Edição 487 | 13 Junho 2016

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Redação

Entrevistas publicadas entre os dias 06-06-2016 e 10-06-2016 no sítio do IHU.

Salário mínimo: duas décadas de efeitos positivos sobre a redução da pobreza e da desigualdade

Entrevista com Alessandra Scalioni, doutora em Economia pela Universidade Federal Fluminense – UFF e pesquisadora de informações geográficas e estatísticas da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Publicada em 10-06-2016

Em quase duas décadas, entre 1995 e 2013, o salário mínimo teve uma contribuição significativa na redução da desigualdade da distribuição de renda domiciliar no Brasil, “estimada em 72,4%, considerando os três possíveis canais pelos quais o salário mínimo pode afetar a renda: mercado de trabalho, Previdência Social e Assistência Social”, informa Alessandra Scalioni, autora da tese de doutorado “O papel do salário mínimo na redução da desigualdade na distribuição de renda no Brasil entre 1995 e 2003” (2015). Segundo ela, o efeito distributivo da renda foi maior pela Previdência, “onde mais da metade dos aposentados e pensionistas recebem exatamente um salário mínimo, visto que este é seu piso oficial, a contribuição do mínimo para a redução da desigualdade alcançou 37,7%”.

 

'O Brasil tem fortes luzes no final, mas ainda está no corredor polonês'

Entrevista com Carlos Lessa, formado em Ciências Econômicas pela antiga Universidade do Brasil e doutor em Ciências Humanas pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Campinas - Unicamp. 

Publicada em 09-06-2016

“Durante o governo Dilma eu dizia que a presidente sabe das coisas, mas tem muito medo de fazê-las, então enunciava uma medida e não a fazia ou fazia apenas um pedaço, e com isso conseguia unir críticas a ela por fazer e por não fazer. Temer está na mesma situação e tem um comportamento muito parecido com o de Dilma”, resume Carlos Lessa à IHU On-Line, ao comentar os primeiros dias do governo interino de Michel Temer. Na avaliação dele, “infelizmente” o atual governo tem “uma inspiração neoliberal muito forte e não está colocando em primeiro plano a grande questão do Brasil de hoje: o Brasil é urbano e dentro das cidades há muitas pessoas desempregadas, sem seguro-desemprego e, inclusive, passando fome”. 

 

Autonomia política e ativismo estético: outras formas de pensar a representação política

Entrevista com Barbara Szaniecki, professora na Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ. 

Publicada em 08-06-2016

Três anos depois da efervescência de junho de 2013, em que milhares de pessoas foram às ruas reivindicar uma série de demandas relacionadas a serviços como transporte, saúde, educação, de um lado, e à recusa aos atuais partidos políticos, de outro, “são as ocupações mais do que as manifestações que, hoje, melhor expressam as demandas da população”. Isso porque as ocupações “exigem uma participação cotidiana, típica do tempo ordinário e atrelada às demandas da comunidade em contínua formação, no caso, a dos estudantes ‘ocupantes’, mas não apenas; enquanto as manifestações, pela efemeridade e extraordinariedade de seus laços, nem sempre alcançam a consistência e a articulação necessária à transformação”, diz Barbara Szaniecki à IHU On-Line.

 

Produção de pinhão cai 40% e araucária está na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas

Entrevista com Patrícia Binkowski, doutora em Desenvolvimento Rural e Aline Reis Calvo Hernandez, doutora em Metodologia e Psicologia Social.

Publicada em 07-06-2016

Entre os fenômenos ambientais que explicam a redução de 30 a 40% na safra do pinhão no Rio Grande do Sul neste ano, destacam-se o acúmulo de chuvas e os invernos menos frios, mas outros aspectos devem ser considerados na análise, afirmam Patrícia Binkowski e Aline Reis Calvo Hernandez, entre eles, “o incremento do setor turístico”, “o contexto socioeconômico e a precarização do trabalho” na região de São Francisco de Paula, uma das maiores produtoras de pinhão no Rio Grande do Sul, “o êxodo rural” e “as dificuldades de acesso à terra”. Além desses fatores, outro ponto importante a ser considerado “é o ciclo vegetativo da própria araucária”, afirmam.

 

O aprofundamento do Modelo Liberal Periférico. Governo Temer aproveita 'caldo de cultura' criado por FHC, Lula e Dilma

Entrevista com Reinaldo Gonçalves, doutor em Letters and Social Sciences pela University of Reading, na Inglaterra e professor de Economia Internacional na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ

Publicada em 06-06-2016

O pacote econômico anunciado pelo governo interino de Michel Temer indica que “na essência” se trata de uma continuidade do Modelo Liberal Periférico - MLP, que vinha sendo adotado nos governos anteriores. A diferença é que “nos governos Lula e Dilma o MLP aparecia disfarçado de um social-liberalismo frágil, enquanto no governo Temer o MLP arreganha sua cara conservadora e liberal”, afirma Reinaldo Gonçalves em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

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