Edição 205 | 20 Novembro 2006

Ramona Schiller Barcellos

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IHU Online

Gaúcha com o pé no mundo, assim é Ramona Schiller Barcellos, funcionária do setor de Administração de Pessoal. De uma família grande espalhada pelo País, sonha em morar na Europa. Na Unisinos, descobriu o Jornalismo e também um lugar ótimo para trabalhar. Ramona falou de sua paixão por sua família, do apego aos amigos e dos planos para o futuro. Conheça um pouco mais da funcionária e aluna Ramona Barcellos na entrevista a seguir que concedeu à IHU On-Line.

Princípio - Minha mãe é de Santa Rosa e meu pai de Erechim. Eles estudavam na Unisinos, moravam com amigos ou em casas de estudante. Conheceram-se numa festa e em poucos meses casaram. Eu nasci em Santa Rosa, pois estavam em férias, visitando a família. Hoje os dois trabalham em Porto Alegre, mas não pensam em sair de São Leopoldo.

Família - Tenho duas irmãs mais novas, a Geórgia, de 13 anos, e a Daniela, de 19. Moramos todos juntos, com meus pais, aqui sem São Leopoldo. Minha família é grande, e está espalhada pelo país. Tenho parentes em Rondônia, Belém, Bahia, Paraná, Tocantins e Portugal.

Pais - Meu pai é jornalista, e minha mãe, nutricionista. Ambos formados pela Unisinos.

Infância - Morávamos em apartamento até os meus sete anos. E minha mãe tinha a preocupação de me levar todo dia para brincar na pracinha, mesmo chegando cansada do trabalho. Sempre tive um bom relacionamento com as minhas irmãs, mas com as briguinhas normais que sempre acontecem. E hoje sinto saudades dos tempos que passávamos juntas.
Viagens - Viajei muito com a família, até porque os parentes moram longe. Mas lembro de uma em especial que fiz com meu pai quando eu era bem pequena. Fomos de ônibus até Rondônia para visitar os tios e primos. A viagem era cansativa, de vários dias, mas eu era pequena e pra mim tudo era festa!

Estudos - Fiz o Ensino Fundamental e Médio no Colégio Sinodal. Quando me formei, prestei vestibular na UFRGS para Jornalismo, mas não passei. Não sei bem porque acabei cursando Arquitetura, talvez por influência de amigos.

Mudanças - Quando estava no terceiro ano de arquitetura, terminando o semestre, acabei desistindo do curso. Já estava em um nível avançado, eu precisava decidir qual rumo tomar, mas não estava feliz e não me via projetando. Eu não tinha largado aquela idéia de fazer Jornalismo, então criei coragem e troquei. Foi complicado, meus pais tiveram um choque muito grande. Havíamos feito um investimento grande de dinheiro e tempo na Arquitetura, e até fazia estágio na área. Minha mãe me incentivou a terminar, mas não adiantava, pois o curso não era para mim. Se não é o que quereremos fica difícil continuar. Mas tudo vale como experiência.

Trabalho - Meu primeiro estágio foi em uma empresa de revestimentos em São Leopoldo, trabalhando com projetos. A experiência seguinte foi como temporária na Unisinos, no setor Financeiro. Depois da troca de curso, fiz meu primeiro estágio de Jornalismo no Sindicado dos Jornalistas, em São Leopoldo. Nessa época, participei da organização do Seminário Estadual de Jornalismo, que ocorreu em Nova Hamburgo. No outro ano, voltei para Unisinos, novamente como temporária no Financeiro. Na mesma época, abriu uma vaga no RH, onde fui efetivada e onde trabalho até hoje. E tudo aconteceu da melhor maneira possível, pois eu precisava ajudar a pagar minha faculdade, sentia-me na responsabilidade de ajudar meus pais com os gastos.

