Edição 430 | 21 Outubro 2013

“A Ideia tem uma dimensão inalienavelmente histórica”

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Márcia Junges e Luciano Gallas

O filósofo Eduardo Luft fixa e investiga o conceito de Ideia na teoria do pensamento produzida por Hegel, relacionando-o às dimensões da história na sua lógica dialética

“Muitos querem, hoje em dia, abandonar completamente a dimensão metafísica do pensamento hegeliano, reinterpretando suas obras sem pressupor qualquer vínculo com as teses centrais da Lógica [...]. Eu penso diferente: acho que a ontologia dialética deve ser recuperada”, afirma o filósofo Eduardo Luft. O filósofo adverte, entretanto, para a incompatibilidade existente entre a ontologia dialética e a defesa de uma teleologia do incondicionado. “Este impasse só pode ser enfrentado pela recusa deste tipo específico de teleologia defendido por Hegel. Só assim poderíamos extrair todas as consequências da tese hegeliana de que a Ideia tem uma dimensão inalienavelmente histórica”, enfatiza, nesta entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

De acordo com o filósofo, Hegel entende a Ideia como “uma lógica dialética de pressuposição e (re)posição: a Ideia, ao dar início ao processo lógico pelo ato de pressupor a si mesma, se exterioriza e se abre à contingência e à história”. Esta exteriorização da Ideia no tempo e no espaço representaria uma autoliberação, momento em que se desdobra na realidade e como Realidade. “Seja como interpretarmos esta polêmica passagem, o fato é que Hegel reafirma, neste ponto, uma tese central do idealismo objetivo, a identidade estrutural entre o pensamento e o ser. ‘Ideia’ não é apenas um conceito reflexivo que, em metadiscurso, regra nosso discurso sobre objetos, como em Kant, mas a estrutura lógica do mundo, a Razão Universal que [...] se desdobra e estrutura as demais partes do sistema de filosofia”, considera Luft.

Eduardo Luft é graduado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS, instituição na qual cursou o mestrado e o doutorado em Filosofia e da qual é atualmente professor. Tanto a sua dissertação, que recebeu o título Para uma crítica interna ao sistema de Hegel, quanto a sua tese, intitulada Método e sistema: investigação crítica dos fundamentos da filosofia hegeliana, foram orientadas por Carlos Roberto Velho Cirne-Lima, professor emérito da Unisinos. Luft também foi professor visitante da Universidade de Bonn, Alemanha, em 2012. Da produção intelectual de Luft, destacamos os livros Para uma crítica interna ao sistema de Hegel (Porto Alegre: Edipucrs, 1995), As sementes da dúvida: investigação crítica dos fundamentos da filosofia hegeliana (São Paulo: Mandarim, 2001), Sobre a coerência do mundo (Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005) e Ideia e movimento (Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012), este último em coautoria com Cirne-Lima.

Confira a entrevista.

 

IHU On-Line - Qual é o nexo entre lógica e história em Hegel?

Eduardo Luft - A pergunta aponta para o que há de mais original e mais paradoxal no pensamento hegeliano. Ela traz à tona o fato de que o conceito de “história” não remete apenas às Preleções sobre a História da Filosofia ou às Preleções sobre a Filosofia da História , não se refere apenas ao âmbito do que Hegel denominava a exterioridade histórica da Ideia — princípio estruturador do sistema de filosofia —, mas diz respeito à própria Ciência da Lógica como teoria do pensar puro, e isso ao menos de dois modos: por um lado, o próprio Hegel procura mostrar o paralelismo que há entre o devir histórico da filosofia e o desdobramento da Ideia na esfera lógica; por outro lado, e mais decisivo, os diferentes níveis de desdobramento da Ideia não aparecem aí estáticos na esfera lógica — embora este seja o caso do ponto de vista de quem apenas intui o sistema categorial em vez de efetivamente pensá-lo —, mas sucedem um ao outro em uma atividade de contínua emergência e superação de contradições. Enfim, a lógica é concebida por Hegel como constitutivamente processual, como uma lógica de desenvolvimento.

