Edição 399 | 20 Agosto 2012

“Flusser foi um pioneiro, mas chegou antes da hora”

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Thamiris Magalhães

A comunicação ainda não era valorizada como disciplina acadêmica nos anos em questão, no final da década de 1960. Quando a Escola de Comunicações e Artes – ECA foi criada, em 1972, Flusser já não estava mais no Brasil, explica Michael Manfred Hanke

“A obra de Flusser é uma teoria da comunicação e cultura refletida filosoficamente”, conclui o professor Michael Manfred Hanke, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. “Quem está em busca de uma reflexão filosófica nesse sentido está bem servido com o autor”, continua. Para o docente, Flusser representa uma ponte. “Ele traz pensamentos filosóficos tradicionais (Kant, Hegel, Marx, os gregos), com pensadores mais recentes do século XX (Husserl, Heidegger, Sartre, Wittgenstein, entre outros), e se baseia no pensamento da teoria de informação. As ideias e questionamentos destes são transformados pelos olhos de Flusser e, assim, eles são apresentados para nós”. Ademais, segundo Michael, Vilém Flusser era indisciplinado. “Flusser seria um horror para o sistema Capes ou CNPq. Ele acabaria com a estrutura. Ou melhor, a estrutura, sendo mais forte, acabaria com ele. Mas ultrapassar fronteiras, pensar diferente, construções ousadas, mesmo correndo riscos têm seu valor”, admite Hanke.

Michael Manfred Hanke possui mestrado em Linguística, Psicologia e Comunicação pela Universidade de Bonn, na Alemanha, doutorado pela Universidade de Essen, também na Alemanha, revalidado na modalidade Doutor em Letras: Estudos Literários no Brasil em 2001 e pós-doutorado pela Universidade de Siegen, Alemanha. Possui livre-docência em Ciências da Comunicação pela Essen. É professor visitante em Belo Horizonte, Colônia, Weimar, Mogúncia, Milão e Berlim. É professor-adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, no Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, no Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras Modernas, e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Mídia, na linha de pesquisa “Estudos de Mídia e Produção de Sentido”.

Confira a entrevista. 

IHU On-Line – Como foi a vinda de Vilém Flusser para o Brasil? Por que ele resolveu vir para o país? 

Michael Manfred Hanke – Flusser foi filho de uma família de classe alta em termos econômicos e culturais, com uma boa formação escolar, multilíngue e multicultural, de Praga, de origem judaica. Fez parte da comunidade tcheco-alemã de Praga. A invasão nazista em 1939 acabou com essa vida e todos os planos de um futuro promissor. Para salvar sua vida, ele teve que fugir. Por muito pouco não perdeu a vida, porque foi retido pela polícia nazista na fronteira entre Alemanha e Holanda. Seu futuro sogro conseguiu libertá-lo, porém, depois cobrou para isso. Flusser conseguiu fugir para Inglaterra, mas, dado o perigo de invasão nazista naquele país também, a fuga continuou. Entre diversas opções, surgiu Brasil como destino. Judeus não foram permitidos entrar em nosso país naquela época. Por isso o filósofo e a família da futura esposa compraram documentos do consulado brasileiro que atestaram origem cristã, o que possibilitou a entrada para o Brasil. Assim, ele e a família chegaram aqui, resultados de fatores imponderáveis e acasos. Essa condição mexeu com ele psicologicamente e depois esses elementos biográficos foram até refletidos filosoficamente, nas reflexões sobre emigração e Heimatlosigkeit, apatridade. Ademais, o Brasil, em primeira instância, foi uma opção. Com o passar dos anos, a relação, a intimidade com a cultura e a nação cresceram e o autor se identificou cada vez mais com o país.

IHU On-Line – De que maneira Flusser foi recepcionado no Brasil? Qual a importância da vinda dele para o país? 

Michael Manfred Hanke – Os primeiro anos foram difíceis, marcados pela luta pela sobrevivência. O sogro cobrou dele o sustento da família, o que impediu a continuação de sua vida acadêmica. Nos anos de guerra e pós-guerra, não pôde se falar em recepção propriamente. Apenas posteriormente Flusser se encaixou na vida intelectual paulista, no Instituto Brasileiro de Filosofia – IBF, sob a direção do seu amigo Miguel Reale , que o acolheu e ofereceu um lugar, aquele lugar que ele tinha perdido quando jovem. Melhor tarde do que nunca. Flusser no final da década de 1950 começou sua carreira acadêmica. 

A importância dele para o Brasil se deveu ao fato de que São Paulo naquela época era um caldeirão com muitos ingredientes. Flusser contribuiu, trazendo a bagagem do velho continente, de Praga, com uma formação tradicional, e muita curiosidade por aventuras de pensamento, interesse para questões contemporâneas, de filosofia, cultura, comunicação, mudanças estruturais da sociedade e do pensamento, história da ciência e da condition humaine. 

