Edição 396 | 02 Julho 2012

IHU Repórter

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Thamiris Magalhães

“Sou uma pessoa inquieta. Sempre tive inquietações, intelectuais e pessoais. Em relação à vida, em geral, tenho uma posição crítica, no sentido de gostar de examinar e de fazer perguntas sobre qualquer coisa”. Assim se define o professor licenciado da Unisinos, Rubens Soares de Lima, em entrevista concedida, por telefone, à IHU On-Line. Professor no curso de Economia, Rubens trabalhou mais de 30 anos nesta instituição e diz, emocionado, que sente muita saudade do que mais gostava de fazer: lecionar. Conheça, agora, um pouco mais de sua trajetória de vida pessoal, profissional e acadêmica.

Origem – Nasci na Cidade de Rio Grande, no dia 15 de agosto de 1945, entretanto, devido à profissão de meu pai, tive a oportunidade de morar, na infância e na juventude, em Campo
Grande-MS, Rio de Janeiro-RJ e Santa Maria-RS. Porém, minha formação educacional, segundo grau e faculdade, foi em Porto Alegre. A graduação foi na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, tendo cursado dois anos de Engenharia e depois ingressado na Economia, curso em que me formei. Hoje, moro em Porto Alegre. Sou casado e tenho um filho de 22 anos, Theo Soares de Lima, que recentemente concluiu o curso de Geografia, também na UFRGS.

Trabalhos – Comecei a trabalhar profissionalmente na extinta Superintendência de Planejamento do Estado do RS (SUPLAG), tendo feito parte do grupo de economistas que criou a Fundação de Economia e Estatística (FEE), órgão vinculado às Secretarias de Planejamento do Estado do RS, quando fui contratado em 1974. Em 1975, ingressei na Unisinos e, neste mesmo ano, fui para França cursar dois anos e meio de pós-graduação, no nível de mestrado, em Desenvolvimento Econômico, na Universidade Paris I. Em meados de 1977, retornei a Porto Alegre, reingressando na FEE e na Unisinos. Em 1987, recebi o convite do então Secretário da Ciência em Tecnologia, Prof. Ruy Carlos Ostermann, para ser presidente da Fundação de Ciência e Tecnologia (CIENTEC), cargo que ocupei pelo período de dois anos, quando retornei à FEE novamente. Nesses últimos nove anos, estive cedido pela Fundação de Economia e Estatística para trabalhar na Secretaria do Planejamento do Governo do Estado, onde fiz parte do Departamento de Planejamento (DEPLAN), desenvolvendo trabalhos de análise de longo prazo, os quais também foram publicados.

Autodefinição – Afora ser inquieto, como disse anteriormente, me considero também uma pessoa bem-humorada.

Academia – Além da Unisinos, onde trabalhei no curso de Economia, com as disciplinas de Introdução à Economia, História do Pensamento Econômico, Economia Política e Economia Gaúcha, também lecionei em diversos cursos, dentro da área governamental, na Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH). Igualmente participei, na década de 1980, do Conselho Regional de Economia da 4ª Região, onde organizamos diversos seminários, debates e cursos.

Lazer – Meu maior lazer é ler, vindo em segundo o futebol na TV. Quando não estou me dedicando a eles, desenvolvo diversas atividades na fazenda de minha família em Rio Grande, interior do Rio Grande do Sul.

Livro – Gosto de diversos autores e gêneros literários, mas ultimamente tenho me dedicado a ler romance policial.

Filme – Sou um grande apreciador de cinema. Vou com frequência ao cinema e assisto também muitos filmes pela televisão. Meus preferidos são os do gênero Western, mas sempre vou atrás de longas de suspense e históricos. No mundo cinematográfico, me chamam mais atenção os filmes argentinos e franceses.

Religião – Opto por ser agnóstico.

Sonho – Que nós conseguíssemos ter um Brasil mais igualitário e fraterno.

Música – Gosto principalmente de Música Popular Brasileira e de jazz. Mas o Johnny Cash também é fundamental.

Unisinos – A Unisinos, junto praticamente com a Fundação de Economia e Estatística, corresponde não só à minha formação intelectual, mas também profissional. Foram os dois locais em que trabalhei a vida toda e nos quais tive grandes oportunidades de aprender.   Dar aula para mim foi uma experiência sempre muito fascinante. Gostei muito de lecionar, tendo sido paraninfo três vezes em turmas dessa Universidade e esses, para mim, foram três momentos muito gratificantes na minha vida profissional e afetiva.

Despedida – Saí de licença desta universidade já tem quase três anos. Talvez eu não retorne. Toda a minha trajetória na Unisinos, creio, foi cumprida. E como, no último ano em que lecionei nesta instituição, fui pela terceira vez paraninfo, realmente me senti com a missão cumprida e achei que era um bom momento para encerrar as minhas atividades, que é uma coisa da qual muitas vezes sinto saudade. Guardo na lembrança os bons momentos, que são os que eu tinha quando lecionava!

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