Edição 483 | 18 Abril 2016

O Marxismo oxigenado e a manutenção de sua radicalidade emancipatória

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Leslie Chaves

Para Fabio Mascaro Querido, as contribuições de Michael Löwy atualizam o pensamento marxista e reposicionam a crítica ao capitalismo na contemporaneidade
Michael Löwy: Marxismo e crítica da modernidade (São Paulo, Boitempo, 2016)

O capitalismo sofreu diversas mutações ao longo dos séculos, aperfeiçoando seus modos de operação e aumentando as desigualdades sociais, através de novas ferramentas para continuar se desenvolvendo e se manter como paradigma de organização da sociedade. Assim, as críticas a esse sistema também precisam acompanhar essas mutações para continuar dando conta de interpretar a complexidade do cenário presente. Como explica o cientista social Fabio Mascaro Querido, “debater o marxismo no século XXI significa debater não apenas a melhor forma de criticar e superar o capitalismo ainda existente, senão também o próprio estatuto de uma teoria crítica do capitalismo nos tempos atuais”. 

Nesse sentido, em seu livro mais recente, o estudioso faz uma análise do percurso intelectual de Michael Löwy, importante sociólogo brasileiro de origem judaica, radicado em Paris desde os anos 1960, onde desenvolveu uma vasta obra acerca do marxismo. A partir de suas análises para a escritura de Michael Löwy: marxismo e crítica da modernidade (São Paulo: Boitempo, 2016), Fabio Querido infere que “uma das principais características da trajetória e do pensamento de Michael Löwy é exatamente a tentativa de atualizar o marxismo à luz das configurações societárias contemporâneas”.

Segundo Querido, a atualidade das reflexões de Löwy se mantém pela “fidelidade ao impulso crítico-revolucionário original do marxismo e, simultaneamente, na afirmação enfática da necessidade de renovar seu arsenal político-intelectual, condição para a manutenção de sua radicalidade emancipatória”.

Fabio Mascaro Querido é graduado em Ciências Sociais e mestre em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp. Também é doutor em Sociologia, pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, com estágio doutoral na École des Hautes Études en Sciences Sociales - EHESS, na França. É colaborador da revista Margem Esquerda, publicada semestralmente pela editora Boitempo.

 

Confira a entrevista.

 

IHU On-Line - Qual a importância de se debater o marxismo no século XXI?

Fabio Mascaro Querido - Desde os seus primórdios, o marxismo projetou-se como uma teoria crítica do capitalismo, uma nova visão de mundo constituída em oposição à modernidade capitalista, com a qual sempre manteve uma relação ambígua: ao mesmo tempo em que saudava os avanços possibilitados pela modernização capitalista, Marx  sublinhava a dimensão potencialmente destrutiva desse desenvolvimento, apontando a necessidade de uma forma alternativa de modernidade para cuja emergência seria preciso uma subversão revolucionária da ordem social estabelecida, e na qual as alienações provocadas pela forma-mercadoria cederiam espaço ao controle humano sobre a satisfação das necessidades democraticamente estabelecidas. 

Deste ponto de vista, o marxismo continua atual, enquanto uma espécie de espectro - tal qual os próprios Marx e Engels  designaram o comunismo em 1848 - que acompanha criticamente o capitalismo como uma sombra projetada, por assim dizer. Mas essa atualidade depende da sua capacidade de se repensar, sem medo das autocríticas necessárias, diante dos novos desafios impostos pela etapa contemporânea do capitalismo, a qual, embora ainda capitalista, já não se realiza exatamente da mesma forma em que se reproduzia nos tempos de Marx, de Rosa  e Lênin , ou mesmo de Lukács  e Benjamin . 

Por isso mesmo, debater o marxismo no século XXI significa debater não apenas a melhor forma de criticar e superar o capitalismo ainda existente, senão também o próprio estatuto de uma teoria crítica do capitalismo nos tempos atuais. Pode-se dizer que este é um dos núcleos do pensamento contemporâneo de um intelectual como Michael Löwy: fidelidade ao impulso crítico-revolucionário original do marxismo e, simultaneamente, a afirmação enfática da necessidade de renovar seu arsenal político-intelectual, condição para a manutenção de sua radicalidade emancipatória. 

 

IHU On-Line – Do pensamento de Michael Löwy, que elementos você destacaria como mais importantes para a interpretação das transformações da sociedade contemporânea, como o desenvolvimento do capitalismo e a emergência de novos movimentos sociais? Por quê?

Fabio Mascaro Querido - Uma das principais características da trajetória e do pensamento de Michael Löwy é exatamente esta tentativa de atualizar o marxismo à luz das configurações societárias contemporâneas. Não por acaso, ele não hesitou em demonstrar interesse e em valorizar - sem as pressuposições “ortodoxas” da tradição política (trotskista ) à qual se filiava – as potencialidades emancipatórias de alguns dos novos movimentos sociais. 

