cria a partir de absolutamente nada, o que significa que não há um material ou substrato subjacente a partir do qual Deus cria.

A preocupação de Suárez é de que se qualquer distinção intervier entre essência e existência, então de algum modo cada termo desfrutaria de sua própria realidade metafísica sem o outro. A essência teria, então, alguma espécie de ser antes de receber a existência no ato da criação. Mas se a essência tem qualquer espécie de realidade, seja qual for, então não se pode sustentar que Deus cria a partir do nada e, assim, toda a teoria cristã da criação se deforma. Este tema metafísico específico, como é o caso de muitos outros para Suárez, é diretamente governado por seus compromissos teológicos cristãos, o que, mais uma vez, é a razão pela qual vejo sua metafísica como uma forma de existencialismo cristão.

IHU On–Line – Quais são os limites da metafísica escolástica jesuíta?
Victor Salas – Isso depende do que significa “jesuíta”, pois penso que esse termo está longe de ser monolítico. A metafísica jesuíta nos séculos XVI e XVII permaneceu realista no sentido de que considerava que o ser real como tal era a preocupação da metafísica. Suárez, como mencionei acima, era explícito em excluir entia rationis (isto é, seres de razão) do objeto da metafísica. Muitos outros metafísicos jesuítas de modo geral tinham uma concepção semelhante, mas, à medida que a escolástica jesuíta progrediu, houve uma passagem gradativa para uma compreensão do ser que incluía não só o ser real, mas também seres de razão ou objetos impossíveis.

Assim, alguns pensadores jesuítas posteriores, como Thomas Compton Carleton , Maximilian Wietrowski , Andreas Semerey e outros, falaram prontamente sobre o “ser supertranscendental”: aquele ser que transcende até o ser transcendental (isto é, o ser real) de modo a abarcar o pensável e o impossível. John Doyle chegou ao ponto de sugerir que teorias jesuíticas da transcendentalidade podem muito bem ter ajudado a gerar a noção kantiana de Gegenstand überhaupt [objeto em geral]. Neste tocante, então, o limite da metafísica escolástica jesuíta, ao menos para estes últimos jesuítas, é bem literalmente nada!

IHU On–Line – Ao longo do século XX – e, de certo modo, atualmente – a metafísica sofreu duras críticas e viu sua legitimidade ameaça. Qual é o sentido de continuar estudando metafísica nos dias de hoje?
Victor Salas – Esta pergunta me lembra a observação incisiva de Étienne Gilson de que a metafísica sempre sepultou seus agentes funerários. Isso tem sido visto repetidamente ao longo de toda a história da filosofia, em que vários filósofos, logo depois de anunciar o fim ou a morte da metafísica, recaem em um modo metafísico de lidar com questões filosóficas. Neste caso só precisamos pensar no recurso de Kant aos númenos ou na celebração da vontade de poder ou potência de Nietzsche . O próprio esforço de destruir a metafísica é ele mesmo um ato metafísico.

Há, naturalmente, pensadores, em sua maioria pensadores pós–modernos, seguindo na esteira de Heidegger , que procuram libertar a compreensão do ser de uma estrutura metafísica. Para eles, o ser deve ser reformulado em termos de um contexto hermenêutico. Tudo bem com isso, mas não estou convencido de que esse projeto seja qualquer outra coisa do que aquilo que a tradição medieval (incluindo Suárez) já tinha realizado. Como mostra qualquer texto de Tomás de Aquino até Suárez, o ser não é algo apresentado de modo transparente para o intelecto, mas precisa ser interrogado.

É–nos dito que agere sequitur esse [o agir se segue ao ser], o que quer dizer que o ser só pode ser conhecido à medida que se revela a nós em suas ações. Mas essa revelação sempre é gradativa e contextualizada por um horizonte hermenêutico maior de inquirição. Os medievais e os escolásticos barrocos apreciavam esse caráter “hermenêutico” do ser, por assim dizer, mesmo que não se referissem explicitamente a ele como tal. Esta é a razão pela qual penso que qualquer pessoa interessada em questões metafísicas estaria bem servida recorrendo não apenas a Suárez, mas à tradição medieval e escolástica tardia em geral.

IHU On–Line – Ainda faz sentido estudar as Disputationes metaphysicae de Francisco Suárez? Por quê? Quais partes da Disputationes metaphysicae são mais importantes e fazem sentido de serem lidas contemporaneamente?
Victor Salas – Como historiador da filosofia, sempre faz perfeitamente sentido estudar textos filosóficos de valor histórico significativo. As Disputationes metaphysicae certamente são um texto assim, como até filósofos modernos como Leibniz e Wolff nos dirão. A história da filosofia é como uma longa conversa que vem se desenvolvendo, fluindo e mudando ao longo dos milênios. Para apreciar o discurso atual, sempre é útil saber que problemas filosóficos ou decisões filosóficas nos levaram ao ponto em que estamos agora. Para ser franco, às vezes certos pontos de vista filosóficos levam a becos sem saída. Quando isso acontece, é útil dar marcha–à–ré e ter outras possibilidades de discurso à disposição. Ler os textos filosóficos que servem de pontos de referência na história da filosofia (incluindo as Disputationes metaphysicae) sempre ajuda a manter aberta nossa opção.

Quanto às partes que são importantes, penso que, como Suárez veria isso, todas elas são. Suárez, como nos diz no prefácio às Disputationes metaphysicae, rompeu com a tradição comentarista de estudos dedicados à Metafísica de Aristóteles. Assim, ele desenvolveu a metafísica de acordo com a lógica e as exigências interiores da própria metafísica. Em sua obra há uma ordem e sistematicidade que não tinham paralelos na época. Assim, é só com alguma dificuldade que se poderia mergulhar em uma porção aleatória das Disputationes metaphysicae e não ficar rapidamente desorientado. É claro que ler a obra toda – todas as 2 mil páginas com duas colunas – é uma tarefa assustadora. Mas isso também se aplica à própria composição da obra, o que Suárez fez no espaço de um ano. Penso que certamente vale a pena fazer o esforço de atacar a obra toda, mesmo que fazer isso levasse mais de um ano! ■

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