IHU On-Line – Quais foram os motivos que o levaram a deixar o Brasil? 

Michael Manfred Hanke – Existe um panorama de motivos, e o peso destes não está completamente esclarecido. Flusser deixou o país em maio de 1972, no auge dos anos de chumbo da ditatura militar. Quem gosta de viver num país com ditadura militar? O autor, que não foi nem comunista nem de esquerda, não foi, por esse motivo, perseguido. Mas o clima intelectual foi ruim e obviamente também perigoso. Quem confiaria num país assim sob essas circunstâncias?

Reviravolta 

Flusser, ainda naquela época, não foi professor concursado. Trabalhou como horista em universidades particulares, com baixa remuneração. Então, com a situação política, acadêmica e financeira ruim, a realidade não era um cenário favorável. Ele ainda participou como curador da Bienal de São Paulo. Porém suas ideias não foram realizadas, e se viu diante de um fracasso. A viagem para a Europa levou a esposa e o autor primeiramente para Itália, e eles inicialmente estenderam a viagem. Depois, encantaram-se com a vida na Europa e Flusser, em particular, sentiu-se academicamente bem vindo – recebeu convites para mesas-redondas em Paris, para ser professor visitante no sul da França etc. Ele avaliou que as chances da vida seriam melhores, e o casal Flusser resolveu ficar. Sua produtividade subiu; o clima intelectual teve um impacto positivo. Entretanto, nunca perdeu a ligação com o Brasil, sempre voltando aqui para ministrar conferências, minicursos e participar de debates.

IHU On-Line – Qual a contribuição de Flusser para o jornalismo brasileiro? 

Michael Manfred Hanke – Flusser sempre se viu como teórico da comunicação, como filósofo da comunicação e cultura, além de escritor. Na época paulista, exerceu a função de jornalista, pelo menos publicou no Estado de São Paulo e na Folha de S. Paulo. Ler esses artigos hoje vale a pena (ele foi um bom escritor e um representante da cultura do livro). Na medida em que a reflexão teórica da comunicologia contribuiu para o jornalismo, o pesquisador contribuiu. Mas dada a dicotomia entre prática e teoria, a ênfase de Flusser centrou-se sobre a segunda, enquanto considerou o jornalismo como parte da prática.

IHU On-Line – De que maneira o teórico definiu o conceito de comunicação?

Michael Manfred Hanke – No início de sua carreira, Flusser era filósofo e assim se considerou. A partir de 1965, aderiu-se ao pensamento comunicológico e a comunicação ganhou posição de liderança em sua identidade. Depois chega a defender que a comunicação substituiu a filosofia na posição do carro-chefe das humanidades. O conceito da comunicação por este caminho acadêmico do autor é composto por estas influências. 

Comunicação analisada filosoficamente 

Filosoficamente, o conceito é de caráter existencialista, influenciada por Heidegger  e Sartre , formulado numa forma dramática, segundo o qual o homem é um ser “condenado a morte”. Ou seja, só o homem é um bicho que sabe que vai morrer. Porque não aguenta essa solidão fundamental, ele busca a comunicação. Em outros termos – heideggerianos – a Geworfenheit – somos “jogados”, ou colocados no mundo de certa forma que nossa condition humaine nos determina sermos seres sociais, que só sobrevivem se comunicando. Sem comunicação, a vida humana não seria viável; sequer o ser humano não poderia ser pensado. Nosso Lebenswelt – mundo da vida – é composto por língua, relações sociais, cultura, redes simbólicas etc. Sem ele não haveria possibilidade de se ser homem.

O destaque da dimensão social do ser humano e, em consequência, de relações e da comunicação se deriva também da filosofia dialógica de Martin Buber . O “eu” é constituído por um “outro eu” que usa “você” quando se dirige ao primeiro eu (Ich-Du-Philosophie).

Teoria cibernética e a comunicação

Por parte da comunicação, Flusser foi influenciado pela teoria cibernética apresentada na década de 1950 (nos EUA), em uma mistura com a então popular teoria termodinâmica, que cunhou os conceitos de entropia e neguentropia. Esse pensamento das ciências exatas foi combinado com um pensamento das ciências humanas. Entropia significa o caminho de toda energia no universo: ela se difunde com todos os processos de transformação. Informação é vista como processo contrário, não como perda, mas como construção de informação. Em termos de ciências humanas, é cultura ou redes simbólicas que armazenam os processos que as produzem. É importante frisar que o casamento entre termodinâmica e cibernética não é necessário; são dois pensamentos próximos, mas não necessariamente conjuntos. E a interpretação cultural é uma especificidade de Flusser, que juntou pensamentos geralmente diferenciados. 

