Edição 493 | 19 Setembro 2016

Cavocar a memória para juntar os cacos do gauchismo

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Vitor Necchi | Edição Ricardo Machado

De acordo com o professor e pesquisador Mário Maestri, a invenção do ethos gaúcho hegemônico solidificou o esquecimento sobre o passado escravocrata do Rio Grande do Sul

Mário Maestri não usa meias palavras. De maneira diferente da versão consagrada, define o gaúcho como homem pobre, morador do pampa e um tipo de sujeito à margem do caldo social. “O Rio Grande jamais foi terra de gaúcho. Foi, ao contrário, terra de negro escravizado. Havia, sim, gaúchos e peões nossas fazendas. Mas, nelas, o ‘cativo campeiro’ dominou inconteste até os anos 1880”, dispara o professor e pesquisador Mário Maestri, em entrevista por e-mail à IHU On-Line.

“Essa ‘identidade inventada’ consolida o encobrimento do passado escravista real, através da construção fantasiosa de um ‘gaúcho’ que em tudo se parece com um fazendeiro. Essa ‘invenção da tradição’ é reiterada incessantemente pela escola, literatura, cinematografia, grande mídia, etc., consciente ou inconscientemente a serviço das classes dominantes”, avalia. 

A relação entre o passado e o presente, de uma história que encobre a trajetória escravocrata da identidade gaúcha, persiste nos dias atuais. “Se soterra a memória dos tempos em que, também no Sul, nossos empresários eram ‘escravizadores’, de chicote na mão, e nossos trabalhadores, ‘escravizados’, sujeitos ao tronco e à tortura. Um passado, não muito distante, que ajuda a compreender as propostas, bem presentes, de estabelecimento de espécie de ‘escravidão moderna’, onde os assalariados trabalharão em jornadas exaustivas, por salários miseráveis, até a morte, sem qualquer possibilidade de repouso, mesmo na velhice”, pondera Maestri.

Mário José Maestri Filho possui graduação, mestrado e doutorado em Ciências Históricas pela Université Catholique de Louvain, na Bélgica. Atualmente é professor titular do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo - UPF. Realizou estágio de pós-doutoramento na Bélgica. Tem experiência na área de história social, história e literatura, história e arquitetura, com ênfase em História do Brasil, atuando principalmente nos seguintes temas: história do Brasil, história do Rio Grande do Sul, história da escravidão no Brasil, história da escravidão no Rio Grande do Sul; história da colonização italiana no Rio Grande do Sul. É autor de Uma história do Rio Grande do Sul: a ocupação do território (Passo Fundo: UPF Editora, 2006), entre outros livros.

 

Confira a entrevista. 


IHU On-Line - As narrativas históricas têm o real à espreita, como um referente a confirmá-las ou negá-las. Como pode ser avaliado o trabalho dos historiadores que pesquisam o passado do Rio Grande do Sul?

Mário Maestri - A historiografia sulina nasceu conservadora, escrita por estancieiros, generais e funcionários do Estado. Com competência variada, eles dissertaram sobre o passado desde a ótica das classes dominantes, às quais pertenciam ou serviam. Todos encobriram o papel fulcral do mundo do trabalho no passado. Houve superação pontual dessa realidade quando a historiografia passou a ser objeto de ensino-estudo acadêmico, dominado pelo viés eclético e positivista. No novo contexto, quanto muito, avançou-se numa história temática da classe operária, sem se buscar a explicação do nosso passado a partir das contradições de classe. A incompreensão da determinação da nossa antiga formação social pela ordem escravista espelha essa realidade. A pouca preocupação para com os processos essenciais da formação social  do Rio Grande do Sul registra também a carência da nossa historiografia marxista, apesar de alguns estudos referenciais. Despreocupação potencializada pela vitória da contrarrevolução neoliberal em fim dos anos 1980. Certamente o atual enorme acúmulo quantitativo da historiografia sulina, sem saltos substantivos de qualidade, expressa mal mais profundo: o impasse da sociedade rio-grandense e brasileira.


IHU On-Line - O Pampa é um espaço geográfico e mítico que abarca mais de um país. Ao longo dos séculos, os seus habitantes, o gaucho e o gaúcho, adquiriram papeis e significados distintos. O que distingue o gaúcho brasileiro do gaucho uruguaio e argentino?

