Edição 375 | 03 Outubro 2011

Arqueologia da mídia. Um passado presente

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IHU On-Line

“Não aceitamos a ideia de que a mídia tenha sido inventada no século XIX com o advento da fotografia, telefonia e cinematografia, ou seja, que a mídia seja resultado da industrialização”. Assim o pesquisador alemão Siegfried Zielinski compreende a arqueologia da mídia, conceito por ele criado e que inspira o debate da IHU On-Line desta semana.

Para o jornalista Fabrício Lopes da Silveira, professor da Unisinos, mais do que abordar os conteúdos da comunicação, os estudos da arqueologia da mídia preocupam-se com a história dos aparatos tecnológicos. “Estudar a história dos tempos profundos da imagem significa também buscar raízes da própria escrita”, assevera Norval Baitello Júnior, docente na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP. Na opinião de Francisco Rüdiger, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, embora a atitude crítica não seja cultivada pelos seus praticantes, os estudos de arqueologia da mídia, pela sua própria metodologia, estabelecem confrontação de seus resultados com o culto do novo que tanto marca a cultura da mídia e o avanço das tecnologias. Gustavo Fischer, da Unisinos, aponta a articulação necessária entre a arqueologia e a genealogia das mídias. O professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ, Erick Felinto, afirma que o sucesso do digital e dos temas da cibercultura trouxe como consequência certo esquecimento prejudicial do passado e uma incapacidade de se compreender melhor a gênese histórica dos fenômenos.


Paola Madeira Nazário, coordenadora e docente do Curso de Especialização em Televisão e Convergência Digital debate as Tecnologias da Informação e a marginalização social.

As relações da humanidade com o meio não podem prosseguir subjetiva e egoisticamente, aponta Bartolomeu Leite da Silva, professor na Universidade Federal da Paraíba – UFPB, analisando a filosofia de Hans Jonas.

Nas fronteiras da lei: o abolicionismo de Louk Hulsman é a temática do IHU ideias desta semana, com a presença do advogado Marco Antonio Scapini.

O filósofo espanhol e professor na Unisinos, Castor Bartolomé Ruiz, reflete sobre A testemunha, um acontecimento, adiantando aspectos que irá abordar nesta segunda, dia 03-10-2011, na programação do evento Tópicos Especiais II: Giorgio Agamben: “O Homo Sacer I, II, III . A exceção jurídica e o governo da vida humana”.

O biólogo Uwe Schulz, nascido em Berlim, na Alemanha, e radicado há 16 anos no Brasil, docente na Unisinos, conta aspectos de sua trajetória pessoal e profissional.

A todas e a todos uma ótima semana e uma excelente leitura.

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