Edição 355 | 28 Março 2011

Editorial

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IHU On-Line

A tragédia de Fukushima repõe na agenda do dia a opção da energia nuclear. Vale a pena que corramos tantos riscos? Trata-se de um debate difícil, mas necessário no momento atual. A IHU On-Line desta semana convidou especialistas de várias áreas do conhecimento para discutir o tema.

Na visão do jornalista Washington Novaes, especialista em meio ambiente, o Brasil poderia economizar 10% do que gasta com energia se investisse em programas de melhoramento de linhas de transmissão. “Não precisamos desse tipo de energia, porque temos outros vários formatos, como a eólica (...), a energia solar, das marés e as biomassas (etanol e outras).” Para o economista sul-africano David Fig, o apoio à energia nuclear é baseado em considerações ideológicas. Ele pondera que a energia nuclear impede o investimento em modelos energéticos alternativos. Já Francisco Rondinelli, diretor da Associação Brasileira de Energia Nuclear – ABEN, defende a manutenção de usinas nucleares no Brasil e afirma que os riscos de acidentes são muito pequenos. O físico Aquilino Senra Martinez também é favorável à energia nuclear e enfatiza que as novas tecnologias proporcionarão a ampliação desse modelo energético nos próximos anos. Na opinião do físico Heitor Scalambrini Costa, o Brasil “tem recursos suficientes para atender as necessidades energéticas até 2030 ou 2040 sem fazer uso na energia nuclear”. Para o conselheiro da Sociedade Angrense de Proteção Ecológica – Sapê, José Rafael Ribeiro, os empreendimentos nucleares Angra I, II e III desconsideram a população local. A falsa imunidade das usinas nucleares é o tema debatido pelo engenheiro Ricardo Baitelo, membro do Greenpeace.

Por sua vez, Mario Signore, filósofo italiano, afirma que a onipotência da ciência e da técnica é um sonho irrealizável e a geógrafa francesa Yvette Veyret, especialista em riscos, assinala a inexistência de um “risco zero” em nossa sociedade. Não existem fatalidades de cunho divino, mas situações que, quase sempre, podem ser previstas e evitadas.

Completa esta edição, mais duas entrevistas, um artigo e um relato. Uma entrevista é com Eleazar López Hernández, teólogo mexicano, realizada em Dacar, onde participou do Fórum Mundial Teologia e Libertação – FMTL – e do Fórum Social Mundial – FSM. A outra é com o historiador Luiz Vadico, professor titular da Universidade Anhembi Morumbi, que estará nesta semana aqui na Unisinos, abordando o tema Ficção e Imagens de Jesus no Cinema.

“A expectativa de um marco regulatório das comunicações e o PNBL” é o título do artigo de Valério Cruz Brittos, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos e Cláudio Mandarino, professor do curso de Educação Física da Unisinos, relata a sua trajetória pessoal e profissional.

A todos e todas uma ótima semana e uma excelente leitura!

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