Mário Maestri - O gaúcho-gaucho era o homem pobre, morador do pampa, sem propriedade legal. No meridião do Rio Grande do Sul ou além das suas fronteiras, ele subsistia como peão, posteiro, tropeiro, contrabandista, cuatreiro; servia como soldado etc. A grande diferença é que, nas províncias de Buenos Aires, Santa Fé, Entre Ríos, Corrientes, na Banda Oriental [ao sul do rio Negro], o gaucho tornou-se muito logo a base da força de trabalho da produção pastoril dominante naquelas regiões. Ao contrário, no Rio Grande e no Uruguai ao norte do rio Negro, a base dessa produção foi o trabalho escravizado, o chamado “cativo campeiro”. O Rio Grande jamais foi terra de gaúcho. Foi, ao contrário, terra de negro escravizado. Havia, sim, gaúchos e peões nossas fazendas. Mas, nelas, o “cativo campeiro” dominou inconteste até os anos 1880. No Programa de Pós-Graduação em História da UPF, mestrandos e doutourandos como Setembrino dal Bosco, Maria Beatriz Eifert, Helen Ortiz e Eduardo Palermo produziram trabalhos sobre essa realidade. Outros autores do Estado e de fora dele estudaram detidamente esta questão. Porém, o estereótipo “gaúcho-fazendeiro” segue dominando não apenas o imaginário sul-riograndense.


IHU On-Line - No Uruguai e na Argentina, gaucho define o sujeito do ambiente rural, e a população urbana não se sente contemplada com esta identidade essencialmente campeira. No Rio Grande do Sul, tanto quem vive no campo quanto na cidade assume a alcunha inspirada na figura do homem pastoril.

Mário Maestri - O hábito do rio-grandense de ser designado - e se designar - como gaúcho-gaúcha é resultado da produção de identidade alienada e conservadora. Essa “identidade inventada” consolida o encobrimento do passado escravista real, através da construção fantasiosa de um “gaúcho” que em tudo se parece com um fazendeiro. Essa “invenção da tradição” é reiterada incessantemente pela escola, literatura, cinematografia, grande mídia etc., consciente ou inconscientemente a serviço das classes dominantes. A própria historiografia serve-se estranhamente desse “cretinismo categorial”. Mesmo em trabalhos sobre o século XIX, é habitual o uso de “fazendeiro gaúcho”; “colono gaúcho”; “oficial gaúcho” etc. Qualquer coisa como “banqueiro bancário”, “mini-proprietário latifundiário” etc. Seria hilário, se não fosse erro que dissemina a confusão.


IHU On-Line - O que é o mito da democracia pastoril e em que ele se afasta da verdade histórica do Rio Grande do Sul? 

Mário Maestri - A apresentação de um “gaúcho” imaginário-imaginado como o pilar da formação social sulina é sustentada por dois mitos basilares do nosso passado, a “democracia pastoril” e a “produção pastoril sem trabalho”, importados do espaço platino. Décio Freitas  escreveu um ensaio clássico sobre essa questão, quando ainda era historiador marxista. Propõe-se que na sociedade pastoril sulina não havia oposição e contradições entre o peão [gaúcho] e o fazendeiro. Mais do que patrão e trabalhador, seriam companheiros de tarefas pastoris que não exigiriam trabalho, já que o gado se criaria no campo sem exigir esforço humano. Essa é a visão idealizada do fazendeiro do trabalho pastoril, sempre duro, cansativo, perigoso e mal remunerado. Uma ocupação socialmente dissolvente, pois ao peão não se permitia casar e fundar família. Daí uma das grandes razões da pobreza demográfica do meridião rio-grandense. A afirmação desses mitos e a ignorância do caráter dominante do “cativo campeiro” permitem encobrir a história real do mundo do trabalho no Rio Grande do Sul. Assim, se soterra a memória dos tempos em que, também no Sul, nossos empresários eram “escravizadores”, de chicote na mão, e nossos trabalhadores, “escravizados”, sujeitos ao tronco e à tortura. Um passado, não muito distante, que ajuda a compreender as propostas, bem presentes, de estabelecimento de espécie de “escravidão moderna”, em que os assalariados trabalharão em jornadas exaustivas, por salários miseráveis, até a morte, sem qualquer possibilidade de repouso, mesmo na velhice. 


