Edição 306 | 31 Agosto 2009

O universo não foi criado para nós

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Márcia Junges

Historiador inglês Pietro Corsi acentua originalidade e atualidade de A origem das espécies e credita a seu autor o mérito de nos convidar a uma investigação séria sobre “o pressuposto bastante desarrazoado de que o universo todo foi criado para nós”

Um livro notável e inovador. Assim o historiador Pietro Corsi, da Universidade de Oxford, Inglaterra, define A origem das espécies, de Darwin. Junto da genialidade darwiniana, ele destaca, também, a importância de Wallace como seu predecessor. Contudo, assinala, “muito poucos naturalistas do século XIX aceitavam a centralidade da seleção natural no processo evolutivo”. E acrescenta que algo intrigante para Darwin eram “as implicações antropomórficas da ideia de complexidade. Por que um molusco deveria ser visto como menos “elevado” do que um tigre ou um ser humano? Por que ficamos dizendo que o ser humano é o mais complexo e “perfeito” de todos os animais?”

Corsi se diz apavorado com as campanhas contra o ensino de Darwin nas escolas: “Apavorado não só por causa de sua falta de compreensão da história e da natureza, mas também da total falta de compreensão do que são pesquisas e atividades intelectuais. Darwin representou indubitavelmente um momento importante na história da ciência e no processo pelo qual os seres humanos aprenderam a olhar o que são e de onde vieram”. Questionado se Darwin, a exemplo de Copérnico, lançou mais um dardo contra o antropocentrismo, foi categórico: “Temo que eu não pense que o antropocentrismo recebeu qualquer golpe de Darwin nem de Copérnico. Na última década do século XX e na primeira década do século XXI, o antropocentrismo tristemente até está fazendo falta, se olharmos para a ascensão da intolerância e a completa bestialidade dos seres humanos contra eles mesmos, revelada pelo uso legal de tortura por parte de países que reivindicam ser os bastiões da democracia e dos direitos humanos”. E arremata: “Darwin certamente convidou todas as pessoas a investigar séria e criticamente o pressuposto bastante desarrazoado de que o universo todo foi criado para nós”. Duas boas razões para continuar lendo Darwin são utilizar sua obra “como um modelo de raciocínio científico e como um autor crucial para se entender a vida intelectual, política e social dos dois últimos séculos. Ler Darwin dentro da história de sua época significa fazer perguntas importantes também sobre nossa própria época”.

Professor Catedrático de História das Ciências na Universidade de Oxford, Corsi é um dos maiores especialistas mundiais da história da Ciência e Tecnologia do século XVIII, e particularmente do período pré-Darwin. Entre dezenas de trabalhos acadêmicos, foi inovador na utilização da Internet como ferramenta de difusão dos documentos e legados históricos, tendo sido o autor e responsável científico pelos sites oficiais de biólogos eminentes desta época, mormente de Buffon (http://www.buffon.cnrs.fr/) ou de Lamarck (http://www.lamarck.cnrs.fr/). Entre outros, é autor de Information Sources in the History of Science and Medicine (London: Butterworth Scientific, 1983); Science And Religion: Baden Powell And The Anglican Debate, 1800-1860 (Cambridge: Cambridge University Press, 2008). Está no prelo, a ser lançada em 2010, a obra Evolution before Darwin. Em 10 de setembro, Pietro Corsi proferirá a conferência Histórias não contadas: a questão das espécies antes de Darwin, dentro da programação do X Simpósio Internacional IHU: Ecos de Darwin.

Confira a entrevista.

IHU On-Line - Qual era a situação dos estudos das espécies antes de Darwin?

