Edição 291 | 04 Mai 2009

IHU Repórter - Leandro Lautert dos Santos

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Márcia Junges

Funcionário do Unisinos Carreiras desde 2005, Leandro Lautert dos Santos é uma pessoa feliz com sua vida. Formado em Administração de Empresas, planeja fazer um pós ou MBA em gestão de pessoas. Tradicionalista desde o berço, como ele próprio se define, é tesoureiro do grupo de danças Ivi Maraé. Assistir TV e manter os vínculos afetivos com os amigos são duas de suas atividades favoritas. Conheça um pouco mais desse colega na entrevista a seguir.

Trabalho - Tenho 39 anos e estou há quatro como funcionário da Unisinos, sempre no Unisinos Carreiras,  antiga central de estágios. Trabalho nas atividades que envolvem os pagamentos de estagiários externos e demais atividades financeiras do setor. Estudei e me formei em janeiro de 2008 em Administração de Empresas aqui na Universidade, mas o que eu realmente queria era ter feito uma ênfase em Recursos Humanos, que é a área na qual tenho bastante conhecimento, experiência, e da qual gosto. Troquei de curso em função de iniciar a trabalhar aqui, por incompatibilidade de horários.

Quando trabalhava no Semae, em São Leopoldo, atuava com toda a parte de projetos, eventos e treinamentos. No Unisinos Carreiras, faço o agendamento dos cursos que o setor proporciona aos alunos. Assim, estou bem dentro do meu foco. Também lido com a folha de pagamento dos estagiários de algumas empresas que nos contratam.

Estagiário – Antes de vir para a Unisinos, trabalhei, como disse, no Semae. Lá fui estagiário por seis anos e meio. Não havia uma lei que impedisse que os estágios durassem mais de dois anos por empresa, quando esta se comprometia a manter o estágio por mais tempo, e isso fez com que eu ficasse tanto tempo lá. Como era uma empresa pública e só se entrava com concurso, não tive a chance de tornar-me funcionário. De toda forma, foi um grande aprendizado, cheio de oportunidades, que aproveitei da melhor maneira possível. Em 2004, fui escolhido o Funcionário do Ano, viajei para vários lugares no Brasil como membro da comissão do programa de qualidade. Não tive o cargo oficialmente, mas o tive de fato. Senti na pele que um estagiário não precisa fazer tarefas menores, mas pode atuar em funções vitais dentro de uma empresa.

Vida acadêmica - Estou dando um tempo da vida acadêmica. Preciso me “desestressar”. Quero fazer uma pós ou MBA em gestão de pessoas e dar continuidade àquilo que eu gosto. Já pensei até em cursar Biologia, mas isso seria fugir demais ao caminho que eu já tracei até aqui. Meu caminho é esse, e fugir dele seria bem difícil.

Família – Sou natural de São Leopoldo. Minha infância foi bem tranquila, comum. Minha família é natural daqui, e está na cidade desde a chegada dos primeiros imigrantes alemães na região. Mais tarde é que os Lautert tomaram outros rumos e foram para Taquari, onde moram vários dos meus parentes. Sou bastante interessado na genealogia dos Lautert, e eu mesmo fiz a árvore da família.

Sou acostumado com família grande. A da minha avó era de 21 irmãos. Eu, particularmente, tenho duas irmãs de sangue e um irmão adotivo, o Bruno, que tem 12 anos. Ele é nosso xodó. A chegada do Bruno em nossas vidas aconteceu logo após um grande trauma pelo qual passamos. Era o ano de 1996, e em apenas uma semana perdemos três pessoas da família. Havíamos acabado de enterrar uma tia falecida de um problema cerebral. No dia em que aconteceu a reunião para realizar a partilha dos seus bens, ao sair da casa, aconteceu um grave acidente de trânsito. Nele, morreram mais uma tia e um primo meu. Aquilo foi demais para todos nós, sobretudo para minha mãe. Logo em seguida, decidimos adotar o Bruno. Ele ajudou-a a superar o abalo da perda, como a todos nós. Sou eu, basicamente, que educo o Bruno. Trato-o não só como irmão, mas como um filho pequeno. Como não sou casado, ele é a pessoa que está em casa me esperando, e que me faz companhia.