IHU On-Line - Na Guerra dos Farrapos, rio-grandenses lutaram contra rio-grandenses, no entanto, não é curioso perceber que o chamado “decênio glorioso” passou a unir os sulinos em torno de uma causa?

Mário Maestri - A chamada Revolução Farroupilha foi um movimento dos grandes criadores escravistas do meridião do Rio Grande do Sul e do norte do Uruguai. O projeto farroupilha dominante era a fundação de uma república pastoril-latifundiária que ultrapassava a fronteira rio-grandense. Em verdade, os chefes farroupilhas pouco se preocupavam com a Serra e o Planalto rio-grandense. A pátria pastoril tinha um recorte muito diverso ao dos limites atuais do estado. Os porto-alegrenses, os colonos alemães e os moradores do Planalto se mantiveram indiferentes ou opostos aos farroupilhas, expulsos sem dó da Capital, tema ao qual Sérgio da Costa Franco  dedicou um ensaio. Os principais líderes farroupilhas eram proprietários de enormes extensões de terras e de cativos no meridião rio-grandense e no norte do Uruguai. Para conseguir seus objetivos, arrolaram nas tropas republicanas peões, minuanos, libertos e muitos cativos - sobretudo dos rio-grandenses monarquistas. O republicano farroupilha de algumas posses fugiu do recrutamento como o diabo da cruz. Os chefes farroupilhas jamais prometeram a liberdade aos cativos e terra aos gaúchos, como fizera e realizara José Artigas,  anos antes. Ao contrário, eles queriam mais terras e mais cativos. Bento Gonçalves  morreu senhor de muitos cativos; o general Neto, de muito mais! Os latifundiários e grandes proprietários têm razões para festejar o “decênio heróico”. Os trabalhadores e assalariados sulinos, ao contrário, entram na festa como seus ancestrais sociológicos entraram na dita Revolução: como bucha de canhão. Hoje, festejam-se os lanceiros negros  como exemplo da participação popular e negra no “Decênio Heróico”. Eles foram massacrados em Porongos , e os que não morreram foram reescravizados e enviados ao Rio de Janeiro, como assinalaram Moacyr Flores,  em seus estudos, e Juremir Machado,  no livro referencial História regional da infâmia (Porto Alegre: LP&M, 2010). Razão tinham os cativos que fugiram numerosos para os quilombos e para fora da província. Eles não precisavam de historiadores para saber quem eram realmente os chefes farroupilhas.


IHU On-Line - Povos envolvidos em conflitos costumam comemorar a vitória ao final do embate. Os rio-grandenses celebram, com pompa e circunstância, o 20 de Setembro, data que marca não o final, mas o início dos combates travados entre 1835 e 1845. O que se comemora de fato?

Mário Maestri - Comemora-se o início dos combates, em 20 de setembro, pois o fim da guerra marcou a derrota e a rendição dos grandes estancieiros escravistas, às quais se seguiu governo militar de ocupação, apenas disfarçado. Na Guerra Farroupilha, se comemora sobretudo a sociedade pastoril latifundiária. E apenas ela pode ser comemorada. A Revolução Farroupilha foi luta entre facções dominantes do Império. Não havia contradições sociais entre os chefes farroupilhas e imperialistas; entre os senhores republicanos e monarquistas. Todos eram grandes proprietários de terra e de cativos. Eram literalmente farinha do mesmo saco. Tratava-se de luta socialmente clean. Ao contrário de confrontos históricos referenciais sulinos de maior sentido social e político. Como, por exemplo, a Guerra Federalista , de 1893-1895, entre o bloco pró-capitalista castilhista, que apontava para o futuro, e os latifundiários federalistas da metade sul do Estado, voltados para o passado. Ou os magníficos sucessos da Legalidade , de 1961, um dos momentos históricos mais determinantes da nossa história regional-nacional. Imagine-se, hoje, todas as escolas do Rio Grande festejando a Guerra Federalista, que pôs fim à hegemonia pastoril e, na qual, a Brigada Militar, principal força armada republicana, trucidava fazendeiros rebelados! Ou pior ainda: os alunos das escolas do estado festejando a derrota do Golpe , pela população rio-grandense, que começava a se armar, apoiada por sub-oficiais e praças do Exército, da Brigada e oficiais constitucionalistas! 


