Edição 313 | 03 Novembro 2009

Um perfil de Simone Weil

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Miguel Ângelo Guimarães Juliano

Miguel Ângelo Guimarães Juliano, professor de Filosofia do Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora, MG, descreve o perfil de Simone Weil. Doutor em Teologia pela Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio, com a tese Mística e ética em Simone Weil (2005), e conhecedor da obra da escritora e filósofa francesa, Juliano descreve, especialmente para a IHU On-Line, o ambiente familiar e os sentimentos marcantes da personalidade de Simone Weil, como a compaixão. “Essa compaixão precoce desenvolve nela a compreensão da dignidade de cada ser humano como portador de um valor absoluto, que traduz uma forma precoce do ideal kantiano do imperativo de humanidade como fim em si”.

Juliano é graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Juiz de Fora, mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Lateranense, de Roma.

Confira o artigo. Os subtítulos são nossos.

Simone Weil nasceu em Paris a 3 de fevereiro de 1909 e morreu na noite de 24 de agosto de 1943. Seu pai, o Dr. Bernard Weil, judeu de origem alsaciana, era médico; sua mãe, Selma Weil, era de origem russa. André, seu irmão, foi um precoce matemático. Crescendo num ambiente apaixonado pela cultura, Simone, com seis anos, recitava Corneille  e Racine,  e fazia, juntamente com seu irmão, algumas apresentações de peças teatrais. Na casa dos Weil se respirava um ambiente literário e se falava sobre todos os assuntos. À literatura e à poesia se somavam as acaloradas discussões sobre os acontecimentos que se desenrolavam no cenário político e intelectual do início do século XX. O ambiente familiar era aberto e permeável a um estilo de vida marcado pela viva experiência de liberdade; poder pensar, dizer e expressar o que se julga importante é também permitir que os outros possam dizer o que pensam a respeito do que se conversa. O lar é também o lugar do aprendizado da vida política. A inteligência e a pesquisa livres de preconceitos projetam o coração dos membros da família para as grandes questões do seu tempo. Os Weil se amavam muito, e as crianças interagiam com seus pais. Às vezes, as crianças se divertiam à mesa quando notavam que seus pais, ao procurarem deixar um para o outro o prato de que mais gostavam, comiam sempre o que menos gostavam, sem proveito para ninguém.

A pequena Simone sabia o que significava solidariedade e empenhava-se desde muito cedo a não ter mais do que o necessário para viver. Essa compaixão precoce desenvolve nela a compreensão da dignidade de cada ser humano como portador de um valor absoluto, que traduz uma forma precoce do ideal kantiano do imperativo de humanidade como fim em si. Simone Pétrément narra, em sua biografia, que durante a primeira guerra mundial ela adotara um soldado que estava no front, como afilhado de guerra, fazendo pequenos trabalhos domésticos com os quais ela recebia uns trocados para enviar a este seu afilhado. Muitos gestos de solidariedade são apresentados pela sua biógrafa no sentido de demonstrar a resoluta decisão em participar da vida dos últimos da Terra.

Essas atitudes já antecipam aquela ideia de uma sociedade solidária e uma política profundamente marcada pelo sentido dos nossos deveres para com os outros seres humanos. A ordem política deve ser definida pelo senso de justiça como virtude fundamental da convivência humana, sem a qual as ideias de igualdade e fraternidade não passariam de propaganda e espetáculo, como ocorre de fato com os discursos políticos atuais. O que interessa é permitir e incentivar uma conversação cada vez mais informada pela pesquisa e pela capacidade de dialogar com franqueza e abertura de espírito ao que o outro diz. A vida política pode ser norteada por uma postura que interliga o saber bem informado e os compromissos que os membros de uma comunidade são capazes de estabelecer em virtude dessa abertura da inteligência. Uma política não esclarecida ou mal informada só interessa aos inimigos da inteligência, incapazes do diálogo franco.

