Edição 492 | 05 Setembro 2016

Linha Do Tempo

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Redação

A IHU On-Line apresenta seis notícias publicadas no sítio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU que tiveram destaque ao longo da semana

A sessão final do golpe com nome de impeachment no Senado – epílogo da Operação Café Filho

“Discursando a favor da cassação dos direitos políticos de Dilma, a senadora Ana Amélia (PP-RS) deu o tom da distopia liberal conservadora: legalidade institucional para sangrar os direitos coletivos; esvaziar o exercício do Poder Executivo para que a maioria, apelando sempre para os intermediários profissionais. No ‘salve-se quem puder’, os grupos de interesses ‘prudentemente’ devem ir tentando alguma vantagem mínima através dos arranjos institucionais dos Estados pós-coloniais”, analisa Bruno Lima Rocha, cientista político e professor no Curso de Relações Internacionais da Unisinos. Segundo ele, “o governo que está sendo derrubado não é de esquerda, sequer é de centro-esquerda ou populista e tem no máximo, traços de nacionalismo autônomo. Com sua destituição, o modelo liberal-periférico vai se aprofundar após a posse definitiva dos interinos golpistas, reposicionando o Brasil no Sistema Internacional, aumentando o grau de subserviência e encurtando as margens de manobra”.

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O tempo é superior ao espaço? Artigo de Ghislain Lafont

“Começando os seus princípios com a superioridade do tempo, Francisco apresenta a simbólica das sucessões, das aventuras, das rupturas e das recomposições, da morte e da vida, da duração muitas vezes repetitiva, certamente, mas sempre de novo atravessada por um inesperado que muda tudo.” O comentário é do teólogo e monge beneditino francês Ghislain Lafont, professor emérito de teologia da Pontifícia Universidade Gregoriana e do Pontifício Ateneu Santo Anselmo, em Roma.

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Francisco cria novo dicastério e assume pessoalmente o departamento dedicado aos migrantes

Nasce o novo dicastério social, “para o desenvolvimento humano e integral”, que funde diferentes Pontifícios Conselhos. No momento, o papa Francisco estabeleceu que se ocupará diretamente do departamento dedicado aos migrantes e refugiados. Uma decisão relacionada à emergência destes tempos. Uma forma de ressaltar a importância deste tema e o compromisso pessoal do Pontífice. A responsabilidade direta do Bispo de Roma é “ad tempus”, quer dizer, temporal. Portanto, ainda que esta fusão considere que o atual Pontifício Conselho para os Migrantes e Itinerantes (que até agora era conduzido pelo cardeal Antonio Maria Vegliò) se torne uma das seções do novo dicastério, sua importância, com a decisão de hoje, terá maior evidência, pois contará com o Pontífice, pessoalmente, como comissário especial.

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Ri, palhaço

“Pela lógica destes dias, depois da cassação da Dilma, o passo seguinte óbvio seria condecorarem o Eduardo Cunha. Manifestantes: às ruas para pedir justiça paraEduardo Cunha!”, escreve Luís Fernando Verissimo em sua crônica.

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Xadrez da grande noite da humilhação nacional

O desafio é explicar um golpe que tem, na ponta da fiscalização do TCU (Tribunal de Contas da União) personagens como Aroldo Cedraz e Augusto Nardy, na ponta política, Michel Temer, Romero Jucá, Eduardo Cunha, Aécio Neves e José Serra todos envolvidos em inúmeras denúncias de irregularidades e de uso político indevido do cargo. E, na ponta processual o Procurador Geral da República Rodrigo Janot e o Ministério Público Federal, na ponta jurídica Gilmar Mendes e Dias Toffoli falando em nome da moral e dos bons costumes. Como se explica que a moral e os bons costumes tenham se aliado ao vício para implantar o reino dos negócios escusos? O comentário é de Luís Nassif. 

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Michel Temer, o presidente que ninguém pediu

Conta Michel Temer, o homem que na quarta-feira assumiu a presidência do Brasil, que quando era um menino de nove anos, leitor e solitário, viu uma imagem que lhe ficou gravada para sempre: era em À Noite Sonhamos, um filme sobre o compositor franco-polonês Frédéric Chopin. "Fiquei tão impressionado quando vi cair uma gota de sangue sobre o piano que pedi a meu pai que me matriculasse em aulas de piano", lembrava em 2010 para a revista Piauí. Seu pai, um imigrante que havia chegado do Líbano fazia 10 anos, o colocou em aulas de datilografia. "Aprendi a dedilhar as teclas da máquina como se fossem as do teclado." O comentário é de Tom C. Avendaño.

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