De qualquer forma, o conceito de informação para Flusser está no fundo da definição de comunicação. Comunicação é definida como armazenamento, processamento e distribuição de informação adquirida. Mas o termo informação tem que ser visto no contexto das teorias citadas.

IHU On-Line – Sendo o criador do primeiro curso de Comunicação, em São Paulo, e um dos pioneiros na área de ciência da mídia e da comunicação em nosso país, de que maneira Flusser é visto atualmente na academia brasileira? Por que, somente em sua fase europeia, após ter saído do Brasil, seu pensamento foi mais divulgado, ganhando forma de publicação?

Michael Manfred Hanke – É verdade que Flusser defende a criação do primeiro curso de Comunicação em São Paulo. Mas é necessário considerar as fontes que o próprio Flusser nos dá. Ele foi professor em várias universidades particulares, entre outras, na Fundação Armando Alvares Penteado - FAAP. Ele foi também professor na Universidade de São Paulo - USP, na Escola Politécnica e responsável pela disciplina Filosofia e Evolução da Ciência (a partir de 1963, auxiliar de ensino; entre 1967 e 1971, professor contratado). 

Decepção

O conceito, muito avançado e interessante, é aquele que Flusser tentou realizar na FAAP. Mas ele se mostrou muito decepcionado em relação ao sucesso da implementação desse projeto, no artigo publicado e também nas cartas que trocou nessa época, preservadas no Arquivo Flusser. Ou seja, o pesquisador mesmo não ficou satisfeito com a implementação de suas ideias. 

Pioneiro

Flusser foi um pioneiro, mas chegou antes da hora. Salvo engano, a comunicação ainda não era valorizada como disciplina acadêmica nos anos em questão, no final da década de 1960. Quando a Escola de Comunicações e Artes – ECA foi criada, em 1972, Flusser já não estava mais no Brasil.

Flusser começou a lecionar teoria de comunicação em 1963 (comunicação verbal e audiovisual). Mas ele atuou em primeiro lugar como filósofo, no Instituto Brasileiro de Filosofia. A maioria de suas publicações foi na revista do IBF, na área de filosofia. Não existia a área da comunicação nem revistas ou congressos. O pensamento comunicológico de Flusser não tinha como se realizar. Só na década de 1970, na França, ganhou forma escrita (em francês) e respectivamente publicada depois em alemão, apesar dos primeiros passos em publicações no Brasil. Ele produziu as obras sobre comunicação a partir da década de 1970 até 1991, quando estava na Europa. As obras estão sendo traduzidas e publicadas no Brasil (na editora Annablume). Elas abordam também outros temas, além da comunicação. 

Com certeza, sem a ditadura militar, durante a qual Flusser deixou o Brasil, toda essa história teria sido diferente.

IHU On-Line – Qual a importância das obras e teorias do autor para o estudo das ciências sociais hoje?

Michael Manfred Hanke – A obra de Flusser é uma teoria da comunicação e cultura refletida filosoficamente. Quem está em busca de uma reflexão filosófica nesse sentido está bem servido com o autor. Flusser representa uma ponte. Ele traz pensamentos filosóficos tradicionais (Kant , Hegel , Marx , os gregos), com pensadores mais recentes do século XX (Husserl , Heidegger , Sartre , Wittgenstein , entre outros), e se baseia no pensamento da teoria da informação. As ideias e questionamentos desses pensadores são transformados pelos olhos de Flusser e, assim, eles são apresentados para nós. De tudo isso, talvez o mais importante seja: a indisciplina, a falta de bom comportamento. Flusser seria um horror para o sistema Capes ou CNPq, que engaveta as disciplinas; ele acabaria com a estrutura. Ou melhor, a estrutura, sendo mais forte, acabaria com ele. Mas ultrapassar fronteiras, pensar diferentemente, fazer construções ousadas, mesmo correndo riscos têm seu valor.

IHU On-Line – Qual a relevância dos estudos de Flusser para a atualidade?

Michael Manfred Hanke – A meu ver, a arquitetura do pensamento de Flusser tem uma camada muito tradicional constituída pelo pensamento de Kant, Hegel, Marx, e os gregos, já mencionado acima. Esse fundamento é enriquecido por uma camada mais atualizada, do século XX, por Husserl, Heidegger, Wittgenstein, Sartre, e pela cibernética, semiótica, e teoria da comunicação. O autor utiliza esses instrumentos poderosos para enfrentar os desafios da cultura contemporânea, fazendo uso e refazendo as inquietações desses pensadores consagrados, às vezes com muita liberdade. Assim, ele preserva a tradição e a renova ao mesmo tempo. 

Imagens e comunicação digital

Flusser levantou duas questões importantes: a importância crescente das imagens e da comunicação digital. Imagens não foi um campo muito trabalhado na área das humanas. Flusser entendeu que o código da escrita não seria mais o código dominante do futuro e que imagens em movimento, imagens técnicas, produzidas por aparelhos, convencionais ou digitais, ganharam muito espaço. E ele chamou atenção para essa mudança no repertório na comunicação.