Ensinamentos

Simone cresceu numa atmosfera alegre e luminosa. Os Weil também gostavam de morar junto à natureza, mudando sempre de casa devido ao trabalho do pai que era médico. A admiração pela natureza estará sempre presente em seus escritos. Essa percepção ganha força e um significado todo especial, por ser uma mediação entre a natureza bruta e o engenho de uma liberdade que a transforma. Através do trabalho humano, como ela irá testemunhar alguns anos mais tarde, o homem se torna natureza transformada; e entrando no ciclo das transformações, concede ao seu próprio corpo uma participação viva no mistério do Espírito que habita o mundo. Como natureza transformada, o homem resgata o pacto com o mundo natural, devolvendo às suas próprias criações o autêntico significado de uma espiritualidade do trabalho. Essa temática faz parte de seu estilo de vida e de seu pensamento desde o início. Ela irá alcançar um significado multifacetado no estilo filosófico de pensamento, na opção pela participação direta na vida política e, finalmente, nas intuições metafísicas e religiosas dos últimos anos de sua vida. Ofereço apenas algumas pistas para uma compreensão mais ampla do seu pensamento, compreendendo-o a partir de sua preocupação com uma perspectiva de fundo que tende a buscar níveis de compreensão sempre mais amplos para o significado de seu desejo pela verdade; o que, em Simone Weil, nada tinha de projeção em fantasias pessoais ou que pudesse mesmo ser redutível a uma biografia empolgante e envolvente. Traço apenas algumas intuições iniciais que precisam ser pesquisadas a partir da leitura de suas obras, pretendendo despertar o interesse do leitor pelos traços mais gerais de sua pesquisa, tendo em vista fazer uma homenagem à memória dos seus cem anos de nascimento. Meu objetivo, porém, é o de incentivar o leitor a tornar-se também um interlocutor, fazendo com que seja capaz de perguntar se o que ela diz é verdade, como ela mesma se propôs.

A filósofa

Simone Weil é dotada de uma filosofia de difícil penetração por causa da riqueza de detalhes com a qual ela enlaça os temas entre si. De fato, o seu pensamento está enredado em sua vida, o que não pode, contudo, fazer-nos esquecer de traçar os conceitos que direcionam sua reflexão filosófica. Sua permanente discussão com grandes nomes da filosofia como Platão,  Descartes e Kant, para citar alguns exemplos, fazem dela uma autêntica pensadora do espírito de liberdade e da força da razão argumentativa. É o que nos faz pensar a tarefa da razão em diferentes direções. Ela não teme discutir alguns temas exigentes da filosofia e, sobretudo, o das relações entre a ciência moderna, a cultura de massa e a formalização de uma linguagem apta a redimensionar a experiência humana nos próximos séculos nos termos de redescoberta do papel de um cristianismo profano frente a um cientificismo raso. Um traço marcante de sua obra é o desenvolvimento da reflexão filosófica em permanente diálogo com o passado em função das urgências do tempo presente. 

Com um penetrante olhar filosófico, ela consegue perceber, através dos problemas levantados pela cultura do seu tempo, a dificuldade que se abre para uma ciência submetida à massificação do saber científico na técnica. E uma técnica que está mais empenhada em glorificar o saber utilitário, aumentando sobremaneira o fosso entre os movimentos do corpo e a formação de uma razão exigente através do pensamento. A luta de Simone no front do pensamento filosófico foi certamente o que mais exigiu dela e permanece ainda um desafio para a cultura. O homem de cultura tem uma responsabilidade incontornável no que se refere à criação de conceitos e à determinação destes na experiência vivida. Ela deixou precisas reflexões sobre os temas que mais chamam a atenção nos dias de hoje. Os problemas de ordem antropológicos na relação entre indivíduo e sociedade; os conceitos fundamentais para compreender a articulação entre a dimensão intelectiva e física da experiência humana, seja no âmbito de um saber especializado ou nas exigências que estimulam o cotidiano; a questão do desenvolvimento da cultura científica e suas relações com dimensões espirituais tão importantes para o conceito de ser humano; uma complexa análise do processo de construção de símbolos e suas relações com o trabalho humano; uma interpretação da história universal segundo um procedimento não cumulativo e nem quantitativo, mas segundo o reconhecimento de culturas subterrâneas esquecidas, em seu aparato metafísico e religioso; uma aguda percepção dos nexos entre a matemática abstrata e a formulação de signos relativos à experiência positiva e não-positiva dos eventos; a equiparação dos sistemas linguísticos e simbólicos das tradições que uniam religião e conhecimentos empíricos, como são hoje vulgarizados pelos conceitos genéricos de cultura oriental; uma percepção unificada e complexa de códigos pré-científicos que podem indicar uma linha de continuidade entre as religiões, as operações técnicas e organização social, e que poderia colocar em questão evidências naturalistas e contratualistas que explicam a origem da vida social. De maneira audaciosa e fundamentada, ela estabelece grandes linhas de continuidade entre as ciências antigas, encontradas entre os gregos, os povos do oriente e a tradição judaico-cristã.