Haveria, assim, além daquela história exterior (äusserliche Geschichte) do desdobramento fático dos pensamentos filosóficos na história da filosofia, uma espécie de história interior da Ideia no âmbito da esfera lógica? A pergunta, já posta por Trendelenburg, um conhecido lógico contemporâneo de Hegel, é: como pode haver movimento na esfera do pensar puro? Se processualidade pressupõe desdobramento temporal, e se a esfera do pensar puro é o âmbito por excelência do atemporal, como podemos falar em um devir ou em um desenvolvimento lógico da Ideia? Posso iluminar este paradoxo com um exemplo simples, inspirado em Tugendhat , que aponta para o mesmo problema: pode-se pensar em uma inferência como um tipo de processo executado por quem pensa nas cadeias do raciocínio probante, na transição, por exemplo, das premissas à conclusão de um argumento dedutivo. Mas o fato de que esta mesma cadeia de raciocínio possa ser formalizada pela estrutura estática de uma proposição molecular (na terminologia de Wittgenstein ), como na figura do modus ponens ((p → q) ⋀ p) → q), mostra que na esfera do pensamento puro se têm, no máximo, a presença de um pseudotempo ou de uma pseudoprocessualidade, quer dizer, de uma temporalidade que facilmente poderia ser abstraída e recusada sem qualquer prejuízo para a exposição da estrutura lógica do raciocínio.

A resposta original de Hegel a este problema da relação entre logicidade e temporalidade foi ter concebido o processo de autodeterminação da Ideia como uma lógica dialética de pressuposição e (re)posição: a Ideia, ao dar início ao processo lógico pelo ato de pressupor a si mesma, se exterioriza e se abre à contingência e à história. Cito Hegel, em suas Preleções sobre a História da Filosofia: “Todavia, a Ideia, como algo concreto, como unidade de diferentes, como dito, não é essencialmente intuição, mas, como diferença nela mesma, como desenvolvimento, ela põe-se a si mesma no ser-aí (Dasein) e na exterioridade no elemento do pensar; assim aparece ao pensamento a filosofia pura como uma existência que progride no tempo”. Mas isso não significa que a Ideia se dissolva no tempo, tornando-se ela mesma contingente. Como fica claro na dialética das modalidades, seção decisiva da Ciência da Lógica, Hegel pensava o ato de posição, ou reposição do que é ao início pressuposto, como um processo progressivo de liberação da contingência, ou melhor, de transmudação de contingência em necessidade. A logicidade da Ideia, ao mesmo tempo em que engendraria sua própria exteriorização, seu autodesdobramento histórico e temporal, predeterminaria tanto o fim de sua plenificação quanto os momentos do processo de reinteriorização que conduzem a ele. Este traço da lógica dialética hegeliana, que denomino teleologia do incondicionado, é o ponto mais crítico da obra do filósofo, já que, como procurei mostrar em As sementes da dúvida (São Paulo: Mandarim, 2001), a exigência de uma plenificação da Ideia é incompatível com o caráter processual da própria dialética. O problema, assim, da vinculação paradoxal entre logicidade e temporalidade ressurge, ao final da Ciência da Lógica, com toda sua força.

 

IHU On-Line - Qual é a concepção central presente na obra Preleções sobre a Filosofia da História?

Eduardo Luft - Devemos abarcar o problema da história em Hegel a partir desta duplicidade do conceito de “história” e daquele paralelismo supostamente existente entre a história concreta da filosofia e o desdobramento lógico da Ideia. O que explica esta coincidência? Por que a Lógica, como teoria do pensamento puro, tornaria manifesta a mesma estrutura lógica que subjaz à dinâmica aparentemente caótica do devir histórico dos sistemas filosóficos? E por que o devir histórico dos sistemas filosóficos refletiria, de certo modo, a mesma lógica interna do devir histórico do processo civilizacional?

Eu falava que a Ideia é concebida por Hegel não como uma estrutura estática, mas como um todo dinâmico regido por uma lógica de pressuposição e (re)posição. Podemos abordar este movimento do ponto de vista do sujeito finito e do modo como cada um de nós pode tematizar reflexivamente as estruturas lógicas do próprio pensamento, dando início ao processo dialético, mas podemos concebê-lo a partir do ponto de vista do absoluto como atividade de autoexteriorização da própria Ideia. Aqui chegamos no ponto enigmático em que Hegel procura conectar sua teoria do pensamento puro na Lógica com a Filosofia do Real, afirmando que a Ideia “libera-se” na exterioridade do espaço e do tempo. A Ideia mesma, ao se pressupor, se exterioriza ou se desdobra na e como Realidade. Seja como interpretarmos esta polêmica passagem, o fato é que Hegel reafirma, neste ponto, uma tese central do idealismo objetivo, a identidade estrutural entre o pensamento e o ser. ‘Ideia’ não é apenas um conceito reflexivo que, em metadiscurso, regra nosso discurso sobre objetos, como em Kant , mas a estrutura lógica do mundo, a Razão Universal que, supostamente fundada de modo último na Ciência da Lógica, se desdobra e estrutura as demais partes do sistema de filosofia, nas Filosofias da Natureza e do Espírito. Para explicitar o significado profundo da Filosofia da História em Hegel, devemos, assim, esclarecer o que Hegel entende por Ideia.

