Edição 487 | 13 Junho 2016

Linha do Tempo

close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Redação

A IHU On-Line apresenta seis notícias publicadas no sítio do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, entre os dias 06-06-2016 e 13-06-2016, relacionadas a assuntos que tiveram repercussão ao longo da semana. “Notícias do Dia” são publicadas diariamente no sítio do IHU, de segunda a segunda. A newsletter, gratuita, para os/as assinantes, é expedida de segunda a sexta-feira.

Ocupações Secundaristas

"Aprendendo pelas redes, pelas ruas, pelas músicas e poesias, pela insatisfação que crescia no peito, nossos adolescentes e jovens eclodiram como toupeiras, reivindicando seus direitos, e nada além disso: direitos humanos, de dignidade, de educação de qualidade, de respeito e convivência saudável", escreve Rosemary Fernandes da Costa, educadora, teóloga, membro da SOTER, Professora da PUC-Rio, do Teresiano CAP/PUC e na Secretaria de Educação do RJ. 

“Muitas análises já foram realizadas desde as jornadas de junho de 2013. Eclodem em muitas partes do planeta, manifestações de cunho sociopolítico, com variações em suas demandas, formatos e linguagens, mas o importante é que surgem, reaparecem”, escreve a educadora. 

 

“Políticos jogam xadrez, enquanto o povo joga dama”

Com os pedidos de prisão do procurador-geral Rodrigo Janot ao STF vazados na terça-feira, o ataque da Lava Jato a medalhões políticos do porte do ex-presidente José Sarney e do presidente do Senado, Renan Calheiros, cria incômodo na oligarquia política do país. Mas, segundo os analistas, não chega a abalar suas arraigadas estruturas. 

A reportagem é de Camila Moraes e publicada por El País em 08-06-2016.

A opinião é da socióloga Fátima Pacheco Jordão, para quem, sobre o mesmo tabuleiro, “os políticos tradicionais brasileiros jogam xadrez, enquanto a população joga dama”. Os primeiros são frequentemente os corruptos que dão golpes no peito ao dizer que combatem a corrupção. Do outro lado, estão “as pessoas comuns, que ocupam as ruas do país desde junho de 2013”, afirma a fundadora e conselheira do Instituto Patrícia Galvão.

 

“Há cegueira da esquerda para entender a nova classe trabalhadora”

Compõem hoje a maior bancada evangélica da história do Congresso brasileiro 75 deputados federais e três senadores, o que faz com que, cada vez mais, suas posições e acordos tenham relevância no cenário político. Para Roberto Dutra, doutor em sociologia pela Universidade Humboldt de Berlim e professor da Universidade Estadual do norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), o posicionamento dos congressistas, contudo, não deve ser confundido com as convicções do eleitorado evangélico como um todo.

Em um momento em que esse grupo político se uniu em torno do impeachment e de teses conservadoras no campo dos costumes, Dutra avalia em entrevista ao El País, 05-06-2016, os reflexos da interferência da religião na política e com que olhos os fiéis enxergam isso.

 

A liquidação do neoliberalismo

“No aguardo de dias melhores e prestes a ser banido de quase todas as economias do globo, o neoliberalismo procura exílio em um país tropical com vista para o Atlântico”, escrevem Luiz Gonzaga Belluzzo e Gabriel Galípolo, economistas, em artigo publicado por CartaCapital, 09-06-2016.

Os autores destacam que “o nacionalismo xenófobo de Donald Trump nos Estados Unidos, o referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, a tensão entre a Alemanha e a política monetária do senhor Mario Draghi na Zona do Euro, o Japão à beira da recessão e a desaceleração chinesa são sintomas dos achaques e estertores que acometem o arranjo geoeconômico erigido nos últimos 40 anos”.

 

A "Amoris laetitia" lida pela mãe de um jovem gay

"Há vários anos, quando conheci a homossexualidade do meu filho, eu me comprometi não apenas comigo mesma, mas também com ele e com a Pastoral da Diversidade Sexual (Padis+), da qual eu faço parte. Hoje, graças às mudanças que, como Igreja, temos experimentado em relação às pessoas homossexuais, eu também reconheço um desejo de buscar juntos novos caminhos de inclusão e acolhida para viver o amor nas diversas situações de vida que as famílias experimentam hoje em dia."

A opinião é da leiga católica chilena Carmen Luz Güemes Álvarez, integrante do Grupo de Pais da Pastoral da Diversidade Sexual (Padis+), de Santiago do Chile. O artigo foi publicado no blog Territorio Abierto, da Comunidade de Vida Cristã (CVX) da capital chilena, 25-05-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

Entre a manipulação da Bíblia e a posse da Vagina

“Este Brasil que vai às ruas protestar contra a cultura do estupro, contra o genocídio da juventude negra, contra a corrosão das escolas públicas, onde estudam os mais pobres, representa a grande potência criativa deste momento”, escreve Eliane Brum, escritora, repórter e documentarista, em artigo. 

O artigo foi publicado por El País em 06-06-2016.

“A desobjetificação das mulheres é – escreve a jornalista - ameaçadora à manutenção dos privilégios de quem ocupa o poder ou deseja ocupá-lo. Ou alguém acredita que deputados como Eduardo Cunha (PMDB) e o clero evangélico do Congresso estão de fato preocupados com a vida do feto quando tentam impedir as mulheres de fazer aborto legal? Ou quando determinam que família é homem com mulher?”

Últimas edições

  • Edição 546

    Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

    Ver edição
  • Edição 545

    Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

    Ver edição
  • Edição 544

    Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

    Ver edição