Esses escritos encontram-se concentrados nos Cahiers, que são anotações feitas durante os anos de 1933 a 1942 (sobretudo nos anos que vão de 1941 a 1942) no sentido de dar conta de um dos desafios postos pelo amigo Padre Perrin, que era o de unir uma cultura científica e profana a uma cultura de inspiração profundamente religiosa. Concepções que poderão, no futuro, modificar nossa visão dos acontecimentos históricos e o desenvolvimento das relações entre as ciências em geral e o conhecimento que temos do ser humano. É impressionante notar que esse tipo de preocupação tenha se estabelecido entre nós muito tempo depois de ter sido colocado em questão o problema do reencantamento do mundo e que tende a seguir, infelizmente, num sentido oposto ao proposto por ela. O reencantamento hoje aparece como revanche das interpretações religiosas contra as ciências em geral. Simone Weil havia pensado a possibilidade de encontrar traços comuns de afinidade entre ciência e espiritualidade. Ela tinha consciência dessas relações bem como dos riscos de uma assimilação incerta entre esses dois âmbitos da experiência humana. Ela parece acenar para o ressurgimento de uma metafísica diversa da tradição comumente conhecida entre nós. Tal metafísica não teria outra missão senão a de reorientar um modo de vida renovado em instituições e opções pessoais, moldados pela compreensão global das grandes questões levantadas pela cultura atual. Ela fala então de uma recriação do homem e da cultura moderna, sem propor-se nos termos de uma revanche. A ciência, a literatura e a espiritualidade não poderiam se separar de um projeto novo de ser humano. Essa articulação deveria possibilitar uma nova maneira de estabelecer coexistência entre os homens, as culturas e a ordem produtiva e de pesquisa. As nossas disputas em torno dos problemas éticos sobre as descobertas científicas pareceriam disputas sem fundamento por faltarem o compromisso com uma orientação de fundo ao mesmo tempo metafísica, espiritual e moral.

Ninguém poderia assumir uma posição como a mais defensável, supondo que o seu modo de propor a solução dos problemas torna inválido e desprovido de sentido a compreensão que o outro tem desse mesmo problema, se fosse capaz de pensar sua maneira científica de abordar tal problema como resultante de uma operação, ao mesmo tempo, espiritualmente defensável. O que ela entende por uma espiritualidade renovada da cultura é o que deixo para as pesquisas dos leitores. Indico a possibilidade de encontrar estes temas nos seus Cahiers. Ela não teria aprovado a posição dos que defendem a separação entre ciência, saber ético e espiritualidade. 

