Edição 353 | 06 Dezembro 2010

Rosane Martins da Rocha

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Por Graziela Wolfart

Quem vai até o posto de atendimento das Ciências da Comunicação da Unisinos conhece o sorriso dela: Rose é a entrevistada da edição desta semana, quando conta os aspectos mais marcantes da sua trajetória pessoal e profissional. “Tudo que fiz na minha vida eu faria de novo. Não me arrependo de nada. Sou uma pessoa calma e tranquila, até que me tirem do sério. Sou tolerante e justa. Procuro agir dentro dos parâmetros da imparcialidade. Estou sempre rindo e brincando. E aceito as pessoas como elas são. Sei conviver em paz e cordialmente, respeitando o outro. As pessoas falam em igualdade, mas não em respeito. Quando se aprende a respeitar o outro, ele passa a ser igual a nós”. Saiba mais sobre essa mulher que sonha em escrever um livro:
Rosane e sua marca registrada: o sorriso

Origens – Nasci em São Leopoldo. Minha mãe não trabalhava fora de casa e meu pai era taxista. Tenho três irmãos, sendo que o mais velho já é falecido. Aos 10 anos fui morar com meus avós, por opção minha. Eu amava demais meus avós e minhas referências de vida sempre foram eles. Eram pessoas simples, trabalhadoras, que me passaram valores éticos e morais que me orientam até hoje. Vivi com eles até quando me casei, aos 22 anos.

Formação – Estudei na Escola Irmão Weibert, aqui de São Leopoldo, depois na Escola Santa Terezinha, que era particular e não existe mais. A pessoa que mais me incentivou a estudar foi meu avô. Já na Unisinos, cursei Pedagogia com ênfase em educação na empresa. No ano que vem pretendo fazer uma especialização em gestão social.

Trajetória profissional – Trabalho desde os 14 anos de idade, mas a Unisinos sempre foi um objetivo para mim. Fui funcionária da empresa Amadeo Rossi durante seis anos e da empresa Guedes, que fabricava bolsas, por oito anos. Quando surgiu uma vaga aqui e comecei a trabalhar, em 1992, me apaixonei, tanto pelos professores como pelos alunos e pelo trabalho. Sou apaixonada pela Unisinos há 18 anos, que é o tempo em que estou aqui. Comecei como secretária da direção do “antigo centro 3” e desde 2000 trabalho no posto de atendimento das Ciências da Comunicação. Para mim, é um prazer vir trabalhar.

Sala de aula – Além de trabalhar na Unisinos, tenho outra atividade mais voltada para a área da Pedagogia, desde 2004. Dou aulas no Senai, no projeto “Soldado Cidadão”, que é uma parceria entre o Senai e o governo federal. Dou aulas para os soldados que estão dando baixa do quartel. Trabalho com a parte de cidadania e postura profissional. E leciono essas mesmas disciplinas para outros projetos vinculados ao Senai. É um trabalho que faço com prazer e que é muito gratificante; me dá um retorno muito positivo. Os alunos dizem que eu os faço se sentirem “gente”. Posso querer mais do que isso?

Família – Conheci meu marido na escola, no segundo grau. Fomos casados durante 18 anos e estamos separados desde 2004. Temos uma filha de 20 anos. Fui feliz no meu casamento, mas terminou porque tinha que terminar. Mantemos uma relação harmoniosa. Nossa filha se chama Angélli, e é a razão da minha vida. Somos muito amigas. Ela está cursando o ensino médio no Científico e termina no ano que vem. Adoro meus irmãos e meus sobrinhos.

Autores – Francisco do Espírito Santo Netto, Chico Xavier, Paulo Freire, Ruben Alves e vários outros.

Livro – A Cabana, de William Young; e As dores da alma, de Francisco do Espírito Santo Netto.

Filme – Nosso lar, de Wagner de Assis; e Minha vida na outra vida, de Marcus Cole.

Um sonho – Ter uma vida tranquila e ver minha filha bem. Outro sonho é escrever um livro, onde eu possa falar de experiências, ideias, pensamentos e vivências que possam levar o leitor a um momento de reflexão.

Nas horas livres – Adoro artesanato. Então, nas minhas horas de folga, eu caminho, leio e faço artesanato. Também gosto muito de praia.

Relação com Deus – Tenho muita fé e confiança em Deus, independente de qualquer doutrina. Ele está acima de tudo. Acredito que existe um caminho traçado, por isso que algumas coisas que queremos não se realizam. Tenho meus objetivos, mas sempre peço a avaliação d’Ele primeiro. Sou espírita praticante.

Unisinos – Uma porta para o mundo. Basta entrar aqui com clareza do que se quer. O simples fato de passar aqui por dentro modifica a vida das pessoas. Com a Unisinos, vemos que o mundo é muito maior do que se pode imaginar.

IHU – Um elo afetivo que une os diferentes públicos na Unisinos: alunos, funcionários, professores. É uma referência. Leio a revista sempre que posso, e reservo uma para um aluno que sempre vem buscar. Ele coleciona a IHU On-Line.

 

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