Edição 198 | 02 Outubro 2006

Seminário Internacional A Globalização e os jesuítas: origens, história e impactos

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IHU Online

Um evento que suscitou discussões, troca de idéias e um maior entendimento sobre o legado jesuíta sob os mais diferentes aspectos, sobretudo para a constituição do processo da globalização. Assim podemos caracterizar o Seminário Internacional A Globalização e os jesuítas: origens, história e impactos, que aconteceu de 25 a 28 de setembro, concomitantemente na Unisinos, na PUC-Rio e na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE), em Belo Horizonte.

Ouvidos pela redação da IHU On-Line, alguns participantes do Seminário que vieram à Unisinos, registraram os motivos que os animaram a integrar-se no evento e deram seus pontos de vista. Confira.

O Seminário pela ótica dos participantes

“Para mim, há uma aproximação muito grande entre os temas que estudo com os que estão sendo oferecidos neste Seminário. Sempre que há eventos dessa natureza na Unisinos, tenho vindo. Sou protestante, de formação metodista e tenho muito interesse na área do diálogo entre catolicismo e protestantismo. Estou sempre procurando as raízes para essa discussão. A fala do Prof. Dinis foi muito interessante e traz um “outro Inácio”, mais contextualizado. Ele fala de um jesuitismo envolvido com seu tempo. As contribuições que os jesuítas trouxeram para a modernidade por meio da ciência, por exemplo, são fundamentais. O evento está muito bom. Sinto falta, apenas, da questão pedagógica no cronograma do evento. Sou pedagoga de formação, trabalho com a área de educação e o mal-entendido de que o atraso da educação brasileira se deve aos jesuítas é uma realidade em grande parte da bibliografia nacional de pedagogia. Assim, sinto falta de um viés nesse sentido no Seminário Internacional. Além disso, este evento católico, jesuíta, traz muitos elementos para pensarmos um diálogo inter-religioso”.
Rosa Meneghetti, Universidade Metodista de Piracicaba, área de ciências da religião

“Vim participar do evento pela preocupação em unir os conhecimentos pedagógicos e de outras áreas com a formação humana que temos no Colégio Catarinense. Nada melhor do que um encontro como esse para ampliar os horizontes e tomar um “banho de cultura” e aproximação com a pedagogia jesuíta. Estou achando muito interessante o encontro pelas vertentes que observo e porque várias nuances dos jesuítas me foram mostradas e eu sequer as imaginava. É o caso das contribuições dos jesuítas para a ciência, em especial no Oriente. A contribuição dos jesuítas para as ciências humanas não é novidade, mas os temas voltados às ciências, como arquitetura e psicologia do conhecimento são novos para mim. Foi de grande valia ter vindo”.
Maria Inês Cardoso da Silva Maia, orientadora pedagógica no Colégio Catarinense, de Florianópolis

“O que me trouxe aqui é que, como trabalho numa instituição de jesuítas há 17 anos, admiro muito o trabalho da Companhia de Jesus. Essa oportunidade traz muitas contribuições para um aprofundamento da discussão sobre as contribuições dos jesuítas no processo de globalização por que o mundo vem passando. Fiquei impressionada  com a contribuição da Companhia de Jesus na China, algo que eu sabia em poucos detalhes”.
Marlene Gomes Bernardo, orientadora educacional, Colégio Catarinense, de Florianópolis

“Assisti à palestra Contribuição da Companhia de Jesus para a renovação científica da Idade Moderna e penso que é muito importante fazer essa releitura e redescoberta de fontes mais seguras sobre o papel dos jesuítas para o conhecimento. Já cansei de ouvir preconceitos e juízos sumários sobre essa congregação. Estudei com os jesuítas na Áustria e, então, tenho universalmente essa ligação com eles. Não me conformo com a leitura apressada e negativa que é feita. O Prof. Dinis trouxe indicações de livros e abordagens que, para mim, foram de grande valia. Mateu Ricci foi o caso feliz de uma missão inculturada na China, e acho bonito como os chineses guardam como preciosidade os túmulos dos padres. Essa pode ser a semente para um diálogo entre culturas e religiões”.
Irmã Madalena Molin, responsável pela comunidade vocacional das Irmãs Ursulinas, Guarapuava, Paraná

“Vim ao Seminário para tomar conhecimento das novas pesquisas em teologia e ciência. É inegável que a Companhia de Jesus continua muito ligada ao avanço científico, e sua contribuição para o debate intelectual é sempre muito interessante. Dessa vez, o tema é particularmente pertinente porque contribui para um olhar diferente sobre o processo da globalização. Os jesuítas contribuíram, e muito, para a difusão e a produção do conhecimento no mundo. Há um preconceito muito forte da parte das ciências, ainda, contra os jesuítas e contra o catolicismo em geral. É bom, assim, poder tomar conhecimento por onde vão as novas descobertas do conhecimento e os novos debates. Embora não consegui participar de todas as conferências, o que assisti foi de extrema valia”.
Padre Paulo Daladéia, Santa Maria

 “Desde 1988 venho à Unisinos participar das atividades que ela oferece. Naquele ano, vim para o evento que discutiu filosofia e teologia ibero-americana. É uma instituição que acolhe muito bem os pesquisadores de outros locais, e os encontros que oferece são únicos no contexto brasileiro. Além do meu doutorado em Semiótica, que já concluí, estou cursando outro na área da Educação, estudando o pensamento de Francisco Suárez, jesuíta conhecido como um dos fundadores do direito internacional. Assim sendo, vim participar do Seminário Internacional A Globalização e os Jesuítas, para compreender um pouco melhor os temas da espiritualidade e das questões pertinentes às coisas dos jesuítas para que eu possa dar continuidade à minha pesquisa.
Edvaldo Bortoletto, Universidade Metodista de Piracicaba, Faculdades Dom Bosco Assunção e formação dos frades capuchinhos de Piracicaba



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