Edição 347 | 18 Outubro 2010

Editorial

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Redação

Há 400 anos faleceu Matteo Ricci, italiano de Macerata, que lançou uma ponte do Ocidente com a China. Pouco conhecido no Brasil, a vida e a obra deste jesuíta foi motivo de incontáveis eventos realizados em várias partes do mundo, especialmente na Europa e na Ásia. A IHU On-Line desta semana, na vigília da celebração de outro quarto centenário, o das Reduções Jesuítas na América do Sul, entrevistou pesquisadores especializados nos estudos da obra de Ricci.

Há 400 anos faleceu Matteo Ricci, italiano de Macerata, que lançou uma ponte do Ocidente com a China.

Pouco conhecido no Brasil, a vida e a obra deste jesuíta foi motivo de incontáveis eventos realizados em várias partes do mundo, especialmente na Europa e na Ásia.

A IHU On-Line desta semana, na vigília da celebração de outro quarto centenário, o das Reduções Jesuítas na América do Sul, entrevistou pesquisadores especializados nos estudos da obra de Ricci.

De acordo com o historiador italiano Eugenio Menegon, da Boston University, EUA, Ricci promoveu um verdadeiro encontro entre Oriente e Ocidente, respeitando os pressupostos chineses e contestando outros, europeus. Gianni Criveller, italiano radicado em  Hong Kong, analisa o legado de Ricci na busca da relação entre fé e ciência e do diálogo inter-religioso. O teólogo e filósofo italiano Filippo Mignini lança a hipótese de Ricci como um precursor da globalização, tendo em vista sua perspectiva missionária “universal e universalizante”. O belga Nicolas Standaert contribui com um artigo no qual analisa como os chineses e sua cultura modelaram Matteo Ricci.

Para o advogado chinês Qian Xiangyang, estudioso do pensamento de Ricci, sua missão teve sucesso no Império do Meio porque não subestimou o país e sua cultura, e pautou-se pela amizade e não violência. Complementando o debate, o brasileiro Roberto Mesquita Ribeiro, diretor do Centro de Estudos Chineses da Companhia de Jesus em Pequim, observa que as contribuições de Ricci à ciência e sua atenção à amizade são heranças fundamentais para a Igreja em nossos dias. Também contribui com o debate Antoni Üçerler, da Universidade de São Francisco, EUA.

Completam esta edição três outras entrevistas e dois artigos. Luiz Fernando Medeiros Rodrigues, professor na Unisinos, analisa os aspectos etnográficos do filme Hábito Negro e reflete sobre a relação estabelecida entre indígenas e jesuítas. Um discurso teológico que dá razão à esperança é o tema do teólogo sueco e luterano Olle Kristenson, refletindo sobre a contribuição da obra de Gustavo Gutiérrez quase 40 anos depois do lançamento da sua obra Teologia da Libertação. Perspectivas.

A relação mídia/eleições/religião é analisada por Antônio Fausto Neto, professor do PPG em Comunicação da Unisinos.

Por sua vez, a mestranda em Comunicação Ana Maria Oliveira Rosa escreve o artigo Padrão nipo-brasileiro de TV digital: expansão e incertezas e Castor Bartolomé Ruiz, professor e pesquisador do PPG em Filosofia da Unisinos, comenta o livro Direito à justiça, memória e reparação: a condição humana nos estados de exceção.

A todas e todos uma ótima leitura e uma excelente semana!

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