Apesar do depoimento da senhora que cuidava da pequena Simone, “Simone é uma santa!”, ela, às vezes, fica irritada com esses gestos de simpatia, que dão a entender que tudo não passa de um traço de sua personalidade. Não, ela não somente é assim, mas sabe que esta é uma atitude defensável diante de qualquer um. Nossa razão não precisa de justificativas extraordinárias. Para ela, as pessoas não deveriam considerar como exceção um gesto que tem sua razão de ser na consciência da própria responsabilidade. A santidade para algumas pessoas requer um tipo de investimento que rejeita de maneira desonesta e irresponsável o reconhecimento desta Terra como nossa verdadeira pátria. O mundo está estranhamente dividido entre aqueles que fazem dele um lugar de passagem e aqueles que se consagram em sonhar com um paraíso terrestre. Como uma filósofa da ação, Simone Weil não se detém em admitir a atitude dos que ficam à espera de um milagre ou a intervenção de uma força superior para mudar os rumos das coisas. Acredita na força da inteligência animada pela do amor gratuito e empenhado em favor de um mundo melhor. Não crê que isto seja obra de ficção romântica. Toma atitude de rejeitar o que não está à altura das exigências do tempo presente. Por isso recusa as honras e o reconhecimento pessoal ao chamar os homens de cultura a assumirem uma posição capaz de responder lucidamente aos desafios postos pela miséria e pela falta de liberdade.

O apreço que temos por sua vida e suas obras não deve obscurecer as exigências que sua leitura nos impõe, pois, entrar em contato com seu pensamento nos desafia nos termos por ela postos: “o sábio tem por finalidade a união de seu próprio espírito com a sabedoria misteriosa eternamente inscrita no universo” e uma vez que a separação entre ciência e espírito religioso não faz sentido, ele deve conceber “que a investigação científica só pode ser uma forma de contemplação religiosa” (FIORI, 1993, p. 166); e que não devemos nos iludir quanto à exigência de uma inteligência perspicaz e, ao mesmo tempo, responsável por toda criação em sua ordem interna de sentido. Há inúmeras leituras possíveis de suas obras, mas em todas uma tal exigência permanece como um traço incontornável. Seus leitores têm em comum o fato guardar por ela certo sentimento de afeição, chamando atenção para a dimensão religiosa, política ou filosófica de seus escritos. Suas palavras e sua escrita são de uma admirável penetração e conseguem dizer algo que gostaríamos alguma vez ter pensado ou esboçado apenas. Há sempre um certo sentimento comum que cobre o coração de seus leitores assíduos: a força de uma palavra que não precisa excluir ninguém, nem qualquer tema,  e que traz um certo incômodo por sabermos que algo não se coaduna com nossa maneira habitual de encarar a vida. Temos, sim, algo a aprender com ela. E os seus textos são um convite a essa aventura.

Termino com uma citação de Emmanuel Gabellieri, o filósofo que mais tem chamado atenção para a ideia de uma filosofia da mediação em Simone Weil, e que nos convida à aventura do pensamento filosófico para além das estreitas formulações teóricas de uma metafísica desencarnada, ao citar nossa autora, cujas consequências espirituais para a cultura são inegáveis: “assim, nos últimos meses de sua vida, foi para ela um martírio não poder conciliar e ‘...pensar conjuntamente na verdade a infelicidade dos homens, a perfeição de Deus e a ligação entre os dois’.” (GABELLIERI, E. Simone Weil: uma filósofa da mediação e do dom., p. 213. Em: di NICOLA, G. P. e BINGEMER, M. C. L. Simone Weil, ação e contemplação).

