Edição 350 | 08 Novembro 2010

Editorial

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Redação

A preocupação ambiental e a conscientização de que os animais também são seres que merecem respeito e têm direito à vida estão levando muitas pessoas a aderirem ao vegetarianismo. A IHU On-Line desta semana entrevistou alguns militantes que optaram pelo vegetarianismo ou o veganismo e pesquisadores e pesquisadoras que estudam o tema.

A preocupação ambiental e a conscientização de que os animais também são seres que merecem respeito e têm direito à vida estão levando muitas pessoas a aderirem ao vegetarianismo.A IHU On-Line desta semana entrevistou alguns militantes que optaram pelo vegetarianismo ou o veganismo e pesquisadores e pesquisadoras que estudam o tema. Para Claudia Lulki, nutricionista vegana, o vegetarianismo tem cada vez mais a compreensão de seu papel político e econômico no debate do que é ético. E argumenta: “se mudamos o foco central da alimentação para o mundo vegetal com sua infinita diversidade e se utilizarmos as terras agricultáveis para aumentar a produção de alimentos vegetais, teremos saúde ampla”. De acordo com Márcio Linck, da União Protetora do Ambiente Natural – UPAN, “na atual conjuntura, não há como o discurso ambiental ser moralmente respeitado e aplicável e eticamente aceitável, se não incorporar a defesa do vegetarianismo e do veganismo”. Para Adriano Caceres, engenheiro florestal e diretor do documentário Olhe nos Olhos, o vegetarianismo desponta como estilo de vida capaz de recuperar a saúde debilitada das pessoas e promover a manutenção de um estado de saúde pleno dos indivíduos.Na avaliação de Julio Cesar Acosta Navarro, cardiologista clínico no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, o vegetarianismo é um termo amplo, que envolve aspectos de índole filosófica, religiosa e atualmente até ambiental. Para a antropóloga Maria Eunice Maciel a alimentação humana vai muito mais além da simples sustentação da vida. Na avaliação da socióloga e ativista pelos direitos dos animais, Eliane Carmanim Lima, “as pessoas não querem mais se alimentar de animais” o que é uma revolução cultural que rompe “com esta lógica de que o homem é o centro do universo”.


Completam esta edição mais duas entrevistas. Uma com o historiador, jornalista e professor da Universidade de Passo Fundo, Tau Golin, sobre as missões jesuíticas do Paraguai e outra com o geólogo Roberto Naime, professor na Universidade Feevale.


Por sua vez, os economistas Fernando Ferrari FilhoMansueto de Almeida, avaliam a atual conjuntura econômica internacional e seus possíveis impactos na política econômica a ser implementada pela Presidente eleita do Brasil.


Completa esta edição a descrição do perfil de Bartomeu Melià, jesuíta, pesquisador do Centro de Estudos Paraguaios Antonio Guasch e do Instituto de Estudos Humanísticos e Filosóficos de Assunção, Paraguai e o artigo “O ostracismo imposto às discussões sobre regulação da comunicação”, de Júlio Arantes Azevedo, Anderson, David G. dos Santos e Rafael Cavalcanti Barreto, membros do Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade – CEPOS.


A todas e a todos uma ótima semana e uma excelente leitura.

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