Edição 384 | 12 Dezembro 2011

Editorial

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Redação

Vinte anos depois da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco-92), a cidade do Rio de Janeiro será novamente sede, em junho do próximo ano, da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a chamada Rio+20. Os temores de um fracasso da COP-17, realizada em Durban, na África do Sul, não se confirmaram. Isto pode ser um bom presságio para a Rio+20. Ao menos, é o que esperamos.

A IHU On-Line desta semana debate os desafios e as perspectivas da Rio+20. Para o Instituto Humanitas Unisinos – IHU, o debate deste importante evento continuará no sítio do IHU e em diversos eventos programados para o primeiro semestre de 2012.

Na concepção do jornalista André Trigueiro, “organizações do Terceiro Setor e as associações de empresas comprometidas com a sustentabilidade se movimentam para que a Rio+20 não seja um fiasco completo”. Na visão do senador Cristovam Buarque, presidente da Subcomissão Permanente de Acompanhamento da Rio+20 e do Regime Internacional sobre Mudanças Climáticas, o que não pode deixar de ser tocado na Rio+20 “é justamente o que, lamentavelmente, deixará de ser tocado”. Para o jornalista Dal Marcondes, a Rio+20 será uma grande oportunidade para os países colocarem no centro de suas pautas as questões relevantes do desenvolvimento limpo e da economia verde. Para o economista e professor na PUC-SP, Ladislau Dowbor, enquanto a Rio-92 tratou de levantar objetivos e metas em relação ao planeta, a Rio+20 terá como missão pensar uma forma de implementá-los. O também economista Ricardo Abramovay entende que a Rio+20 tem a chance de cumprir o que promete, mas que esta promessa “está muito aquém do mínimo necessário para se enfrentar os grandes problemas do século XXI”. O integrante da Coordenação da Rede Brasileira de Integração dos Povos – Rebrip, Pedro Ivo de Souza Batista, afirma que “dependendo do enfoque, os temas propostos na Rio+20 podem ser mais uma cortina de fumaça nas soluções dos problemas de fundo, ocasionados pela crise ambiental planetária”.

A revista também continua debatendo a crise financeira internacional. Nesta edição o economista Reinaldo Gonçalves, analisa os rumos do capitalismo global. Para ele, crises econômicas têm quatro manifestações distintas: real, financeira, fiscal e cambial.

“Plataformas de mídias móveis: desafios para o consumo de conteúdo audiovisual” é o título do artigo de Rosana Vieira de Souza, professora da Unisinos e pesquisadora do Grupo de Pesquisa CEPOS, do PPG em Comunicação da Unisinos.

Aurora Fornoni Bernardini, da USP, comenta a tradução brasileira, diretamente do russo, dos livros Guerra e Paz, de Tolstoi, O duplo, de Dostoievski.

Leônidas Tatsch, agente de proteção e risco da Unisinos, relata algo da sua trajetória de vida.

A todas e todos uma boa leitura e uma excelente semana!

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