Saiba mais: pequena indicação bibliográfica

Os inúmeros escritos de Simone Weil são, em grande parte, póstumos, e a história de sua publicação, bem complexa. Os títulos das obras foram dados pelos editores e os seus amigos. Nelas estão reunidos diversos artigos, ensaios entre outros que Simone Weil escreveu de forma não sistemática. Ela segue duas correntes paralelas: uma, por iniciativa do Pe. Jean-Marie Perrin e Gustave Thibon, e outra, feita por sua família e Albert Camus. Ao P. Perrin, deixou seus ensaios espirituais, sua meditação sobre o amor de Deus, o seu comentário ao Pai-nosso e sua pesquisa sobre os gregos, que faziam parte do diálogo mantido com ele entre junho de 1941 e a primavera de 1942. O P. Perrin os publicou no texto que recebeu o título Attente de Dieu, em 1949. As traduções e comentários aos textos gregos apareceram com o título Intuitions pré-chrétiennes em 1951. Para Gustave Thibon, deixou onze cadernos muito densos, Thibon publica apenas uma quinta parte desses cadernos de Marselha com o título La Pesanteur e la Grâce em 1947. Outra corrente de escritos vem com a chegada da família Weil a Paris, em 1949. Sua família reúne alguns textos entregues por Pierre Honnorat e por Simone Pétrement. Closon e outros amigos enviam à família os manuscritos de Londres. Os Weil devem limitar-se na organização dos textos à sua disposição, especialmente, os sete Cahiers d’Amérique e o Carnet de Londres, juntamente com inúmeros textos e fragmentos inéditos dos anos trinta. Albert Camus publica pela Gallimard, na coleção Espoir, o ensaio L’Enracinement. Prélude à une déclaration des devoirs envers l’être humain, em 1949. Em 1950, os Cahiers d’Amérique e o Carnet aparecem com o título La Connaissance surnaturelle. Os outros cadernos apareceram com o título Cahiers entre os anos de 1951-56, pela Plon. As suas obras completas estão em andamento pela Gallimard, intulada Euvres Complètes (OC): - Tome I :  Premiers écrits philosophiques ; - Tome II : Écrits historiques et politiques, volumes 1, 2, 3 ; – Tome III :  Poèmes et Venise sauvée; – Tome IV : Écrits de Marseille, volumes 1 et 2 ; Tome V : Écrits de New York et de Londres, volumes 1 et 2 ; Tome VI :  Cahiers (vol. 1-4), Tome VI : Correspondance, volumes 1, 2 et 3. Emmanuel Gabellieri numa pequena apresentação do pensamento e das obras de Simone Weil conclui, afirmando que a filosofia de Simone Weil, em sentido amplo do termo, é um raro testemunho na história do seu tempo que une especulação filosófica, empenho e mística, e completa com uma interessante observação: « la singularité de Simone Weil est d’ignorer le dilemme entre immanence et transcendance, Amor Mundi et Amor Dei, qui ne cesse d’agiter la (post) modernité.» GABELLIERI, E. Simone Weil. Paris: Eclipses, 2001. p. 33. Veja também outros autores: VETÖ, M. La métaphisique religieuse de Simone Weil. 1971; ________. La metafísica religiosa di Simone Weil. Casalecchio: Arianna, 2001. p. 6; CHENAVIER, R. Découvrir Simone Weil. Cahiers de Meylan, 2001-1. p. 4. Sua biografia foi realizada por Simone Pétrément numa monumental obra na qual encontramos muitos detalhes sobre sua vida e suas obras. Cf. ________. La vie de Simone Weil. Paris: Fayard, 1973. Ver também o texto de Gabriella FIORI. Simone Weil – Une femme absolue. Paris: Ed. Du Félin, 1993. O testemunho do Padre Perrin pode ser acrescentado à sua biografia, para os que se interessam pelas questões religiosas. Cf. PERRIN, J.-M.; THIBON, G. Simone Weil telle que nous l’avons connue. 1952. Uma rica fonte de informações sobre o contexto histórico e os embates teóricos nos quais o pensamento de Simone Weil está inserido podemos ainda encontrar no excelente estudo feito por Domenico Canciani. Cf. CANCIANI, D. Tra sventura e bellezza. Riflessione religiosa e esperienza mística in Simone Weil. Roma: Lavoro, 1996. No Brasil, o interesse por suas obras tem crescido paulatinamente. Algumas traduções de suas obras foram publicadas pela EDUSC, mais recentemente. Um grupo de estudiosos tem se reunido periodicamente para estudar suas obras e os diferentes temas por elas abordados em vista do diálogo com questões que têm surgido na cultura atual. Cito alguns textos apenas: NICOLA, G. P. / BINGEMER, M. C. L. Simone Weil – Ação e Contemplação. São Paulo: EDUSC, 2005; BINGEMER, M. C. L. Simone Weil e o encontro entre as culturas. Rio de Janeiro: PUC e Paulinas, 2009.

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