Edição 459 | 17 Novembro 2014

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Redação

Entrevistas especiais feitas pela IHU On-Line no período de 10-11-2014 a 14-11-2014, disponíveis nas Entrevistas do Dia do sítio do IHU (www.ihu.unisinos.br).

Maior crise hídrica dos últimos 100 anos e as mudanças climáticas

Entrevista com José Galizia Tundisi, professor aposentado da USP e presidente da Associação Instituto Internacional de Ecologia e Gerenciamento Ambiental – IIEGA

Publicada no dia 10-11-2014

Entre as razões que explicam a crise hídrica e de abastecimento no estado de São Paulo, uma mudança climática intensa é, sem dúvida, o elemento central para compreender a “maior crise de abastecimento e a maior crise hídrica nos últimos 100 anos”, diz José Tundisi à IHU On-Line. “As causas dessa crise estão relacionadas a uma seca muito intensa e à falta de precipitação. Para dar um exemplo, em outubro deste ano deveríamos ter tido 130 milímetros de chuva, como é o esperado, mas tivemos só 30”, exemplifica. Na avaliação do especialista, a “magnitude da crise” foi uma surpresa, mas a resolução do problema não passa por “fazer mais do que já estava sendo feito”.

 

Reeleição de Dilma não é um cheque em branco

Entrevista com Adriano Pilatti, Doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro – Iuperj

Publicada no dia 11-11-2014

As eleições presidenciais revelam que “as forças que se traduziram nessas candidaturas se aproximaram nas suas práticas e nos seus compromissos com o status quo”. PT e PSDB, apesar das diferenças, representam “hoje duas facções de um mesmo ‘partido da ordem’, uma mais conservadora, outra mais ‘progressista’”, avalia Adriano Pilatti. Para ele, o resultado das eleições não demonstra um país dividido, mas uma “tripartição no âmbito da competição eleitoral, não certamente no âmbito do país real, muito mais complexo e diversificado”. O que o processo eleitoral “efetivamente demonstrou foi o tamanho da crise da representação entre nós. ‘Vermelhos e azuis’ envelheceram, não expressam a multiplicidade do Brasil real, padecem ambos de uma espécie de ‘fadiga dos materiais’”, pontua.

 

Redução da Selic é assunto proibido. Enquanto isso, a economia segue ladeira abaixo

Entrevista com Amir Khair, mestre em Finanças Públicas pela Fundação Getulio Vargas – FGV e consultor na área fiscal, orçamentária e tributária

Publicada no dia 12-11-2014

O significado da reeleição da presidente Dilma “é ainda muito duvidoso no sentido de uma mudança na política econômica”, diz Amir Khair em entrevista à IHU On-Line. Apesar de não haver dúvidas da inclusão social realizada nos últimos anos, o economista alerta para a necessidade de reduzir a Selic e a tributação ao consumo para retomar o crescimento econômico interrompido há quatro anos. “Nós estamos indo um pouco ‘ladeira abaixo’, seja nas contas internas, seja nas contas externas, e o crescimento também está diminuindo cada vez mais”. Segundo o economista, se não forem feitas mudanças na política econômica, o governo apostará “em uma jornada muito complicada e o passo seguinte é o aumento de desemprego, gerando insegurança aos trabalhadores. Com isso se corre um sério risco social e político, porque se o social começa a ir mal e a economia não crescer, se perde poder de comando político no Congresso e aí vai tudo por água abaixo”.

 

Pessimismo e ceticismo pós-eleições e as relações de Dilma e Pezão

Entrevista com Marcos Pedlowski, professor do Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico, Centro de Ciências do Homem, da Universidade Estadual do Norte Fluminense – UENF

Publicada no dia 13-11-2014

A reeleição da presidente Dilma e do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, é vista como um “misto de pessimismo e ceticismo” por Marcos Pedlowski, geógrafo que acompanha o desenvolvimento do Complexo Logístico, Industrial do Superporto do Açu - CLIPA, no V Distrito de São João da Barra, no Rio de Janeiro, e as desapropriações de terra realizadas na região para garantir o empreendimento. Segundo ele, o pessimismo é justificado porque “as práticas emanadas do governo federal sob a batuta de Dilma Rousseff têm facilitado um sério retrocesso não apenas no âmbito da regulamentação ambiental que rege a autorização de megaempreendimentos, mas também na questão da relativização dos direitos de comunidades que habitam tradicionalmente as áreas que são escolhidas para a instalação de estruturas voltadas para consolidar o chamado modelo neodesenvolvimentista”.

 

Economistas alertam para o risco de políticas contracionistas

Entrevista com Carlos Pinkusfeld, doutor em Economia pela New School University e professor da UFRJ

Publicada no dia 14-11-2014

O manifesto assinado por alguns economistas brasileiros logo após as declarações da presidente Dilma e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, acerca de corte de gastos no próximo ano, “não tem uma meta nem um alvo; é mais uma indicação para que o governo não execute políticas contracionistas fiscais e monetárias no início do novo mandato”, explica o economista Carlos Pinkusfeld à IHU On-Line. O manifesto do eleitorado trata-se, portanto, de se antepor a uma ideia que tem sido divulgada através da imprensa de que determinadas medidas seriam inevitáveis, ou as únicas medidas possíveis. “Não só tais políticas devem ser evitadas, porque não trarão nada de bom, como possivelmente jogarão a economia em uma recessão”, adverte.

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