Edição 477 | 16 Novembro 2015

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Redação

A IHU On-Line apresenta seis notícias publicadas no sítio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, entre os dias 09-11-2015 e 13-11-2015, relacionada a temas que tiveram repercussão ao longo da semana

Um projeto que pode piorar ainda mais o calvário das vítimas de estupro

Luísa, uma jovem carioca de classe alta, foi estuprada aos 21. Em uma madrugada de maio deste ano, saiu de uma festa, entrou em um táxi e, ao perceber o caminho estranho, foi impedida de abrir a porta pelo taxista, que a ameaçou com uma arma enquanto a levava a um lugar ermo. Outro homem esperava no local e ambos a violentaram até ela desmaiar. O pavor, o nojo, a revolta a impediram de procurar uma delegacia. “Eu só quis dormir, esquecer, ficar em posição fetal e não pensar mais nisso. Não queria me expor a mais sofrimento, não queria ter que falar sobre isso. Não queria correr o risco de ser considerada culpada.” Sua família comprou em uma farmácia a pílula do dia seguinte e, com uma médica amiga da família, conseguiu os medicamentos para evitar HIV, sífilis, gonorreia.

A reportagem é de Talita Bedinelli, publicada pelo jornal El País, 12-11-2015.

Maria, uma mulher pobre, moradora de uma favela em São Paulo, foi estuprada pelo chefe do tráfico local. Sabe que aquilo que viveu não poderá ser compartilhado com a polícia, pois ela certamente será morta logo depois, por vingança. Engravidou, mas não quer de jeito nenhum que um filho seja gerado daquela violência.

 

Mariana: desastres viram chance de ganhar dinheiro sobre o sofrimento

"Para a Vale, a BHP, para o governo federal, para os deputados financiados pelas grandes mineradoras que querem mudar o Código da Mineração, tem coisas que é melhor não pensar — pois pensar demais pode atrapalhar os lucros", escreve Felipe Milanez, jornalista, em artigo publicado por CartaCapital, 12-11-2015.

Confira um trecho do artigo.

Tragédias ecológicas de proporções catastróficas, logo quando ocorrem, rompem o silêncio da mídia sobre situações de riscos que estavam marginalizadas e dão grande atenção aos espetáculos — sensacionalizando os aspectos macabros. No caso da cobertura da catástrofe em Mariana, essa atenção da mídia tem sido parcial, baseada em informações prestadas pela Samarco, que se tornou inclusive a "sede" do governo de Minas para uma coletiva de imprensa.

 

O PMDB e a reforma fiscal: ponte para o inferno social

"A essência da proposta é, portanto, a de rasgar a Constituição de 1988 no que diz respeito à rede de proteção nela estabelecida e retirar, do Executivo, toda e qualquer influência que este hoje dispõe para formular, propor e implementar programas que coloquem em risco a meta sagrada do ajuste fiscal", esclarece Fabrício Augusto de Oliveira, Doutor em economia pela Unicamp, membro da Plataforma de Política Social e escritor, em artigo publicado por Carta Maior, 10-11-2015.

Confira um trecho do artigo.

Depois de operar e atuar por décadas nas sombras do poder, de uma maneira geral contra os interesses da sociedade como um todo, o PMDB, visando manter seu espaço de influência nas decisões estratégicas da política do governo, acaba de lançar oportunisticamente, para dele não se afastar, diante do enfraquecimento da presidente Dilma, um documento com propostas de reformas para o País sair da crise, intitulado “Uma ponte para o futuro”.

 

Não há crise que possa justificar o desmantelamento do SUS

"Aproveitar-se do momento de instabilidade para aumentar a possibilidade de lucros de seus patrocinadores é mais uma demonstração de oportunismo político do lesa-pátria que ocupa a Cadeira da Presidência da Câmara", escreve Gerson Salvador de Oliveira, médico infectologista, em artigo publicado por Carta Maior, 09-11-2015.

Confira um trecho do artigo.

Até 1988 atenção à saúde era acessível a quem pudesse pagar, ou a trabalhadores com empregos formais, segurados pelo INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social), sendo que o aumento das taxas de desemprego e consequente diminuição no número de segurados, a partir de meados da década de 1970 e durante toda a década de 1980, aumentou exponencialmente o número de pessoas que dependiam de filantropia, ou que não tinham acesso a qualquer serviço de saúde, porque o Estado não reconhecia o dever de lhes prover assistência.

 

Projeto de “lei antiterrorismo”: para quem?

A nova lei antiterrorismo mostra-se instrumento adequado para inibir protestos contra a atual onda conservadora", frisa Guilherme Leite Gonçalves, professor de Sociologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em artigo publicado por CartaCapital, 11-11-2015.

Confira um trecho do artigo. 

Em meio às perplexidades ao redor do projeto de lei antiterrorismo (PL 2016/2015), chama a atenção o fato de que o texto de propositura tenha a assinatura dos ministros José Eduardo Cardoso e Joaquim Levy. Que o Ministério da Justiça se ocupe da matéria, nada de novo. Mas desde quando a “guerra ao terror” virou tema da Fazenda?

A surpresa se desfaz com a leitura da justificativa, na qual se aponta o dever de combater o financiamento ao terrorismo para cumprir “acordos internacionais firmados pelo Brasil, sobretudo em relação a organismos como o do Grupo de Ação Financeira (GAFI)”. Há muitos compromissos desse tipo que não se tornaram direito interno. Por que tamanha atenção com os acordos do grupo?

 

Pacto das Catacumbas. Por uma Igreja servidora e pobre. Livro de José Oscar Beozzo

No dia 16 de novembro, segunda-feira, celebra-se o 50º aniversário do Pacto das Catacumbas. Celebrando este evento, as Edições Paulinas estão lançando o livro Pacto das Catacumbas. Por uma Igreja servidora e pobre. O autor é José Oscar Beozzo. O livro tem como objetivo resgatar e conservar a memória do gesto profético denominado Pacto da Igreja servidora e pobre, mais conhecido como Pacto das Catacumbas. O livro é um excelente subsídio para uma oração ou vigília em torno do Pacto e também em memória de D. Enrico Angelelli, bispo de La Rioja que o assinou e foi assassinado pelos militares na Argentina.

O livro, em pdf, pode ser acessado aqui.

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