Deixe-me fazer uma síntese algo abrupta da teoria da Ideia que o filósofo desenvolve em sua Lógica. Eu dizia que a Ideia se apresenta como um processo de autodeterminação orientado para sua própria plenificação (Vollendung). Na esfera lógica, este processo dá-se como a sequência de atos de autotematização do pensamento, emergência de contradições e reconceituação do pensamento em formas sempre mais elevadas de estruturas categoriais. Enquanto as Doutrinas do Ser e da Essência têm caráter mais propriamente negativo, apresentando-se como a dissolução da teoria do Ser e do essencialismo da metafísica clássica, a Doutrina do Conceito procura mapear, na esfera lógica, os diferentes níveis de plenificação da Ideia que deveriam ser espelhados pelas diferentes esferas ontológicas presentes na Filosofia do Real. Hegel associará, então, as formas mais elevadas de reflexividade do Conceito, agora plenificado como Ideia, às estruturas lógicas da autodeterminação conceitual (conhecimento) e da autodeterminação normativa (liberdade, compreendida como autonomia). O que implica, no espelho da Filosofia do Real, conceber o Espírito, a Razão que conhece a si mesma e atua pela mediação do pensamento humano, como a forma mais plena do desdobramento da Ideia no Real.

Enquanto Hegel conceitua a Natureza como permeada por processos redundantes, isentos de uma história no sentido próprio do termo, o Espírito é o movimento de retornar a si a partir da exterioridade contingente, e, assim, tem uma história. Por um lado, esta história é concebida como o processo dinâmico de emergência e superação de abordagens filosóficas na busca pela autoconceituação plena da Razão, como história da filosofia; por outro lado, como o movimento de superação de formas alienadas ou não livres da sociabilidade humana em nome de formas sempre mais elevadas de realização da liberdade, como história das civilizações que encontra seu ápice na institucionalização da autonomia incorporada pelo Estado moderno.

 

IHU On-Line - Como podem ser compreendidos os conceitos de história original, história refletida e história filosófica?

Eduardo Luft - História original, história refletida ou reflexiva e história filosófica são apenas diferentes níveis de conceituação da história das civilizações. O modo ainda descritivo e irrefletido de catalogação dos eventos históricos é superado pelo historiador que é capaz não apenas de enumerar os fatos, mas de refletir sobre eles a partir do exame de sua própria situação histórica e de princípios por ele desenvolvidos para interpretá-la. Mas o nível mais elevado de consideração dos acontecimentos históricos dá-se na história filosófica, pois a partir daqui os princípios elaborados pelo pensador para interpretar a história são conciliados com o exame atento daquele que busca vislumbrar, por trás da seriação em grande medida contingente dos fenômenos históricos, a trama da Razão Universal em sua luta por autoapreensão conceitual e autorrealização prática. O filósofo vê, pervadindo os fenômenos históricos, a atividade produtora da Ideia que, uma vez exteriorizada como Natureza, busca reencontrar-se a si mesma como Ideia pensada na filosofia e Ideia efetivada nas instituições garantidoras da liberdade.

 

IHU On-Line - Em que medida as ideias de Hegel divergem de seus predecessores, como Kant, por exemplo?

Eduardo Luft - Em sua Crítica da Razão Pura, Kant havia interditado o caminho para qualquer tratamento objetivo dos conceitos metafísicos (conceitos que se referem à totalidade), como ‘ser’, ‘alma’, ‘mundo’ e ‘deus’, agrupando-os sob o termo Ideia, e permitindo apenas seu uso reflexivo com sentido transcendental, como regras formuladas em metadiscurso e que viabilizam nosso conhecimento de objetos, mas jamais conceitos sobre objetos. A releitura transcendental da Teologia clássica, da ideia de Deus, permitirá a Kant repensar o conceito de progresso da civilização apenas como uma ideia reguladora capaz de dar sentido subjetivo à suposição de uma ordem moral do mundo, à nossa esperança de que a história de nossa luta por liberdade e justiça, e por formas de existência mais compatíveis com as duras exigências da moralidade, possa “terminar bem”, mesmo que não possamos atribuir qualquer verdade objetiva a este mero postulado.

Em sua metacrítica à Crítica kantiana, na Ciência da Lógica, Hegel leva estritamente a sério a tese de que todo discurso sobre a totalidade é e tem de ser um discurso reflexivo. Quer dizer, nenhum dos conceitos da Lógica se referem a objetos no mundo, mas remetem, reflexivamente, à estrutura lógica do mundo que se manifesta no pensamento que pensa a si mesmo. Todavia, e diferentemente de Kant, a Ciência da Lógica de Hegel quer tornar novamente viável o sentido objetivo, embora reflexivamente estruturado, dos conceitos de totalidade. Ele busca recuperar, como vimos, a tese central do idealismo objetivo, a tese da identidade estrutural entre ser e pensamento. A Ideia não é vista por Hegel apenas como Ideia reguladora, mas como Razão objetiva.

