Edição 419 | 20 Mai 2013

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Redação

Acompanhe a dica de leitura deste colega.

ZAMBRANO, Maria. Los Bienaventurados. Madrid: Siruela, 1990.

"Neste momento, nas janelas intemporais das leituras obrigatórias pelo ofício de pesquisador, estou relendo a obra de Maria Zambrano, Os bem-aventurados. Zambrano é uma pensadora, filósofa, espanhola contemporânea (1904-1991). Viveu a maioria da sua existência no exílio imposto pelo fascismo franquista. Ela fez do exilio, que tanto marcou a sua vida, a marca existencial de esta obra, Os bem-aventurados. Maria Zambrano, discípula de Ortega e Gasset e Zubiri, mergulhou no exílio como categoria filosófica da existência humana. A condição do exilado é a do desamparo. O exilado, sempre estrangeiro e estranho em todo lugar, tem que aprender a fazer de qualquer lugar a sua casa. Uma casa sempre provisória, pois o exílio torna tudo contingente, fugidio, como a própria existência humana. O exílio é a imensidão... do abandono, das incertezas, mas também da esperança. Bela leitura para compreender realidade política dos exilados de hoje e a condição humana de sempre."

Castor M. M. Bartolomé Ruiz, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Unisinos e coordenador da Cátedra Unesco-Unisinos de Direitos Humanos e Violência, Governo e Governança

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