Pietro Corsi - No esboço histórico que Darwin acrescentou à terceira edição de A origem das espécies, ele listou 37 autores que, de alguma maneira, tinham “antecipado” seu trabalho. Alguns tinham proposto um mecanismo selecionista para explicar como as variedades surgem e se preservam; outros, como Lamarck,  expressaram sua crença num desenvolvimento progressivo da vida ao longo de toda a história da Terra. A respeito de alguns, ele escreveu que todas as informações que podia reunir vinham de fontes secundárias contemporâneas, como, por exemplo, as obras publicadas por Isidore Geoffroy Saint-Hilaire . Assim, Darwin mencionou que, de acordo com Isidore, Bory de Saint-Vincent  provavelmente acreditava na transformação das espécies. De modo geral, os historiadores seguiram a indicação de Darwin e aceitaram sua concepção de que o debate sobre as espécies era praticamente não existente até 1859, ou ao menos que o debate se caracterizava por expressões rapsódicas e desconexas de dúvida referente à estabilidade das formas orgânicas. Entretanto, é possível reconstruir um quadro muito diferente, baseado na leitura sistemática de periódicos, dicionários, correspondências e discursos públicos e relatos de reuniões de sociedades científicas em toda a Europa desde o final da década de 1790 até a publicação do livro de Darwin. Além disso, é intrigante ver como Darwin negou que estivesse consciente das crenças transformistas de um autor como Bory, cujas obras ele tinha lido durante a viagem com o Beagle e comentado até meados da década de 1840.

IHU On-Line - Quais são as histórias não contadas que irá discutir no Simpósio Ecos de Darwin, da Unisinos?

Pietro Corsi - Vou tentar mostrar que, no início da década de 1800, e, de novo, durante as décadas de 1820, 1840 e 1850, vários autores atuantes em diferentes países europeus debateram questões como a distribuição geográfica de animais e plantas, a sucessão das espécies ao longo da história da Terra ou a possibilidade de descobrir o mecanismo responsável pelo crescimento embrionário individual e pelo crescimento de estruturas orgânicas cada vez mais complexas. As obras de Lamarck, que, de 1800 a 1820, havia escrito amplamente para promover sua própria versão da evolução, estavam longe de ser negligenciadas, ridicularizadas ou totalmente ignoradas, como sustentou a revista autoritativa Nature em seu último número (n. 460, 9 ago. 2009). Elas foram, pelo contrário, amplamente lidas e submetidas a várias interpretações e integradas em marcos teóricos e disciplinares que eram profundamente não lamarckianas, exatamente como aconteceu com Darwin depois de 1859. Assim, tomando novamente o exemplo de Bory, durante a década de 1820, ele se tornou um dos mais convictos admiradores de Lamarck, embora sua concepção de evolução tivesse pouco em comum com aquela proposta pelo autor da Philosophie zoologique. O mesmo poderia ser dito a respeito de Etienne Geoffroy Saint-Hilaire, que louvou repetidamente Lamarck durante as décadas de 1820 e 1830, mas propôs um modelo de mudança evolutiva completamente independente daquele elaborado por Lamarck. Até mesmo autores que Darwin e historiadores ilustres consideram ter pertencido ao núcleo raro de lamarckianos, como Robert Edmond Grant,  professor de Darwin em Edimburgo, estavam adotando uma posição “lamarckiana” da qual Lamarck teria discordado profundamente. As décadas precedentes à publicação da obra de Darwin se caracterizaram pela discussão de uma pluralidade de opções, e não poucos autores tomaram o partido da concepção de que as espécies não eram estáveis e mudaram ao longo da história da Terra, e mudaram na superfície, como bem mostravam as peculiaridades da distribuição geográfica de plantas e animais.

IHU On-Line - Que rupturas A origem das espécies promoveu nesse cenário anterior a Darwin?