IHU On-Line - No dia 7 de setembro, a unidade nacional é celebrada com a efeméride da independência. No dia 20 de setembro, os gaúchos reverenciam a Guerra dos Farrapos, movimento que é associado a ideais separatistas da antiga Província de São Pedro em relação ao poder central. O ensino de história na rede escolar endossa o festejo cívico-ufanista?

Mário Maestri - As celebrações, festejos, paradas, canções pátrias não são momentos de reflexão histórica, política e social. São instâncias irracionais, rituais cíclicos para introjetar e incutir, sem reflexão, valores e sentimentos nacionais ou regionais totalizantes, que neguem as terríveis contradições sociais. No 7 de Setembro, amamos e nos orgulhamos do nosso país, pois lutamos, todos, contra os portugueses. É a festa de todos os brasileiros. No 20 de Setembro, amamos e nos orgulhamos do nosso Estado, como rio-grandenses, pois lutamos, todos, contra o resto do país. E a festa de todos os rio-grandenses. Ponto e basta. E ninguém fala que celebramos uma independência e uma revolta regional de escravistas e latifundiários, em favor de seus privilégios. Essas celebrações nos ensinam que devemos, todos, amar, irmanados, os valores, o território e a população de uma província, estado, nação. Constrói-se uma realidade fantástica na qual o trabalhador e o desempregado vivem, no mesmo país, como irmãos, com aqueles que os exploram, os lançam na miséria, os subjugam. Na construção dessa fantasmagoria nacionalista, que propõe unir explorados e exploradores, o capital e o trabalho etc., têm papel fundamental atividades como a Copa do Mundo, as Olimpíadas, as festas cívicas, os hinos patrióticos etc. Nas últimas semanas, a população, nas ruas, tem rejeitado criativamente essa falsa proposta de unidade nacional ao dar conteúdo social e politicamente fracionado ao Hino Nacional, ao agregar à sua letra o “fora Temer”. 


IHU On-Line - Em 2002, um advogado pelotense apelidado de Capitão Gay participou do desfile comemorativo do 20 de Setembro, em Porto Alegre, carregando a bandeira do movimento LGBT. Montado em uma égua, quando passou no palanque oficial bradou que aquela era “a verdadeira bandeira da revolução”. Na ocasião, o senhor destacou em artigo que alguém precisaria ousar e pesquisar sobre a homossexualidade no Pampa e o tabu acerca da sexualidade do trabalhador pastoril sulino, eternamente descrito como solteiro e vivendo no galpão com outros homens. Quase 15 anos depois, as discussões em torno das questões de gênero e identidade sexual avançaram, mas a questão específica da homossexualidade e o gaúcho segue desprezada?

Mário Maestri - Destaque-se que o advogado pelotense foi surrado por alguns tradicionalistas associados, que não tiveram coragem de ir pedir explicações, sozinhos, apoiados em seus preconceitos e ignorância. Escrevi, realmente, um breve ensaio, “O gaúcho era gay?” , levantando algumas teses sobre a eventual homossexualidade, no passado, entre os peões-gaúchos. Lembrei que haveria possivelmente a incidência habitual de homossexuais masculinos, aumentada pela disfunção da sociedade pastoril, que afastava as mulheres do galpão. Ao igual, talvez, que na Marinha, no Exército, nos seminários etc. Propus que os gaúchos homossexuais do passado seriam certamente tão machos como os demais, nas lides campeiras, na guerra etc. Não sei se há trabalhos sobre o tema apoiados em documentação e reflexão mais exaustivas. Porém, discordo com o corajoso advogado militante gay que aquela fosse a verdadeira bandeira da revolução. Parece-me que ela fazia e faz parte da luta pela transformação social que segue tendo como eixo a socialização entre os produtores dos bens de produção e de consumo. O Estado imperialista estadunidense concedeu o reconhecimento de liberdades civis - LGTB, mulheres etc. -, mantendo-se como vanguarda da opressão nos Estados Unidos e no mundo. 