Em particular nas últimas duas ou três décadas, Löwy dedicou especial atenção à reflexão sobre as articulações possíveis entre esses “novos” movimentos sociais e a perspectiva anticapitalista revolucionária “clássica”, enfatizando a necessidade de uma alternativa antissistêmica global à civilização capitalista. No pensamento de Walter Benjamin (1892-1940), com o qual retomou contato por volta de 1979, Löwy encontrou subsídios para confrontar de modo crítico e atualizador essa situação: na noção benjaminiana de “oprimidos”, por exemplo, como tento mostrar no livro, ele visualizou uma saída possível para este desafio que se impunha, uma vez que esta comporta não apenas o proletariado, mas sim o conjunto das classes subalternas e dos grupos sociais atingidos pela “tempestade” do progresso capitalista, dentre os quais exatamente aqueles que compõem a base de muitos dos movimentos sociais contemporâneos. 

Para Löwy, tais questões se apresentam em todas as suas consequências na América Latina contemporânea, onde a resistência ao que David Harvey denominou “acumulação por despossessão” constitui um dos núcleos dos principais movimentos sociais - movimentos que, por isso mesmo, acabaram por se colocar em oposição à lógica da mercantilização capitalista-moderna. Nesse processo, é a própria crítica do capitalismo que se vê instada a se repensar a partir da experiência daqueles e daquelas que resistem ao sistema na prática, apreendendo, assim, deste ponto de vista (isto é, do ponto de vista dos “oprimidos”, sob pena de certa indulgência), as “transformações da sociedade contemporânea”, conforme os termos da questão. 

 

IHU On-Line - Como as reflexões de Michael Löwy acerca do marxismo contribuem para a construção do cenário brasileiro de estudos da filosofia e das ciências sociais?

Fabio Mascaro Querido - Ademais da influência política que sempre exerceu por aqui, Michael Löwy constituiu-se em inspiração teórico-conceitual para diversos estudos no campo das ciências humanas no Brasil. Pode-se mencionar, por exemplo, a forma como um sociólogo como Marcelo Ridenti  utilizou de forma criativa a noção de romantismo revolucionário - desenvolvida por Löwy - para pensar os movimentos culturais e políticos das décadas de 1950 e 1960, movimentos cujas utopias de futuro (de uma modernidade alternativa) ancoravam-se numa visão do que seria, de fato, o povo “autêntico”, geralmente localizado em um passado ainda não impregnado pelas alienações “moderno-capitalistas”. No âmbito da sociologia e da história da cultura brasileira, os estudos de Ridenti tornaram-se uma referência inescapável para os trabalhos posteriores sobre as manifestações socioculturais de esquerda no Brasil. 

Na filosofia, pode-se destacar a inspiração de Löwy nas análises de Isabel Loureiro  sobre a evolução do pensamento político de Rosa Luxemburgo à luz da teoria da práxis e da ideia de autoemancipação dos trabalhadores e oprimidos, ou ainda, em suas reflexões em torno da necessidade de uma renovação ecológica substantiva do marxismo, reflexões influenciadas pela crítica benjaminiano-löwyana, digamos assim, do progresso, à qual ela articula a “grande recusa” marcuseana  do “fetichismo das forças produtivas”. Mais recentemente, o próprio pensamento de Michael Löwy transformou-se, mais do que inspiração para trabalhos sobre temas dos mais variados, em “objeto” de estudo, talvez legitimado pela forma com que testemunhou – e buscou extrair lições – as transformações no campo intelectual francês e, por consequência, brasileiro, nas últimas cinco ou seis décadas. 

 

IHU On-Line – Você afirma que a partir da análise da obra e da trajetória de Michael Löwy, o autor assume múltiplas facetas ao refletir sobre diferentes temas. Que perspectivas você aponta como as mais marcantes?

Fabio Mascaro Querido - Para Michael Löwy, mais do que um sistema filosófico “fechado” e imutável, o marxismo constitui uma teoria “aberta” cuja crítica da modernidade capitalista pode – e deve – dialogar com as mais diferentes formas de crítica do capitalismo. Trata-se, para ele, de uma condição para a oxigenação permanente do marxismo, da qual depende sua capacidade de estar à altura dos novos dilemas impostos à crítica do capitalismo no mundo contemporâneo – quando, como afirmou certa vez o crítico cultural norte-americano Fredric Jameson , parece mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo e sua substituição por outro sistema social. 