Pietro Corsi - A origem das espécies é, sem dúvida, um livro muito notável, além de extremamente inovador. Darwin pesquisou quase todas as principais disciplinas que lidavam com organismos vivos – e mortos, é claro, através da exposição da paleontologia –, mostrando que só a hipótese da modificação através da descendência em decorrência da ação da seleção natural podia explicar os fenômenos estudados pela embriologia e anatomia comparada, biogeografia ou etologia (em nossos termos). A acumulação meticulosa e maciça de informações surpreendeu muitas pessoas e convenceu algumas, embora a maioria permanecesse com sua convicção pré-1859. Um número restrito de naturalistas, geralmente das gerações mais jovens, adotou a versão da evolução de Darwin e, é desnecessário dizer, de Wallace, mas mesmo dentro desse núcleo dos fiéis havia divergência de opiniões sobre a eficácia da própria seleção natural, ou sobre até que ponto o princípio explicava todas as características dos fenômenos da vida na Terra.

IHU On-Line - Podemos falar em um novo paradigma da ciência depois de Darwin? Por quê?

Pietro Corsi - Sou bastante cético quanto aos “paradigmas”, e, com efeito, mesmo que se aceite esse conceito, Alfred Russell Wallace foi tão responsável quanto Darwin (inicialmente, ao menos) pela promoção dele. Entretanto, muito poucos naturalistas do século XIX aceitavam a centralidade da seleção natural no processo evolutivo. Doutrinas pré-darwinianas ou novos modelos foram seguidos, em detrimento do modelo do próprio Darwin. Se lermos periódicos científicos e de cultura geral da segunda metade do século XIX, fica-se espantado com a multiplicidade de concepções propostas para explicar as mudanças pelas quais a vida passa. Isto sem mencionar os naturalistas que se opunham à evolução em si ou à evolução darwiniana em particular e, muitas vezes, estavam muito distantes de ser ignorantes ou incompetentes, ou aqueles que simplesmente acreditavam que os discursos sobre a “evolução” só eram interessantes para os naturalistas com uma propensão filosófica e seus oponentes religiosos.

Embriologia experimental

Perto do fim do século XIX, muitos acreditavam que a embriologia experimental, o estudo da hereditariedade ou a elaboração de modelos taxonômicos sofisticados eram assuntos de investigação bem mais interessantes. Poder-se-ia sustentar, entretanto, que a autoridade e reputação mundial de Darwin, junto com a produção científica que se seguiu a 1859, proporcionaram legitimidade e credibilidade a áreas da pesquisa evolutiva que, antes disso, muitos consideravam controvertidas demais para que se arriscassem a envolver-se nelas. Isto sem mencionar os fatores intelectuais, sociais e políticos mais amplos que tornaram a evolução, e a versão darwiniana dela, palatável para vários comentadores que raramente davam muita atenção aos detalhes das propostas apresentadas pelo naturalista inglês. É importante salientar que várias formas de darwinismo social foram de fato defendidas por pessoas que provavelmente nunca tinham lido a obra de Darwin.

IHU On-Line - Como as teorias de Darwin podem nos auxiliar a compreender a evolução do desenvolvimento e da complexidade?

Pietro Corsi - Darwin permaneceu durante toda a sua vida intrigado com o crescimento de complexidade orgânica mostrada pelos organismos vivos, do organismo unicelular até vertebrados altamente complexos. Por um lado, ele não tinha dúvida de que a descendência através da modificação afetada pela seleção natural podia explicar o surgimento de novas estruturas complexas através de passos às vezes imperceptíveis. Assim, ele dedicou muitas páginas à exposição do desenvolvimento do olho, desde células sensíveis à luz até órgãos mais e mais especializados, tornando a visão possível nas mais diferentes condições, das profundezas dos mares às grandes alturas alcançadas por algumas aves. Em A descendência do homem, ele aplicou esse modelo ao desenvolvimento da sexualidade, desde animais que dividiam seu corpo em dois para se reproduzir até vertebrados que desenvolviam formas complexas de comportamento a fim de atingir o mesmo resultado. A seleção sexual desempenhou um papel chave na teoria de Darwin, tão importante quanto a seleção natural, e talvez até mais, no caso do ser humano e de outros vertebrados complexos. O que realmente o intrigava eram as implicações antropomórficas da ideia de complexidade. Por que um molusco deveria ser visto como menos “elevado” do que um tigre ou um ser humano? Por que ficamos dizendo que o ser humano é o mais complexo e “perfeito” de todos os animais?