Futuro - Vou viajar nas férias para os Estados Unidos onde vou cursar inglês durante quatro semanas. Mas a minha vontade mesmo é de morar na Europa, e a cidadania italiana facilitará bastante. O Brasil encontra-se em uma situação complicada, e vejo que lá fora as pessoas vivem uma outra realidade, com uma qualidade de vida que não temos aqui. Mas quero me formar primeiro antes de botar o pé na estrada.

Horas Livres - Adoro ir ao cinema, ouvir música, assistir shows, sair com os amigos, passear na Redenção. E me considero uma pessoa bem caseira.

Amigos - Tenho muitos amigos e adoro estar com eles! Temos um grupo de amigos que é muito unido, todo final de semana nos reunimos na casa de um para alguma programação: janta, churrasco, chimarrão, assistir a filmes e até jogos de mímica e tabuleiro. Divertimo-nos e rimos muito! E toda semana dou um jeito de reunir, depois da aula, as amigas aqui da faculdade.

Lembrança Marcante - O show que fui do Coldplay em São Paulo foi um dos momentos mais empolgantes e foi de improviso. Um amigo comprou o ingresso e ia de avião. Eu não tinha dinheiro, mas vi que a Rádio Ipanema estava organizando uma excursão de ônibus para a apresentação. Só tinha mais uma vaga e fui sozinha, sem conhecer ninguém. Mas foi perfeito, acabei encontrando meu amigo lá e conhecemos muita gente legal.

Coral - Quando tinha oito anos, meu pai me levou para assistir a um ensaio do Coral da Unisinos e me convidaram para começar a participar. No outro dia, já tinha uma apresentação, mas eu nunca tinha ensaiado, então fiquei parada, com todos cantando na minha volta! Acabei cantando até os 16 anos, e mais tarde retornei e participei do coral adulto. Acabei saindo por falta de tempo. Mas tenho lembranças maravilhosas daqueles anos, conheci alguns dos meus melhores amigos lá, e sempre que posso assisto às apresentações.

Filme - Adoro e assisto a muitos filmes. E eu gostei bastante de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, 21 Gramas, Peixe Grande, Dogville. O documentário Crianças Invisíveis também é muito bom e adoro os filmes do Almodóvar.

Música - Adoro música! Cresci ouvindo Supertramp, Rick Wakeman, Pink Floyd, herdei do meu pai muito conhecimento musical. Adoro bandas dos anos 1980 e todas que têm a década como referência, como The Cure, Smiths, Echo & The Bunnymen, Strokes. Dos brasileiros, admiro bastante o Humberto Gessinger, gosto de Zeca Baleiro e de Mutantes. Até o namorado não pode fugir: toca bateria numa banda de pop rock. E assisto a shows sempre que posso. Fui a São Paulo ver o Coldplay e U2.

Livro - As Brumas de Avalon, quadrilogia da Marion Zimmer Bradley.

Política - Votei nessa última eleição superdesanimada. Fiquei decepcionada com o fato de não poder votar consciente em um candidato que eu acreditasse que pudesse tocar para a frente e reerguer o País, depois de tanta vergonha que senti nesses últimos tempos. A situação política do Brasil é uma das coisas que mais me entristece, que me faz querer ir embora.

Unisinos - Tenho um carinho muito grande pela Unisinos. Convivo com a Universidade desde pequena, tanto o campus como a antiga sede. A Unisinos é um lugar fantástico para se trabalhar e estudar. Mas os problemas estão por toda parte, vai de enxergarmos mais pelo lado positivo (que é muito maior que o negativo) e deixar que isso sirva de incentivo para fazermos mais e ajudarmos de alguma forma. Tenho um colega que já estudou na Europa e em diversos lugares do Brasil, mas que acha a Unisinos a melhor universidade que ele já conheceu.

Instituto Humanitas Unisinos - Gosto muito da proposta do Instituto. O foco de comunicação, de discussão que o Humanitas desenvolve é muito importante. É essencial ter esse espaço que levanta tantas questões na Unisinos.

 

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