É nesse contexto que se pode compreender a sua tentativa de assumir múltiplas facetas a fim de refletir sobre os mais variados temas, tarefa que ele vê como um esforço necessário para a readequação crítico-dialética do marxismo. Pode-se destacar, a este respeito, a sua busca incessante pelas “afinidades eletivas” (conceito que ele retoma, de modo inventivo, de Goethe  e Weber ) entre formas distintas e às vezes originalmente opostas de crítica social, política ou cultural da modernidade capitalista, como se se tratasse de buscar as manifestações de esperança onde quer que (e como) elas apareçam, tal qual sugeria Ernst Bloch . 

Tudo se passa como se, para Löwy, conforme observou certa vez um dos seus mais brilhantes alunos (o italiano Enzo Traverso), a dialética fosse uma “esponja” capaz de tudo absorver e redirecionar num outro sentido, emancipatório. Ao crítico caberia, portanto, como dissera Walter Benjamin em sua tese de doutorado sobre o conceito de crítica de arte no romantismo alemão, mais do que demolir o argumento do adversário, dele extrair aqueles aspectos que, redimensionados em outro contexto, podem ajudar na tarefa permanente de manter revitalizado o pensamento transformador, anticapitalista ou emancipatório, como quisermos. 

 

IHU On-Line – De que modo Michael Löwy combina diferentes perspectivas teóricas e políticas para compor seu pensamento acerca do marxismo e da defesa da atualização desse paradigma?

Fabio Mascaro Querido - No projeto inacabado das Passagens, Walter Benjamin argumentou que o principal conceito que distingue o marxismo do pensamento burguês não é a crença no Progresso (com P maiúsculo), mas sim a “atualização”. Desde o final da década de 1970, em meio ao declínio do marxismo e da esquerda política na Europa, em particular na França, Michael Löwy segue à risca esse preceito benjaminiano, almejando reinterpretar o marxismo a partir das condições de possibilidade do presente. O diálogo franco e aberto com as mais variadas formas de crítica da modernidade (do romantismo às utopias religiosas, de Weber e sua “gaiola de aço” aos ecologistas radicais) constitui, na perspectiva de Löwy, um estímulo à oxigenação do marxismo, instado a se repensar enquanto teoria crítica do capitalismo, e não uma recaída no ecletismo, como acreditam muitos. 

Aliás, trata-se até mesmo, para ele, de uma precondição para a renovação de uma teoria (o marxismo) que, em que pese a autonomia relativa da sua elaboração propriamente conceitual, deve sua fonte originária, digamos assim, bem como sua razão última de ser, à crítica política do capitalismo. 

 

IHU On-Line – Diante do contexto de debates a respeito da crise ecológica no mundo, que papel assume a perspectiva do ecossocialismo defendida por Michael Löwy?

Fabio Mascaro Querido - Em larga medida, a adesão à perspectiva ecossocialista constitui um desdobramento, em Löwy, de sua incorporação da crítica benjaminiana do progresso, assim como de sua valorização das mais diferentes formas de crítica da modernidade capitalista. Mas, ao mesmo tempo, trata-se de aspecto eminentemente atual, por meio do qual Michael Löwy almeja estabelecer pontes com as novas gerações intelectuais e militantes, assim como com as críticas “ecológicas” de aspectos do capitalismo. 

Desde 2001, quando foi um dos redatores – ao lado de Joel Kovel  – do primeiro “Manifesto Ecossocialista Internacional”, Michael Löwy tornou-se um dos principais responsáveis pela reativação dos debates ecossocialistas especialmente no Brasil e na França (mas não só), propondo uma articulação entre as críticas social e ecológica ao capitalismo, compreendido como verdadeiro responsável pela crise civilizatória que se vive. 

Diante da enorme profusão de movimentos e perspectivas ecológicas, a perspectiva ecossocialista, tal como concebida por Löwy, distingue-se assim por esta tentativa de articular a crítica ecológica ao produtivismo à crítica anticapitalista da modernidade, num processo em que ambas as perspectivas (a “ecológica” e a “social”) se inspiram reciprocamente: a primeira, a crítica ecológica, ensinando à segunda a importância fundamental de se lutar por outra forma de regulação da relação entre homens e natureza. A segunda, a crítica social, revelando à primeira que o questionamento consequente do produtivismo leva necessariamente ao questionamento do conjunto da lógica civilizatória capitalista-moderna (lógica esta assumida, em seus preceitos básicos, pelo “socialismo” burocrático do leste europeu). Para Michael Löwy, além de romântico-revolucionária, a utopia do século XXI será ecossocialista ou não será!

 

IHU On-Line – Como um brasileiro radicado há muitos anos na França, de que modo Michael Löwy tem interpretado o contexto social, econômico e político brasileiro? É possível depreender seu olhar a partir de suas obras?

