Edição 369 | 15 Agosto 2011

Editorial

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Redação

Os 300 anos de nascimento do filósofo David Hume ensejam a IHU On-Line desta semana. Inquietante a ponto de despertar Kant de seu “sono dogmático”, o escocês é conhecido, sobretudo, em função de seu ceticismo e por apontar a impossibilidade de a razão abarcar as ideias, o mundo e seus fenômenos. Para debater a importância do legado humeano, a revista entrevistou diversos especialistas brasileiros.

Dogmatismo e perseguição científica ou religiosa estavam entre os grandes temores do pensador, avalia Lívia Guimarães, professora da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, e representante no Brasil da Hume Society.

Para o coordenador do PPG em Filosofia da Unisinos, Adriano Naves de Brito, a filosofia contemporânea tem valorizado a obra desse pensador.

Na opinião de Andrea Cachel, do Instituto Federal do Paraná, a atualidade de Hume se dá principalmente em função de suas facetas crítica e naturalista.

Os limites da razão e um ceticismo mitigado são o tema explorado pelo coordenador do curso de Direito da Unisinos, André Luiz Olivier da Silva, que pontua o fato de sermos pouco racionais para realizar escolhas, e estas estão, em sua maioria, “envolvidas por percepções sensíveis”. O contato com o mundo empírico é que faz surgirem as ideias no sujeito, diz, apoiado na filosofia humeana.

O ceticismo e o naturalismo são facetas que se unem no pensamento de Hume, aponta Bruno Pettersen, da Faculdade Jesuíta de Teologia e Filosofia – Faje. Isso abre espaço para a investigação da racionalidade.

César Kiraly, da Universidade Federal Fluminense – UFF, afirma que investigar é um processo destrutivo, e na filosofia humeana a destrutividade é um imperativo moral.

Eduardo Barra, da Universidade Federal do Paraná – UFPR, examina o problema da indução e suas incursões “devastadoras”. Conforme o pesquisador, a segunda metade da terceira Crítica de Kant busca reconstruir algo seguro sobre os escombros deixados pelo ceticismo humeano.

Maria Isabel Limongi, também da UFPR, analisa a compreensão do sujeito constituinte da experiência empírica enquanto uma novidade em relação à razão clássica moderna.

Completando o tema de capa, José Oscar de Almeida Marques, da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, debate a teoria da causalidade em Hume, e acentua a determinação mecânica das ocorrências no mundo.

“A direita aprendeu com os acontecimentos de 1961” afirma o historiador Jorge Ferreira, que estará na Unisinos participando do Seminário 50 anos da Campanha da Legalidade: memória da democracia brasileira, promovido pelo IHU no dia 18 de agosto. O seminário se desenvolve até o 1º de setembro de 2011.

O renomado economista Herman Daly, analisa as possibilidades de um planeta no qual todos possamos viver bem. O jornalista Denis de Moraes afirma que a “América Latina vive uma batalha midiática sem precedentes”, e que falta vontade política para democratizar a comunicação.

“Unesco desperta polêmica no debate sobre regulação da comunicação no Brasil” é o título do artigo de Gislene Moreira, doutora em Ciências Sociais e Políticas pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais – Flacso-México, e membro do Grupo Cepos.

A secretária Dinorá Huckriede revela aspectos de sua trajetória pessoal e profissional.

A todas e todos uma ótima semana e uma excelente leitura!

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