IHU On-Line - A teoria de Darwin é a que melhor explica a origem das espécies? Por quê?

Pietro Corsi - Pessoalmente, acho que não deveríamos juntar coisas que são muito diferentes. A biologia evolutiva sempre foi e sempre será um campo de pesquisa muito complexo e articulado. A insistência de Darwin nas variações individuais que são selecionadas e, portanto, transmitidas à geração seguinte mostrou ser um modelo muito convincente para explicar características biológicas com que o próprio Darwin nunca trabalhou – por exemplo, os processos seletivos estudados pelos imunologistas, ou características da seleção neuronal. Há, portanto, traços da obra de Darwin que continuam sendo extremamente frutíferos, como foi crucial sua abordagem da evolução como um campo de pesquisa complexa, precisa, interdisciplinar, tão perto quanto possível dos organismos que vivem em seu próprio ambiente. Ao mesmo tempo, sou muito cético em relação a pessoas que chamam de “darwiniana” toda característica da pesquisa na evolução. Se me for permitido expressar uma opinião muito pessoal, também acho os debates tradicionais a favor ou contra Darwin anacrônicos e, muitas vezes, tão simplificados que qualquer pessoa que sabe ler e escrever se considera no direito de dar lições sobre o que a evolução, Darwin, a vida e a morte realmente significam. Sendo historiador, minha concepção de Darwin é inevitavelmente diferente daquela de um biólogo evolutivo, paleontólogo ou biólogo molecular contemporâneo – cada um destes, entretanto, também terá suas próprias percepções privilegiadas do assunto. Não obstante, fico apavorado com as pessoas que lançam campanhas contra Darwin, tentando impedir que suas concepções sejam estudadas nas escolas. Apavorado não só por causa de sua falta de compreensão da história e da natureza, mas também da total falta de compreensão do que são pesquisas e atividades intelectuais. Darwin representou indubitavelmente um momento importante na história da ciência e no processo pelo qual os seres humanos aprenderam a olhar o que são e de onde vieram.

IHU On-Line - Em que sentido A origem das espécies lança mais um dardo ao antropocentrismo, fato iniciado por Copérnico quando detectou que o homem não era o centro do Universo?

Pietro Corsi - Temo que eu não pense que o antropocentrismo recebeu qualquer golpe de Darwin nem de Copérnico. Na última década do século XX e na primeira década do século XXI, o antropocentrismo tristemente até está fazendo falta, se olharmos para a ascensão da intolerância e a completa bestialidade dos seres humanos contra eles mesmos, revelada pelo uso legal de tortura por parte de países que reivindicam ser os bastiões da democracia e dos direitos humanos. Os nacionalismos cegos, disputas territoriais quase tribais, purificação e discriminação étnica, o tratamento de refugiados como criminosos até mesmo num país como a Itália fazem um indivíduo não antropocêntrico como eu desejar que as pessoas reservem ao menos para seus semelhantes o mesmo grau de respeito que muitas espécies animais mostram por seus semelhantes... Os seres humanos são constitucionalmente antropocêntricos, e Darwin poderia ter dito que um certo grau de antropocentrismo é um produto da evolução, uma característica biológica, em outras palavras.

Antropocentrismo

Do ponto de vista do historiador, não há dúvida de que Darwin se juntou a uma longa série de pensadores – naturalistas, mas também filósofos e figuras literárias – na reflexão sobre essa característica interessante e bastante comum que os membros da espécie exibem. Se você se der o trabalho de ler o Canto notturno di un pastore errante dell’Asia, do poeta italiano Giacomo Leopardi,  descobrirá uma avaliação muito humana e simpática, ainda que trágica, do antropocentrismo. Darwin teria concordado com grande parte do que Leopardi tinha a dizer sobre isso. Darwin tinha uma postura muito crítica para com o antropocentrismo, mas defendia apaixonadamente nossos deveres para com os demais membros da espécie. Ele tinha horror da escravidão e violência, embora ao mesmo tempo se opusesse a todas as formas de antropocentrismo que resultassem em discriminação e exclusão.

