Edição 432 | 18 Novembro 2013

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Redação

Entrevistas especiais feitas pela IHU On-Line no período de 11-11-2013 a 15-11-2013, disponíveis nas Entrevistas do Dia no sítio do IHU (www.ihu.unisinos.br).

"Vivemos um momento constituinte. É preciso pensar, atuar, propor como nunca"

Entrevista especial com Hugo Albuquerque, jurista e mestrando em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP.

Confira nas notícias do dia 11-11-2013.

O atual momento social e político do Brasil, onde se evidencia “melhora dos indicadores de vida” e “o esgotamento das instituições políticas”, reflete o fato de que a “maior parte das esquerdas deixou de propor uma alternativa ao sistema para, vejamos só, tornar-se parte dele”, avalia Hugo Albuquerque, em entrevista concedida à IHU On-Line, por e-mail. O entrevistado interpreta as manifestações recentes como uma manifestação da “multidão”. Tal conceito, explica, representa “uma expressão de coletividade humana que emerge não pela homogeneidade, como o ‘povo’ ou a ‘sociedade’, mas sim por diferenças intensas que se desdobram continuamente.

 

Ganância, impunidade e pobreza. Tripé que sustenta o trabalho escravo

Entrevista especial com Leonardo Sakamoto, jornalista e doutor em Ciência Política.

Confira nas notícias do dia 12-11-2013.

 A possível aprovação do Projeto de Lei 432/2013, que regulará a PEC57A, conhecida como a PEC do trabalho escravo, prevista para quarta-feira, tem gerado polêmica entre as entidades que defendem a Proposta de Emenda à Constituição. De acordo com o jornalista Leonardo Sakamoto, há um equívoco no PL 432/2013, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR). “Segundo tal proposta, o confisco de terras se daria simplesmente por conta de parte dos elementos que constituem o trabalho escravo, ou seja, cerceamento de liberdade e trabalho forçado. Mas a proposta ignoraria outros elementos que estão previstos na definição de trabalho escravo no Brasil: a dignidade do trabalhador, as condições degradantes de trabalho e a jornada exaustiva”, explica, em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone.

 

“Por que só o feriado da Consciência Negra seria prejudicial à economia da cidade de Curitiba?”

Entrevista especial com Romeu Gomes Miranda, graduado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUC-PR e mestre em Filosofia da Educação pela PUC-SP.

Confira nas notícias do dia 13-11-2013.

Com o argumento de que o feriado de 20 de novembro, dia da Consciência Negra, traria prejuízos econômicos ao Paraná, o Tribunal de Justiça - TJ do estado suspendeu a lei referente à data. De acordo com o professor Romeu Gomes Miranda, a decisão “repercutiu muito mal na comunidade negra não só de Curitiba como também na paranaense e na brasileira”. Em entrevista concedida à IHU On-Line por e-mail, ele rebate a posição do TJ e argumenta que falar que um “feriado dedicado à memória do grande herói negro Zumbi de Palmares se constitui em prejuízo, é reduzir tudo a uma questão meramente econômica”. E dispara: “Por que só o nosso feriado seria prejudicial à economia da cidade?”.

 

Comissão Nacional da Verdade e a prática de “fazer não fazendo”

Entrevista especial com Jair Krischke, formado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS e fundador, em 1979, do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul.

Confira nas notícias do dia 14-11-2013.

“No ambiente político brasileiro, há uma prática de ‘fazer não fazendo’. Quer dizer, a Comissão da Verdade foi criada, mas na verdade não gera efeitos, não resulta em nada, o que é muito grave”, declara Jair Krischke, em entrevista concedida por telefone à IHU On-Line. Há um ano, o historiador concedeu um depoimento na Comissão Nacional da Verdade, relatando suas pesquisas acerca do período militar e informando que arquivos secretos da época estão em poder do Comando Militar do Sul e da Polícia Federal, “a qual foi um braço importante do aparelho repressivo brasileiro”. Entretanto, lamenta: “A Comissão não teve coragem de bater à porta do Comando Militar do Sul e recuperar o acervo, que é do povo gaúcho”.

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