Edição 496 | 31 Outubro 2016

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Redação

Confira algumas entrevistas publicadas no sítio do IHU

Mudanças climáticas poderão aumentar o quadro de doenças tropicais nos próximos 40 anos

Entrevista especial com Ulisses Confalonieri, graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ e em Medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - Unirio, mestre e doutor em Ciências pela UFRRJ. Atualmente é professor da Fundação Oswaldo Cruz e da Universidade Federal Fluminense.

Publicada em 23-10-2016.

O aumento de temperatura associado a períodos de chuvas e secas extremas, conforme projetam os estudos sobre as mudanças climáticas, poderão gerar um impacto na proliferação de doenças causadas por mosquitos transmissores. Segundo o professor Ulisses Confalonieri, “em 2040 se estima que a temperatura aumentará 2,5 graus em alguns municípios do Paraná” e, por conta disso, o quadro de algumas doenças poderá aumentar. “As doenças transmitidas por mosquito, por exemplo, geralmente decorrem de uma temperatura mais alta e de algum grau de umidade, porque esses fatores sempre aceleram a proliferação de mosquitos”, disse em entrevista concedida por telefone à IHU-Online.

 

Lei de repatriação é uma ilusão e incentiva a sonegação fiscal

Entrevista especial com Mauro José Silva, graduado e doutor em Direito pela Universidade de São Paulo – USP e mestre em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. É auditor fiscal da Receita Federal do Ministério da Fazenda e exerce a função de julgador na Delegacia de Julgamento de São Paulo.

Publicada em 25-10-2016.

A lei de repatriação de dinheiro mantido no exterior sem declaração à Receita Federal, que irá anistiar as pessoas que fizerem a declaração até o dia 31 de outubro deste ano, “é desnecessária” do “ponto de vista da arrecadação, da administração tributária e da fiscalização de tributos”, diz Mauro José Silva, auditor da Receita Federal, em entrevista concedida por telefone à IHU On-Line. Segundo ele, não há necessidade de o Estado anistiar aqueles que mantêm dinheiro não declarado no exterior porque, a partir do próximo ano, o Brasil terá acesso às informações financeiras dessas pessoas, por conta de uma série de acordos bilaterais e multilaterais assinados com outros países, de modo que poderia tributá-las sem conceder anistia aos crimes cometidos.


Adaptação às mudanças climáticas dependerá de gestões locais

Entrevista especial com Manyu Chang, graduada em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo – USP, mestra em Desenvolvimento Rural pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ e doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Paraná – UFPR. Atualmente é pesquisadora da Fiocruz no projeto sobre vulnerabilidade humana à mudança do clima, que é parte integrante do Plano Nacional de Adaptação.

Publicada em 26-10-2016.

A previsão para os próximos 25 anos é de que se inicie um período de intensificação dos eventos climáticos extremos, especialmente entre os anos de 2041 e 2070, o que possivelmente implicará em um aumento da vulnerabilidade dos municípios brasileiros, diz Manyu Chang em entrevista concedida por telefone à IHU On-Line. A pesquisadora participa de uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz, que está coletando dados para a elaboração do Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas do Brasil. Por conta disso, Manyu avaliou a vulnerabilidade às mudanças do clima em 399 municípios do Paraná e, entre os resultados da pesquisa, ela informa que já é possível “assegurar” que haverá “uma piora de extremos climáticos”.

 

A resolução das crises contemporâneas depende da mudança do paradigma econômico

Entrevista especial com Thomas Fatheuer, sociólogo alemão que viveu no Brasil entre 1992 e 2010, onde foi diretor do escritório da Fundação Heinrich Böll no Rio. Antes, trabalhou em projetos de proteção das florestas na região amazônica para o Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social e para a Agência Alemã de Cooperação Técnica.

Publicada em 27-10-2016.

Apesar do “consenso geral de que a continuidade do modelo econômico atual não é mais viável”, o debate sobre a solução das crises econômica e climática tem seguido, preponderantemente, uma mesma via, a das mudanças climáticas, critica Thomas Fatheuer em entrevista concedida por telefone à IHU On-Line. “A economia verde formula uma resposta a um dos aspectos da crise, que é o aspecto das mudanças climáticas. Os defensores da economia verde argumentam que não se pode continuar emitindo poluentes do modo como é feito hoje, e isso requer uma mudança na economia, o que é importante, mas é uma mudança parcial porque ela só reage à crise do clima. Nós, que temos uma visão mais crítica, defendemos que a crise global tem mais de um aspecto e não somente o aspecto climático”, pontua.

 

O momento político atual é de desilusão para os iludidos

Entrevista especial com Adriano Pilatti, graduado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, mestre em Ciências Jurídicas pela PUC-Rio e doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro - Iuperj, com estágio pós-doutoral em Direito Público Romano pela Universidade de Roma I - La Sapienza. Foi assessor parlamentar da Câmara dos Deputados junto à Assembleia Nacional Constituinte de 1988. Traduziu o livro Poder Constituinte - Ensaio sobre as Alternativas da Modernidade, de Antonio Negri (Rio de Janeiro: DP&A, 2002). É autor do livro A Constituinte de 1987-1988 - Progressistas, Conservadores, Ordem Econômica e Regras do Jogo (Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008).

Publicada em 28-10-2016.

O desafio, diante da atual crise política brasileira e das tensões vividas no país, é avançar “na perspectiva de uma construção democrática”, mas também não vivemos um “momento apocalíptico” como outros do passado, diz Adriano Pilatti à IHU On-Line. O importante na atual conjuntura, frisa, “é persistir e tentar encontrar, no meio da névoa, referências efetivamente capazes de iluminar os caminhos a seguir”.

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