Fabio Mascaro Querido - Embora tendo se estabelecido na França desde o final da década de 1970 - após um período em que viveu em Israel e na Inglaterra -, Michael Löwy jamais deixou de se interessar pela vida política e intelectual brasileira, voltando a frequentar regularmente o país a partir do início da década de 1980, com a abertura política então iniciada. Enquanto intelectual de esquerda, engajado, ele acompanhou e participou ativamente, nas suas visitas agora regulares ao país, dos processos políticos e sociais que deram origem ao PT em 1980 e ao MST em 1984. 

Nesse contexto, Löwy buscou mobilizar seu arcabouço teórico para compreender esses processos políticos, resgatando, por exemplo, a figura de Rosa Luxemburgo a fim de entender as especificidades do PT em suas origens, partido cuja perspectiva original assemelhava-se à perspectiva luxemburguista em defesa de que a emancipação não pode ser senão uma autoemancipação dos trabalhadores e oprimidos, à diferença do vanguardismo “leninista”. Na mesma toada, em movimentos sociais contemporâneos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST , Löwy visualizou um exemplo tipicamente latino-americano da crítica do progresso e da modernização capitalistas na periferia do sistema, crítica que, para ele, articula o resgate de aspectos do passado e a imaginação de um outro futuro, na linha daquilo que ele próprio entende como romantismo revolucionário. 

Como não poderia deixar de ser, na mesma medida em que se entusiasmou com as potencialidades desses processos políticos e sociais, mobilizando seu arcabouço conceitual a fim de compreendê-los, Löwy se decepcionou com a inflexão tomada pelo PT desde a virada para os anos 2000, que se consolidou com a vitória de Lula nas eleições de 2002 e seu compromisso com a manutenção da política econômica do antecessor. Aos olhos de Löwy, o primado da perspectiva eleitoralista, para cujo êxito era necessário renunciar aos seus aspectos mais radicais e antissistêmicos, estimulou uma burocratização do PT, retirando-lhe em definitivo aquilo que mais lhe garantia originalidade: a condição de partido anticapitalista de massas. 

Nesse período mais recente, Löwy manteve fortes esperanças nos desdobramentos do MST, sobretudo em suas tendências mais autônomas em relação ao governo petista. Resgatando a herança da crítica da modernidade propagada pelos teólogos da libertação, associando-a à crítica ao capitalismo periférico, o MST constitui para Löwy um exemplo de que a luta anticapitalista implica a construção de novos parâmetros civilizatórios, de uma nova relação não apenas entre os homens e mulheres, senão também destes com a natureza, em linha “ecossocialista”. Depois das chamadas jornadas de junho, em 2013, Löwy – fiel à sua vocação de buscar os elementos de esperança ali mesmo onde eles emerjam – demonstrou vivo interesse pelos métodos e formas de lutas do Movimento Passe Livre - MPL . 

Eu mesmo pude presenciar uma reunião, no final de 2013, na Fundação Rosa Luxemburgo, em São Paulo, com membros do MPL, da qual Löwy participou ativamente, com muito interesse e curiosidade, ao lado de outros intelectuais como Isabel Loureiro, Maria Elisa Cevasco , Pablo Ortellado , dentre outros e outras. Em grande medida, com sua horizontalidade político-organizativa e seus métodos de ação direta, o MPL satisfaz os anseios de Löwy em torno da valorização do componente libertário da luta anticapitalista, componente este que, em sua opinião, deve ser revalorizado pelo marxismo e pelo pensamento crítico contemporâneos. 

 

IHU On-Line – Deseja acrescentar algo?

Fabio Mascaro Querido - Michael Löwy pertence a uma geração política e intelectual marcada pela transição histórica, e, mais, marcada pela derrota a partir da qual começou a ser gestada a fase atual do capitalismo. Após vivenciar, ainda no Brasil, as esperanças suscitadas pela revolução cubana, em 1959, e, já na França, pelo ciclo político aberto em 1968, marcado pela ascensão da esquerda revolucionária – esperanças que se expressaram em sua leitura voluntarista do marxismo -, Löwy testemunhou a inflexão histórica pela qual passou o mundo entre o final dos anos 1970 e os acontecimentos de 1989-1991, dentre cujas consequências estava o declínio da esquerda política e do marxismo intelectual. 

Tirando as consequências dessa virada histórico-política, e buscando outros depositórios para seu repertório de esperança (América Latina), Löwy buscou se reposicionar em meio às transformações das sociedades contemporâneas. Tornou-se assim uma espécie de passeur [passante] entre duas épocas e entre duas gerações, de onde a sua força intelectual, bem como os seus limites, que são em grande medida limites “impostos” pelo presente ao qual, como disse certa vez Walter Benjamin, estamos todos “agarrados”.■

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