Edição 395 | 04 Junho 2012

Editorial

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Redação

A Semana de Arte Moderna, 90 anos depois, ainda suscita um debate que a revista IHU On-Line, desta semana, aborda ao entrevistar um conjunto de pesquisadores e pesquisadoras.

Yago Euzébio Bueno de Paiva Junho, professor no Centro de Ensino Superior e Gestão, Tecnologia e Educação Santa Rita do Sapucaí, MG, assinala que não é de espantar que o Modernismo tenha despertado as mais apaixonadas reações contrárias. “Uma arte nova para um mundo novo, eis o principal legado do Modernismo”. 

Eduardo Jardim de Moraes, professor da PUC-Rio e coordenador da coleção Modernismo+90, da Casa da Palavra, afirma que as teses dos modernistas continuaram a principal referência para a vida cultural do país até os anos 1960 e 1970. 

Para Pedro Duarte de Andrade, professor Adjunto do Departamento de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, praticamente tudo o que produzimos em arte e literatura depois da Semana de 1922 teve o Modernismo como referência, até quando se tentava questioná-lo. 

Frederico Oliveira Coelho, professor da PUC-Rio, por sua vez, analisa que a grande contribuição “moderna” para nossa música veio de outro universo não incorporado pelos escritores e artistas plásticos modernistas de São Paulo. “Veio da música popular urbana, que se tornou até hoje um legado para os músicos de todas as gerações.” 

Alessandra Bittencourt Flach, professora na Unisinos, diz que, muito mais do que uma tendência passageira, a Semana de Arte Moderna instaurou uma nova e perene concepção de arte, tão rica e tão profícua que seus efeitos estão longe de se esgotarem. 

Márcia Lopes Duarte, professora na Unisinos, por sua vez, lamenta que o modernismo ainda não tenha atingido plenamente seu intuito. E Maria Helena Campos de Bairros, também professora na Unisinos, analisa que o Movimento Modernista representou o “espírito da época”. 

Já para Jardel Dias Cavalcanti, professor de história da arte e teorias da arte na Universidade Estadual de Londrina – UEL, a Semana de Arte Moderna não foi uma revolução. 

Para Marcos Augusto Gonçalves, autor do livro 1922 – A Semana que não terminou, “a Semana foi concebida para marcar uma data, lançar novas ideias, interferir no ambiente. Eram jovens artistas que queriam fazer sucesso”. Segundo ele, a Semana “se tornou um mito, uma narrativa sobre a fundação de um novo tempo e uma nova arte”.

Recentemente a página eletrônica do Instituto Humanitas Unisinos –IHU, que é atualizada diariamente, de segunda a segunda, publicou três entrevistas sobre a questão da construção de novas usinas nucleares no Brasil. As entrevistas com Francisco Whitaker, Ildo Sauer, professor da USP e D. Jayme Chemello, ex-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, são reunidas no dossiê publicado nesta edição.

A celebração dos 50 anos do Concilio Vaticano II terá dois momentos importantes, neste ano, na Unisinos, com a realização do XIII Simpósio Internacional IHU: Igreja, Cultura e Mistério. A semântica do Mistério da Igreja no contexto das novas gramáticas da civilização tecnocientífica, nos dias 2 a 5 de outubro, e o Congresso Continental de Teologia, de 7 a 11 de outubro. Nesta edição publicamos um artigo de Sérgio Ricardo Coutinho, historiador, intitulado Para além de ruptura e continuidade. O Concílio Vaticano II e os diferentes projetos históricos. Outros artigos e informações completam a edição.

A revista IHU On-Line não circulará nas próximas duas semanas, pois estaremos acompanhando, com muito interesse, as discussões e debates da Rio+20, nas Notícias do Dia, publicadas diariamente no sítio do IHU. A próxima edição circulará no dia 25 de junho. 

A todas e todos uma ótima semana e uma excelente leitura!

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