Edição 478 | 30 Novembro 2015

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Redação

Entrevistas publicadas entre os dias 23-11-2015 e 27-11-2015 no sítio do IHU

Assustador retrocesso ambiental. Governo mineiro aprova nova legislação que favorece Vale

Entrevista com Maria Teresa Viana de Freitas Corujo, pedagoga, educadora ambiental e membro do Movimento pela Preservação da Serra do Gandarela.

Publicada em 27-11-2015

“Quando aconteceu a tragédia de Mariana, nós pensamos que o governador retiraria o caráter de urgência do PL, porque não faz o menor sentido priorizar um PL de interesse econômico depois de uma tragédia desse porte. Neste momento há outras ações a serem tomadas em caráter de urgência, como reavaliar as mais de 50 barragens que estão em risco. Mas fomos surpreendidos”. A declaração é de Maria Teresa Viana de Freitas Corujo, que acompanhou o processo de tramitação e aprovação do PL nº 2.946/2015 na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, na tarde da última quarta-feira, 25-11-2015. O PL nº 2.946/2015, de autoria do governador Pimentel, propõe alterar o sistema estadual de meio ambiente, mas de acordo com Maria Teresa, ele “altera em muito também diversos aspectos da política ambiental de Minas Gerais”. 

 

“O cidadão de Governador Valadares quer resposta para uma pergunta simples: Eu posso ou não beber a água que está saindo da minha torneira?” 

Entrevista com Ricardo Motta Pinto Coelho, graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, mestre em Ecologia pela Universidade de Brasília e doutor em Limnologia pela Universität Konstanz, Alemanha. Atualmente é professor associado junto ao Departamento de Biologia Geral da UFMG.

Publicada em 25-11-2015

“O que percebemos não só em relação à mineração, mas quando olhamos para as barragens em Minas Gerais de modo geral, é que há uma série de lacunas em termos de gestão e de fiscalização, porque existe uma pulverização de atribuições entre União, estados e municípios; falta governança no sentido mais absoluto da palavra”, diz Ricardo Motta Pinto Coelho, que há trinta anos acompanha a situação das barragens de rejeitos como a da Samarco, que rompeu recentemente. Coelho pontua que é necessário “aumentar dramaticamente a sustentabilidade desses reservatórios, porque eles não podem ser encarados como uma bacia em que se jogam rejeitos de minérios”. O biólogo teve acesso ao licenciamento ambiental da Samarco e afirma que é visível a “ausência de um protocolo que fosse bem claro no que diz respeito ao colapso do sistema”. 

 

SUS: “Brasil nunca investiu para viabilizar plenamente o acesso à saúde”

Entrevista com Gerson Salvador de Oliveira e Pedro Carneiro

Publicada em 24-11-2015

“O setor privado conta com quase 60% do que é gasto anualmente em saúde para dar conta da assistência de cerca de 25% da população, enquanto o pouco mais de 40% de recursos restantes deve dar conta da assistência dos demais 3/4 em situações ordinárias, além de atender os que têm planos de saúde em tratamentos que os planos se isentam de cobrir”, dizem Gerson Salvador de Oliveira e Pedro Carneiro à IHU On-Line, na entrevista concedida por e-mail. Segundo os médicos, o estímulo do Estado brasileiro ao setor privado de saúde ocorre desde meados da década de 1960, via incentivos fiscais. “Parte deste incentivo se deu com objetivo de utilizar os serviços de uma rede já instalada, mas sua intensificação tem a ver com o financiamento de campanhas para os legislativos e executivos”, afirmam.

 

Tragédia de Mariana: “Desdobramentos são atacados somente à medida que aparecem”

Entrevista com David Zee, graduado em Engenharia Civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, mestre em Oceanografia pela Universidade da Flórida e doutor em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

Publicada em 23-11-2015

As perguntas importantes envolvendo o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, e para as quais ainda não se tem respostas, são: “Por que a barragem rompeu? Foi por uma causa natural? Foi um erro de cálculo estrutural da barragem? Foi por causa de um tremor de terra? Ou foi pela falta de segurança do projeto da barragem? Temos de saber o que aconteceu para evitar futuros problemas ambientais”, afirma David Zee, em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone. Segundo ele, por enquanto apenas é possível perceber que “a empresa não tinha procedimentos de contingência no caso de haver um acidente. Esse é o grande problema, porque não houve nenhum preparo para atender a situação emergencial”.

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