Revolução informacional

O outro aspecto trata a revolução informacional, as mudanças provocadas pelas novas tecnologias de armazenamento, microchips etc., a rapidez crescente do processamento de informações e as mudanças provocadas por isso no mundo e em nossa maneira de representar e entendê-lo. 

Pioneirismo

Assim, Flusser foi um dos primeiros pensadores a refletir filosoficamente sobre as mudanças fundamentais na comunicação e, consequentemente, no mundo, que estão submetidas constantemente. A aceleração das novas tecnologias contribui para transformações radicais, como o crescimento do fluxo das informações na realidade midiatizada e globalizada, o que modifica parâmetros básicos do nosso mundo, como fragmentos até então desconectados, agora dados em presença simultânea, e que formatam a estrutura das coisas e do próprio pensamento e modificam as categorias do espaço e do tempo. Nossa cultura midiática se baseia cada vez mais em imagens fragmentadas, e cada vez menos em conceitos complexos, com aparelhos técnicos e memórias eletrônicas, que expandem as fronteiras da nossa vida real até o espaço virtual. Consequentemente, o significado de nós mesmos e da realidade se altera substancialmente.

Código 

Flusser analisa tudo isso nos termos de “comunicação”, “sociedade de informação”, “cultura midiatizada” e “crise da linearidade”. O código linear e conceitual, presente na escrita, no texto e no livro está sendo substituído por um código estruturado por imagens, que se manifesta em imagens em movimento e nas superfícies dos aparelhos técnico-digitais. A mudança dos nossos códigos culturais, de nossas estruturas de pensamento e os modelos de mundo, em consequência da transformação da sociedade causada pela tecnologia, foram considerados por Flusser como irreversíveis. Enquanto isso cada código constitui seu próprio modo de pensar, o que, por sua vez, define a percepção, os conceitos de tempo e espaço, como também os atores-sujeitos agindo nesse mundo. Ao mesmo tempo, constitui a base dos modelos de pensamento que operam na ciência, na lógica, na arte e na política. Essa mudança de paradigma é baseada na retificação de nossos canais de comunicação e no papel do computador como memória externalizada. Essa análise e a crítica da cultura flusseriana, que ganhou forma como utopia positiva da sociedade telemática, apresenta-se hoje, surpreendentemente em muitos aspectos, como sendo bastante atual.

IHU On-Line – De que maneira podemos relacionar a teoria da mídia e da comunicação de Flusser com as novas tecnologias de informação e sistemas de mídia?

Michael Manfred Hanke – Flusser sempre se definiu como teórico ou filósofo da comunicação, nunca da mídia. Ele rejeitou o termo “mídia”, o que, entretanto, não significa que suas reflexões não seriam pertinentes para esse campo. Porém, comunicação foi vista como base do animal social que é o ser humano, que depende da comunicação interpessoal. Isso foi fortemente influenciado pela filosofia dialógica de Martin Buber, mas também pela filosofia da linguagem inicial de Flusser. A língua só existe enquanto uso, quer dizer, para a comunicação entre pessoas. Mas a língua é considerada somente como um dos códigos usados para se comunicar – há outros sobre ao quais o filósofo refletiu depois.

Revolução

Para Flusser, a situação atual (contemporânea) é marcada por uma revolução na estrutura da comunicação e da informação. A era do digital, a mudança dos códigos de escrita para os das imagens técnicas, em geral, bem como as novas formas de entender e codificar o mundo iriam constituir uma “revolução” no sentido verdadeiro do termo. Entretanto, a comunicação deveria ser utilizada sempre para estabelecer laços interpessoais, o que vale também para as novas tecnologias. Caso contrário, estas inovações representariam mais perigo do que benefício, e aqui entra a crítica da tecnologia heideggeriana. Ou seja, Flusser pensava a comunicação a partir das ciências humanas e enfrentava as novas tecnologias como desafio para o homem e sua cultura. 

IHU On-Line – Gostaria de acrescentar algum aspecto não questionado? 

Michael Manfred Hanke – Flusser era um pensador polêmico não bem comportado. Mas ganhou lugar de referência no panorama dos pensadores da mídia e da comunicação. Podemos acompanhar o processo de recepção de um autor acadêmico a partir da seguinte questão: se ele estimula em sala de aula o aluno ou não. O pensador, 20 anos depois de seu falecimento, desperta interesse e curiosidade de alunos, ou seja, ele toca o estudante, estimula e provoca reflexão. No Brasil, faltam a tradução e a divulgação de algumas obras desconhecidas do autor. Ele faz parte do patrimônio intelectual do país, o que merece ser cuidado.

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