Edição 317 | 30 Novembro 2009

Editorial

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IHU Online

Euclides da Cunha e Celso Furtado

"Antônio Cândido nomeou Gilberto Freyre, Caio Prado e Sérgio Buarque como demiurgos do Brasil, com muita pertinência, Francisco de Oliveira acrescentou Celso Furtado a este pantheon”, lembra José Saraiva Cruz, na entrevista à IHU On-Line desta semana. Por sua  sua vez, esta edição completa este pantheon com Euclides da Cunha.

Assim, nos 50 anos da publicação do livro Formação Econômica do Brasil e nos 100 anos da morte de Euclides da Cunha, especialistas na obra de Celso Furtado e estudiosos de Os Sertões estão presentes nesta edição buscando compreender melhor o nosso País.

Refletindo sobre o projeto de País proposto por Celso Furtado, contribuem no debate sobre a importância e atualidade do livro A Formação Econômica do Brasil, João Trajano de Lima Sento-Sé, sociólogo e docente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ; José Carlos Braga, economista e professor do Instituto de Economia da Unicamp; André Moreira Cunha, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS; o sociólogo José Saraiva Cruz; e Marcos Formiga, professor da Universidade de Brasília – UnB.

Em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio, esta edição se debruça, igualmente, sobre alguns aspectos do clássico Os Sertões. Comentam a vida e a obra de Euclides da Cunha, Joana Luíza Muylaert de Araújo, professora associada do Instituto de Letras e Linguística da Universidade Federal de Uberlândia – UFU; Mauro Rosso, ensaísta; Cláudio Aguiar, ex- professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco; Leonardo Vieira de Almeida, escritor e doutorando em Estudos de Literatura Brasileira pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio; e Ricardo Oiticica, pesquisador da Cátedra Unesco de Leitura PUC-Rio.

“A Era dos Movimentos Sociais acabou”, atesta Rudá Ricci, sociólogo, professor da PUC-MG. Na entrevista, publicada nesta edição, o sociólogo constata que a era dos movimentos sociais “foi marcada pela hegemonia do ideário participacionista”. No entanto, continua, “neste século, a hegemonia é do profissionalismo da política, a capacidade de governança, o retorno de quem fez política nos bairros e fábricas para suas casas e conversas com amigos. A política, agora, é coisa de quem ganha para isto. Trata-se de um forte padrão de americanização da política nacional”.

A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) é o tema da Coluna Cepos  - Grupo de Pesquisa Comunicação. Economia Política e Sociedade, que a IHU On-Line publica semanalmente.

A todos e todas uma ótima semana e uma excelente semana!

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