IHU On-Line - A impressão que se tem é que, cada vez mais, os rio-grandenses mergulham no ufanismo e na celebração acrítica de um movimento que defendia, sobretudo, interesses da oligarquia rural e escravista.

Mário Maestri - A excepcionalidade do Rio Grande do Sul nasceu do peso da pequena propriedade na sua formação social. Ela apoiou a gênese de Estado republicano-positivista, pró-capitalista e bonapartista, que abriu indiscutível espaço aos segmentos médios. A formação sulina, que foi singular em relação ao resto do país, gerou o “ufanismo rio-grandense”. Porém, o “orgulho de ser gaúcho” jamais esteve tão baixo como hoje. Desencanto que faz parte da depressão geral, política, econômica, cultural, social etc. que vive o Rio Grande do Sul. O Estado construído na Era Positivista  [1891-1937], questionado pela ditadura getulista  [1937-45], relançado pela administração Leonel Brizola  [1958-1962], vive desagregação-metamorfose crescente e ininterrupta. As administrações Brito  (1995-98) e Yeda Crusius  (2007-2011) foram momentos referenciais desse processo; as de Olívio Dutra  (1999-2003) e Tarso Genro  (2011-2015) constituíram registro do caráter anódino das propostas de superação. A eleição para governador, por 61,2% dos votos dos rio-grandenses, de um político do estofo e da inteligência de José Sartori , circunscreve maravilhosamente o drama e a depressão que vivemos. Vejo essa realidade como, por um lado, a desistência histórica das classes dominantes regionais de acaudilharem a sociedade sulina, aceitando integração súcuba ao grande capital que transformou o Rio Grande em espaço semi-colonial. E, por outro, a incapacidade, até agora, das classes trabalhadoras de se levantarem como alternativa.


IHU On-Line - Para o senhor, que pesquisa e reflete sobre a história regional, essas celebrações e realidade não são frustrantes?

Mário Maestri - Meu caro, não vamos falar de frustração. Durante a ditadura militar, boa parte de minha geração orientou sua vida no sentido da construção de uma sociedade que permitisse ao homem realizar todas as suas potencialidades, através da organização racional do mundo social. Meio século mais tarde, aqueles que perseveraram nessa rota, sem desbundar no meio do caminho, deparam com um mundo afundando na barbárie e na irracionalidade. Terrível realidade que, no Brasil, nos concede como cereja do bolo uma outra ditadura do grande capital, através desta vez de um golpe institucional, que já inicia o projeto de afundar o país em tristeza e miséria sem par. Entretanto, confesso que me surpreende essa maravilhosa nova geração de jovens e menos jovens que têm mostrado inesperado vigor e combatividade, através do Brasil e, com destaque, em Porto Alegre. Eles lembram, mais uma vez, que, enquanto há luta, há vida, brotando pujante. ■

 

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- "A campanha da Marina foi sustentada pela grande imprensa’. Entrevista especial com Mário Maestri publicada nas Notícias do Dia, de 24-10-2010, no sítio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.  

- "Há muita demagogia sobre a honestidade política das elites rio-grandenses". Entrevista especial com Mário Maestri publicada nas Notícias do Dia, de 16-8-2008, no sítio do Instituto Humanitas Unisinos - IHU. 

- Depoimento sobre trinta anos de estudo da história africana e afro-brasileira (1977-2007). Entrevista especial com Mário Maestri publicada na revista IHU On-Line, nº 242, de 5-11-2007.

- Capitania d’el-Rei: aspectos polêmicos da formação rio-grandense. Entrevista especial com Mário Maestri publicada na revista IHU On-Line, nº 204, de 13-11-2006. 

- Gilberto Freyre: da Casa-Grande ao Sobrado. Gênese e Dissolução do Patriarcalismo Escravista no Brasil. Artigo de Mário Maestri, publicado em Cadernos IHU, número 6..

- O escravismo colonial: a revolução copernicana de Jacob Gorender. A gênese, o reconhecimento, a deslegitimação, artigo de Mário Maestri, publicado em Cadernos IHU, número 13.

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