Edição 361 | 16 Mai 2011

Cinco gerações contemporâneas. Uma descrição

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IHU On-Line

Em menos de 70 anos, cinco gerações deixaram suas marcas na sociedade contemporânea, ditaram tendências, costumes, mudaram comportamentos, sempre tentando definir uma identidade. Hoje, elas convivem e se “reinventam” a partir de um novo paradigma: a tecnologia. Conhecidas como Y e Z, as gerações do momento são multitarefas, nasceram com o boom tecnológico e não concebem a vida sem a internet. Tais comportamentos causam “estranhamento” aos antecessores, geram conflitos e aproximações. Buscando uma melhor compreensão de como esssas gerações se relacionam e lidam com as novidades tecnológicas, a IHU On-Line conversou com especialistas atentos ao comportamento da juventude.

Autor do livro Geração Y – O nascimento de uma nova versão de lí­deres, o consultor Sidnei Oliveira acredita que o “convívio destas cinco gerações já é, em si, um fato novo”. Para ele, a explosão tecnológica terá maior impacto na maneira como os jovens se relacionam com o trabalho. “As pessoas irão mesclar o trabalho com a vida pessoal e buscarão exercer um pouco mais da vida pessoal no ambiente profissional. Essa talvez seja a grande transformação que veremos nos próximos anos”, prevê.

Na mesma perspectiva, a psicóloga e professora de Gestão da Unisinos, Patrícia Fagundes, salienta que o atual conceito de liderança também será alterado em função do comportamento dos jovens. “A tendência é de que tenhamos líderes que compreendam a liderança menos como uma posição, e mais como um processo”.

Na avaliação do psicanalista Mário Corso, a principal diferença desta juventude é a condução do saber. Eles estabelecem uma relação de igual com seus superiores e o fato de não respeitarem hierarquias, explica, não deve ser compreendido como um desrespeito, e, sim, como “outra maneira de se portar”.

Zilda Knoploch, antropóloga e consultora de marketing, enfatiza que o acesso ao mundo virtual exige dos jovens teenagers “uma necessidade maior de adaptação” à vida real. Apesar de serem multitarefas, eles “ainda não aprenderam como transformar esta hiperexposição embriagante em conhecimento”.

Daniel Portillo Serrano, professor das Faculdades Integradas de Bauru – FIB, acredita que a fixação dos jovens pelas tecnologias se justificava muito mais pela novidade do que pela necessidade.

O jornalista Juremir Machado salienta que a internet trouxe muitas facilidades, mas ressalta que “o mundo continua praticamente o mesmo porque a organização da vida vai muito além da tecnologia.

Em outra perspectiva, o psiquiatra José Outeiral argumenta que as tecnologias criam uma “falsa sensação” de relacionamento afetivo entre a juventude e os sites de relacionamentos são utilizados como “uma fuga para as relações periféricas e fugazes.

Por sua vez, a socióloga Solange Rodrigues, do Iser Assessoria, analisa o interesse dos jovens pelas religiões e comenta como as redes se tornam um meio para buscar o sagrado.

Tendo em vista o fechamento da planta industrial da Azaleia na última semana, no município de Parobé, RS, o ex-professor da Unisinos e da UFRGS, Astor Hexsel, analisa o dilema da internacionalização de empresas nacionais e a responsabilidade social.

O sociólogo José Rogério Lopes, ministrante da palestra A imagética da devoção, que ocorre na próxima quinta-feira, 19-05-2011, no IHU, antecipa alguns aspectos de sua apresentação e a analisa as imagens religiosas como suporte ritual de demarcação social.

“Quase tudo como dantes no quartel televisivo do futebol brasileiro”, é o tema do artigo de Anderson David G. dos Santos, mestrando do PPG em Comunicação da Unisinos. Segundo ele, “o poderio da Rede Globo é reafirmado com imbróglio dos direitos de transmissão mesmo com limites estabelecidos pelo Cade”.

A revista IHU On-Line estará disponível nesta página, na segunda-feira, a partir das 16h, em html, pdf e na “versão para folhear“.

A edição impressa da revista circulará amanhã, terça-feira, no câmpus da Unisinos, a partir das 8h.

A todas e todos, uma ótima semana e excelente leitura!

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