Edição 365 | 13 Junho 2011

IHU Repórter

close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Graziela Wolfart

Quem chega ao Posto de Atendimento da Unidade de Ciências Econômicas encontra seu sorriso e sua boa vontade em atender. “Sou uma pessoa fiel, batalhadora, persistente e consigo ficar calma para sempre estar à disposição de acolher e ajudar a resolver os problemas que chegam a mim”. Esta é Iolanda Pereira, entrevistada da edição desta semana no IHU Repórter. Conheça aqui um pouco mais desta colega da comunidade acadêmica.

Origens e percalços na infância – Nasci em Dom Feliciano, mas fui criada em Sapucaia do Sul, cidade da região metropolitana de Porto Alegre, pois a família veio toda para cá. Meu pai era mestre de obras, carpinteiro e pedreiro; e minha mãe cuidava da casa e dos filhos. Cresci num bairro simples, mas de boa vizinhança. Meus pais tiveram três filhos e eu sou a irmã do meio. Meu irmão mais velho era doente e faleceu com 19 anos. Minha infância foi conturbada em função da doença do meu irmão e a minha mãe passava muito tempo cuidando dele. Chegava a ficar 30 dias com ele no hospital. Meu pai também trabalhou muitos anos na antiga Varig. E minha mãe fazia faxinas e confeccionava sapatos para ganhar uma renda extra. Também tinha uma horta ao lado de casa, onde cultivava legumes para o consumo da família e para vender. E eu a ajudava. Hoje, meu pai e minha mãe moram na praia de Mariluz e meu irmão mais novo mora em Feliz.

Formação – Estudei até a quarta série do ensino fundamental no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Esteio. Era bem longe, porque morávamos em Sapucaia e eu tinha que ir a pé, por uma estrada de chão batido. Depois, estudei na Escola Polivalente, de Sapucaia, até a oitava série. Então, cursei o ensino médio na Escola Rubem Dario, nesta mesma cidade. Anos mais tarde fiz vestibular na Unisinos para Serviço Social e Comércio Exterior, mas acabei me formando em Psicologia, em 2009. Em seguida, fiz um MBA em Gestão de Pessoas, concluído no ano passado.

Vida profissional – Quando terminei o ensino médio vim trabalhar em São Leopoldo. Trabalhei em banco, em cartório, em vários lugares. Comecei a trabalhar na Unisinos em 1994, onde estou até hoje, há 17 anos.

Família – Sou casada há 11 anos com o Vicente. Temos dois filhos, o Giordano, de 8 anos, e o Murillo, de 5. Conheci o Vicente aqui na Unisinos. Ele era formando e me convidou para uma festa, onde me apresentou para toda a família. Casamos quando nós dois tínhamos 37 anos de idade. A maternidade me motiva a ser sempre melhor, pois sei que é olhando para mim que meus filhos aprendem os valores da vida.

Nas horas livres – Ficar com meu marido e meus filhos. Adoro ir para a cozinha com os meninos. Eles participam, querem cozinhar. A cozinha fica num estado lastimável, mas é divertido. A gente também faz piquenique na frente da lareira e deixa eles ajudarem a temperar a carne do churrasco.

Um sonho – Ter mais tempo. Tenho sempre a impressão de que me falta tempo na vida. Eu trabalho, gosto de estudar para me aperfeiçoar, e daí não tenho tempo para minha família, minha casa. Temos uma casa, com pátio, com jardim, e não conseguimos sentar ali, nem brincar com as crianças, porque tudo é uma correria.

Autor – Sidney Sheldon.

Livro O caçador de pipas, de Khaled Hosseini.

Filme O óleo de Lorenzo, de George Miller.

Unisinos – Uma criança crescendo. Quando entrei aqui a universidade parecia um colégio grande. Hoje, vejo tudo isso tão maior, mas ainda está em formação, com muito a dar para a comunidade. Os alunos da Unisinos não passam mais por aqui. Eles permanecem e fazem história na universidade.

Últimas edições

  • Edição 546

    Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

    Ver edição
  • Edição 545

    Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

    Ver edição
  • Edição 544

    Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

    Ver edição