Edição 420 | 27 Mai 2013

Editorial

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Redação

Os intensos e fecundos debates propiciados pelo I Seminário em preparação ao XIV Simpósio Internacional IHU Revoluções tecnocientíficas, culturas, indivíduos e sociedades. A modelagem da vida, do conhecimento e dos processos produtivos na tecnociência contemporânea, suscitou o tema principal da revista IHU On-Line desta semana. O tema é debatido por profissionais e pesquisadores tanto da área da saúde como também de outros campos do conhecimento.

Para Charles Tesser, professor na UFSC, a autonomia diminui conforme aumenta a medicalização dos sujeitos.

O professor e médico Luis David Castiel, do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos em Saúde, da Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz e professor do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública e do Programa de Pós-graduação de Epidemiologia em Saúde Pública, identifica a dominância das dimensões médicas na sociedade.

Já o psicólogo Fábio Alexandre Moraes, docente na Unisinos, questiona se a medicalização pode ser apontada como um anúncio da qualidade de vida.

O filósofo e teólogo José Roque Junges, professor no PPG em Saúde Coletiva da Unisinos, pondera que a medicalização torna a saúde e a doença realidades heterônomas.

Por sua vez, a professora Maria Stephanou, coordenadora do PPG em Educação da UFRGS, reflete sobre a relação entre a medicina e a escola a partir da lógica da medicalização social.

Enquanto isso, o professor Ricardo Teixeira, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP, situa a medicalização com um filtro para a produção da subjetividade.

A professora Sandra Caponi, do Departamento de Sociologia e Ciências Políticas da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, analisa que a postura de “curar” com medicamentos os comportamentos considerados indesejáveis representa uma perda imensa de reflexão sobre nossos problemas sociais.

E a professora Rosangela Barbiani, do PPG em Saúde Coletiva da Unisinos, percebe que o século XXI protagoniza uma nova forma de relação entre a saúde e a doença.

Completam a edição duas entrevistas sobre a obra de Giorgio Agamben, respectivamente, com Daniel Arruda Nascimento, professor da Universidade Federal Fluminense – UFF, e Edgardo Castro, pesquisador do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas – CONICET – da Argentina e professor da Universidade Nacional de San Martin.

Por ocasião do 50º aniversário da morte de Fernando Ferrari, importante político brasileiro, Fernando Ferrari Filho, economista e professor da UFRGS, que acaba de publicar o livro Fernando Ferrari: ensaios sobre o político das mãos limpas (Porto Alegre: Tomo Editorial, 2013), descreve a vida e a trajetória do fundador do Movimento Trabalhista Renovador - MTR.

A todas e a todos uma ótima semana e uma excelente leitura!

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