Em Hegel, então, o progresso das civilizações é reinterpretado como o desdobramento da Razão na e como história e, seguindo os níveis de desenvolvimento lógico, como o progresso em direção a manifestações cada vez mais plenas da Ideia na figura de uma sociabilidade livre. A história das civilizações é a história dos diversos momentos efetivos de realização da liberdade humana.  

 

IHU On-Line - Qual é a atualidade do sistema de pensamento hegeliano? Suas proposições estão superadas? Precisam ser revistas?

Eduardo Luft - Muitos querem, hoje em dia, abandonar completamente a dimensão metafísica do pensamento hegeliano, reinterpretando suas obras sem pressupor qualquer vínculo com as teses centrais da Lógica — pensemos, por exemplo, na afirmação enfática de Honneth  de que deveríamos reatualizar a Filosofia do Direito sem referência ao conceito de Espírito, sem vínculo com a teoria da Ideia desenvolvida na Lógica. Eu penso diferente: acho que a ontologia dialética deve ser recuperada. O problema central que vejo em Hegel é aquela incompatibilidade entre o traço processual da ontologia dialética e a defesa de uma teleologia do incondicionado, como afirmei na resposta à primeira questão. Este impasse só pode ser enfrentado pela recusa deste tipo específico de teleologia defendido por Hegel. Só assim poderíamos extrair todas as consequências da tese hegeliana de que a Ideia tem uma dimensão inalienavelmente histórica. Na proposta que tenho defendido, o fim do processo dialético continua sendo a efetivação da Ideia — relida, em diálogo com Cirne-Lima , como Ideia da Coerência —, mas há potencialmente infinitos modos de realizá-la. Esta introjeção e preservação da contingência como momento constitutivo da Razão, em uma dialética renovada, engendra um conceito multifacetado de história, agora sim compatível com o estado atual do conhecimento, em ciência e em filosofia. Mas deve-se ter em mente que esta reconstrução da dialética não significa apenas uma mudança pontual na posição de Hegel, implica a reestruturação global do sistema de filosofia.

 

IHU On-Line – De que forma as ideias de Hegel na obra Preleções sobre a Filosofia da História inspiram a Filosofia continental e o marxismo?

Eduardo Luft - Embora buscando renovar a ontologia dialética, Marx  e a tradição marxista terminaram por reforçar o déficit da dialética hegeliana apontado antes, ao reafirmar e dar ênfase à teleologia do incondicionado. Marx não escreveu uma obra sobre a sociedade pós-capitalista porque não poderia fazê-lo, porque suas ferramentas conceituais não permitiriam: levada às últimas consequências, a ideia de uma consumação do processo dialético, positiva (Hegel) ou negativa, via o colapso do capitalismo (Marx), é incompatível com a própria dialética enquanto ontologia processual. Com o colapso do marxismo, o projeto de uma ontologia dialética perdeu seus encantos em filosofia, mas alguns de seus traços foram incorporados na ciência, na teoria de sistemas, em sua versão aperfeiçoada na teoria de sistemas adaptativos complexos e, mais recentemente, na teoria de redes, ramos da ciência que considero decisivos para quem queira repensar a ontologia dialética hoje.

Um desdobramento inteiramente diferente ocorreu, em filosofia, pela radicalização da ênfase na dimensão histórica da razão a partir das críticas do Schelling , tardio a Hegel, em um movimento que desembocou no existencialismo, em Kierkegaard , influenciou o próprio Heidegger e contribuiu para o surgimento das diversas vertentes de filosofias da contingência, de Derrida  a Meillassoux , que pervadem a nossa época. Mas o projeto de uma teoria da contingência pela contingência é autocontraditório, gerando, quando muito, vertentes de ontologia negativa, filosofias em que a teoria da totalidade emerge apenas como paradoxo (como em Žižek ). Acho que repensar uma teoria da história hoje exigiria a tematização crítica destas duas linhas de pesquisa: de um lado, a reconstrução da ontologia dialética em diálogo com a teoria de sistemas adaptativos complexos e a teoria de redes, de outro uma crítica interna às ontologias negativas capaz de superar os impasses do pensamento contemporâneo. Disso depende a renovação do projeto de uma filosofia dialética da história.

Leia mais...

- A Fenomenologia mudou nosso modo de compreender o conhecimento. Entrevista com Eduardo Luft publicada na Edição 217, de 30-04-2007, da IHU On-Line.

- Nos passos do mestre. Entrevista com Eduardo Luft publicada na Edição 261, de 09-06-2008, da IHU On-Line. 

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