Infância – Sempre moramos na cidade. Quando pequeno, tinha várias amizades de escola, e na adolescência também fiz grandes amigos que mantenho até hoje. Essas pessoas são parte da minha vida e delas não me separo por nada desse mundo. Uma dessas pessoas é a Camila Valadas, colega de Unisinos, e seu esposo André, de quem sou padrinho de casamento. Aqui no trabalho, também tenho amigos excelentes, a quem quero muito bem. Tenho essa facilidade de criar vínculos que são duradouros. Apesar disso, não sou uma pessoa muito fácil de lidar. Mas, depois de perceber que a amizade é verdadeira, mantenho esse vínculo. Na juventude, gostava de jogar vôlei. Fui campeão municipal e regional representando empresas.

Dança – Sou tradicionalista desde o berço. Cheguei a ser peão regional participando de concursos no Estado. Atualmente, participo do Grupo de Arte Nativa Ivi Maraé há dez anos, desde a sua fundação. Ocupo a função de tesoureiro e também organizo os retiros do grupo. Já dançamos em campeonatos estaduais e fomos considerados o quinto melhor do Rio Grande do Sul, em 2007. Todos os anos, o Ivi Maraé participa do Encontro de Artes Tradicionais (Enart), em Santa Cruz do Sul, no mês de novembro. Atualmente, somos considerados o grupo oficial de São Leopoldo nessa categoria. As atividades culturais, os eventos, são algo com o que gosto de me envolver e pelos quais me interesso. O tradicionalismo é uma forma de cultura muito rica, e que proporciona grande fonte de conhecimento para quem o vive diariamente, como é o meu caso.

TV e filmes – Sou fanático por televisão. Mas não gosto de assistir telejornais, porque só divulgam tragédias, não trazem coisas construtivas. Adoro o programa O Aprendiz; considero seu formato muito inteligente e não perco nenhum episódio. Imagino-me tomando aquelas decisões, participando do programa. Para quem vive o mundo dos negócios, tem tudo a ver. Também gosto de filmes que tenham um fundo emocional, do qual possamos extrair lições de vida. Nesse sentido, destaco A corrente do bem e À procura da felicidade, que assisti e me marcou muito. Não tenho tido muito tempo para ler. O último livro que li foi Barack Obama – A origem dos meus sonhos, no qual ele revela a sua história e a de sua família, e a forma como ele encara o mundo.

Espiritualidade – Sou filho de uma família evangélica pentecostal, mas não frequento a igreja. Entretanto, tenho um grande laço de espiritualidade, pois, lá em casa, todos cantamos. Até as músicas que ouço no meu MP3 são evangélicas, gospel. Nos últimos anos, mudei muito, tornei-me mais humano. Atribuo isso ao desenvolvimento da minha espiritualidade. Não sou fanático. Acredito em Deus, e por acreditar nele em si as coisas já melhoram. Já tive várias provas disso na minha vida, seja na vida pessoal, seja no trabalho. Hoje, tenho alegria em acordar e vir trabalhar. Estou muito feliz. Até as plantas na minha casa adquiriram viço. O ambiente mudou. Penso que o grande Deus é aquele que vive dentro de nós, e que nos move a agir e sermos alguém melhor.

Unisinos – Adoro trabalhar na Unisinos. Passo muito tempo aqui e faço isso com prazer. O ambiente de trabalho é bom. Temos várias propostas de mudança dentro do Unisinos Carreira, o que é estimulante. Entrei aqui como aluno, em 1999, então sou um “filho da Unisinos”. Não consigo me ver fora daqui. Propostas existem em vários lugares, mas penso que vale a pena trabalhar onde nos sentimos bem, felizes. O que falta no câmpus são mais opções de lazer. Isso porque é natural que canalizemos vários momentos livres do dia na universidade, em horários de intervalo. É nessas horas que faltam alternativas para aproveitarmos o tempo nos divertindo.

Instituto Humanitas Unisinos – Acompanho a revista. É um veículo sério, que traz muitas informações importantes, não encontradas em outras publicações.

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