Edição 388 | 09 Abril 2012

Patrícia Sant’Anna

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Thamiris Magalhães

“Sou exigente, principalmente comigo; sou muito trabalhadora, corro atrás dos meus sonhos fervorosamente. Adoro estar com outras pessoas que me fazem bem. Gosto muito de aproveitar o tempo. Não guardo rancor. Respeito é uma coisa que priorizo e gosto que o tenham comigo também, é claro. Mas não levo desaforo para casa. Sou feliz.” Assim se define a professora e coordenadora da Clínica de Fisioterapia da Unisinos, Patrícia Sant’Anna, em entrevista concedida pessoalmente à IHU On-Line. A docente, que trabalha há nove anos na instituição, afirma, sem medo, que ama o que faz: “amo as minhas profissões, as duas: adoro atender, tenho orgulho em ser e dizer que sou fisioterapeuta. Ademais, amo ser professora”. Saiba um pouco mais de suas vivências. Confira a entrevista.
Patrícia: apaixonada por suas profissões

Origem – Nasci no dia 18 de setembro de 1971, no Rio de Janeiro. Estou no Rio Grande do Sul desde 1983, quando meu pai foi transferido para cá devido ao trabalho. Há 20 anos, moro em Porto Alegre. Sou separada e moro com minha filha, a Natasha, de seis anos. Meu pai, Jorge, fez 61 anos este ano; minha mãe, Cilene, faz em outubro 61. Eles moravam no Rio e atualmente moram em Porto Alegre. Tenho dois irmãos: uma de 33 anos, a Jaqueline; e o Jorge Júnior, de 30.

Autodefinição – Sou exigente, principalmente comigo; sou muito trabalhadora, corro atrás dos meus sonhos fervorosamente. Adoro estar com outras pessoas que me fazem bem. Gosto muito de aproveitar o tempo. Não guardo rancor. Respeito é uma coisa que priorizo e gosto que o tenham comigo também, é claro. Mas não levo desaforo para casa. Sou feliz.

Frase – Gosto muito de uma do Chico Xavier: “Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo. Mas todos podem começar agora e fazer um novo fim”.

Formação – Prestei dois vestibulares em 1988. Um na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, para licenciatura em Educação Física e passei. No mesmo ano fiz Fisioterapia no então Instituto Porto Alegre – IPA, de 1989 a 1992, que era a minha prioridade. Aí me formei em 1993. Na UFRGS concluí o curso em 1995. Depois disso, ingressei na especialização em Treinamento Esportivo na Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro. Posteriormente fiz outra especialização, dessa vez em Reabilitação das Funções Muscoesqueléticas na Ulbra. Depois, fiz mestrado na UFRGS, na Engenharia de Produção, com ênfase em ergonomia. Conclui o mestrado em 2003.

Ingresso na Unisinos – Ingressei na Unisinos em fevereiro de 2003 e estou há nove anos trabalhando aqui. Atualmente, além de lecionar, sou responsável pela Clínica de Fisioterapia da instituição também.

Esporte – Sempre quis lecionar. Porém, meus pais não apoiaram. Durante toda a minha infância e juventude gostei muito de esporte e cultura. Em tudo que envolvia esses fatores no colégio eu estava envolvida. Então, como eu fazia parte da equipe do basquete do Colégio Maria Auxiliadora em Canoas, resolvi, como não poderia ser professora, que queria ser técnica de basquete, o que não deixa de ser um ensinamento. Por isso ingressei na Educação Física. Só que eu sabia que a parte de remuneração era um pouco complicada. Tinha 16 anos de idade nessa época. Foi então que resolvi conversar com todos os técnicos de basquete que eu conhecia. Perguntei o que fariam concomitantemente ao trabalho de técnicos a partir das experiências que eles tinham. Sem exceção, todos me falaram que exerceriam a profissão de fisioterapeutas. Isso é até engraçado, porque eu nunca tinha ouvido falar em fisioterapia e não fazia a menor ideia do que se tratava. Foi quando fui pesquisar para saber o que era. Então, resolvi me inscrever no curso e comecei a cursar. Porém, já entrei na faculdade com a intenção de ser professora universitária. Só que, no início, acabei indo para o consultório, atendendo. Quando completei oito anos de formada, estava bem profissionalmente, com meus pacientes, mas sentia que algo estava faltando, que era lecionar. Foi quando ingressei no mestrado na UFRGS.

Lazer – Quando temos filhos, muda muito a nossa concepção de “tempo livre”. Quando estou com minha filha, dedico-me 100% a ela. Quando estou sozinha, preciso de um tempo para mim, para fazer absolutamente nada, só esvaziar a cabeça. Gosto de encontrar meus amigos e a família, isso para mim é fundamental. Curto também sair para dançar, principalmente músicas dos anos 1980. Aprecio cinema, mas o que gosto mesmo é de teatro. Além desses, Feira do Livro é um evento ao qual não abro mão de ir. Além disso, faço academia.

Livro – Nos últimos anos, tenho lido muitos livros espíritas. Gosto muito das histórias desse segmento. O último que li e refleti bastante foi Nunca estamos sós, de Marcelo Cézar.

Filme – Gosto de filmes que dizem alguma coisa. O último que vi foi Dama de ferro. Eu também adoro O violino vermelho, que é um longa profundo e que toca na alma. O curioso caso de Benjamin Button também apreciei muito.

Religião – Acredito em Deus. Creio que temos de fazer e pregar o bem. Minha base é católica, mas atualmente gosto muito da doutrina espírita. Porém, dizer que sou espírita é meio complicado, pois há coisas aí das quais eu discordo. Mas quando deito com minha filha para dormir, faço o sinal da cruz. Enfim, acredito em um mesmo Cristo: tenha ele reencarnado ou ressuscitado. Não tenho a minha religião ou uma religião, mas respeito todas que sejam do bem.

Sonho – A minha meta principal agora é ingressar no doutorado. Além disso, planejo fazer uma grande viagem com a minha filha para fora do Brasil. Tocar um instrumento musical e falar fluentemente vários idiomas também são sonhos que almejo realizar um dia.

Unisinos – É quase a minha primeira casa. Passo mais horas da minha vida aqui do que fora. O curso de Fisioterapia comemora dez anos em 2012, e estou aqui há nove. Venho em todas as formaturas, e tento estar por dentro dos projetos e diretrizes que envolvem a instituição.

Prazer – Amo as minhas profissões, as duas: adoro trabalhar em consultório (atendimento). Tenho orgulho de ser e dizer que sou fisioterapeuta. Ademais, amo ser professora. Outra meta que tinha, e graças a Deus consegui alcançar, era ser mãe.

IHU – Leio e acho muito interessante o trabalho. Suas reportagens são profundas e bem escritas. Agregam valor.

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