Deveríamos nos lembrar que, em sua época e em seu contexto, a ideia de que os seres humanos ocupam uma posição especial no universo e na Terra se expressava em mais detalhes: havia de fato alguns seres humanos que ocupavam uma posição até melhor no esquema, como os seres humanos brancos (embora não as mulheres) de países europeus. O antropocentrismo europeu não estendia seus benefícios aos demais seres humanos que habitavam continentes inteiros. Em nome da missão especial que o homem branco tinha no esquema da criação, os tasmanianos  foram todos mortos, um a um, no espaço de tempo de poucas décadas.

A “missão” civilizadora fracassou na Austrália porque as distâncias e o clima ajudaram a preservar os habitantes que tiveram a sorte de escapar ao encontro com a Maravilha da Natureza, o homem branco feito à semelhança de seu criador... Para ser mais específico, eu gostaria de enfatizar que o antropocentrismo também é um construto histórico, e não um “objeto natural”. O antropocentrismo que os seres humanos expressam em diversos níveis conscientes e inconscientes, relacionado à necessidade de dar sentido à sua existência, tem pouco a ver com formas social e politicamente organizadas de antropocentrismo dispostas a matar quem discorda ou não pertence ao clube. Darwin certamente convidou todas as pessoas a investigar séria e criticamente o pressuposto bastante desarrazoado de que o universo todo foi criado para nós.

IHU On-Line - Por que é importante continuar a estudar A origem das espécies 150 anos após seu lançamento?

Pietro Corsi - Por várias razões óbvias. Em primeiro lugar, ele é um livro altamente legível, embora sua simplicidade seja muitas vezes enganosa: por baixo de anedotas, exemplos e cenas da vida natural muitas vezes se encontram problemas teóricos profundos e, às vezes, contradições não resolvidas. É, ao mesmo tempo, um exemplo empolgante de raciocínio denso, honestidade intelectual e investigação ampla. E, é claro, ele é um livro que exerceu uma influência vasta e controvertida durante os dois últimos séculos. Para recuperar a dimensão histórica de Darwin dentro de sua época, também é essencial perceber as interpretações às vezes perversas a que seu livro foi submetido – na maioria das vezes, por parte de pessoas que nunca o leram.

Não há dúvida de que a obra de Darwin, os debates dos quais ele fez parte e os que gerou, as chamadas “aplicações” de suas ideias a uma variedade de programas políticos, sociais, filosóficos – à direita e à esquerda do espectro político – transformaram o naturalista britânico numa das mais eminentes personalidades da cultura ocidental dos dois últimos séculos. Por isso, é profundamente perturbador o fato de que de vez em quando sejam publicados livros que fazem de Darwin “o pai dos Gulags”, dos campos de concentração, de qualquer coisa ruim que tenha acontecido à nossa chamada civilização. Na verdade, Darwin estava bastante solitário em sua luta contra o racismo e a violência: os colonialistas e extremistas usaram alguma vulgarização de suas ideias para dar sustentação ao que estavam fazendo há pelo menos cinco décadas, e depois de 1859 eles teriam feito a mesma coisa em nome de alguma outra concepção da natureza. A maioria dos horrores dos séculos XIX e XX foram de fato perpetrados em nome da “autoridade da natureza”, mas também em nome de filosofias religiosas ou políticas.

Há, portanto, duas razões principais para continuar lendo Darwin: como um modelo de raciocínio científico e como um autor crucial para se entender a vida intelectual, política e social dos dois últimos séculos. Ler Darwin dentro da história de sua época significa fazer perguntas importantes também sobre nossa própria época.

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