Edição 286 | 22 Dezembro 2008

A crítica literária e a estética da fenomenologia

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André Dick

Para Roberto Figurelli, autor de Estética e crítica (Curitiba: Ed. UFPR), em que reúne textos sobre o crítico e filósofo da fenomenologia Mikel Dufrenne e sobre as relações entre literatura e filosofia, a crítica caminha ao lado da estética, e a literatura está ligada à filosofia.

O crítico literário e de arte Roberto Figurelli lançou, em 2007, o livro Estética e crítica (Curitiba: Ed. UFPR), em que reúne textos sobre o crítico e filósofo da fenomenologia Mikel Dufrenne e sobre as relações entre literatura e filosofia, além de fazer uma análise de pinturas e de filmes a partir da ótica literária e tratar do Sagrado na poesia, a partir da visão de Martin Heidegger – enfocando, também, a visão artística de modo geral do autor de Que é metafísica? Baseado em Heidegger, Figurelli afirma: “Visto que a Natureza – que educa os poetas – é gerada do caos, também ela é nomeada o Sagrado. Como não é possível ser poeta sem a Natureza, dela os poetas recebem o pressentimento e por meio dela ouvem o apelo do Sagrado. A resposta dos poetas só pode ser a palavra poética. Com isso, passam a pertencer ao Sagrado”. Na entrevista, concedida por e-mail à IHU On-Line, ao falar da crítica literária e da maneira como ela é vista hoje, Figurelli destaca Antonio Candido e Wilson Martins.

Licenciado em Letras Clássicas, pela Faculdade de Filsofia, Ciências e Letras Cristo Rei, e licenciado em Filosofia, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Figurelli defendeu tese de doutorado, intitulada Mikel Dufrenne et Martin Heidegger. Essai de confrontation, em 1981, na Université de Liège. Também deu aulas em diversas universidades: Unisinos, Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), deu aula entre 1975 e 1992 e entre 1998 e 2000, ano em que se aposentou como professor sênior. Encerrou a atividade no ano 2000, como professor sênior, na Universidade Federal do Paraná (UFPR).  Também tradutor, verteu para o português textos de Mikel Dufrenne em Estética e filosofia (São Paulo: Perspectiva, 1972), reeditado várias vezes, e também Sintaxe e semântica na gramática transformacional (São Paulo: Perspectiva, 1983), de Andrea Bonomi e Gabriele Usberti.

IHU On-Line – Em relação à discussão sobre estética, que o senhor propõe no primeiro capítulo de seu livro, a crítica ainda se preocupa, hoje, em emitir juízos de valor, ou ela está mais propensa a destruir – e não analisar – a obra que não aprecia?

Roberto Figurelli - No atinente à crítica literária praticada no Brasil, hoje, lembro a atuação de Wilson Martins  que, aos 87 anos, é o crítico mais antigo em atividade. Desde 1945, escreve e publica críticas literárias. Em 1954, substituiu Sérgio Milliet  em O Estado de S. Paulo. Atualmente, mantém uma coluna que aparece aos sábados na Gazeta do Povo, Curitiba, e Jornal do Brasil. Para ele, “o critério da qualidade deve ser predominante porque o escritor que não tem qualidade não merece, tampouco, o estudo estilístico ou a análise interpretativa ou seja o que for”.  Embora não o tenha incluído entre meus críticos preferidos, admiro Wilson Martins pela solidez de sua formação, erudição enciclopédica e segurança na formulação dos juízos de valor.

Tendo exercido o magistério na UPFR, na condição de catedrático de Língua e Literatura Francesa, de 1951 a 1962, e na Universidade de Nova York, como professor de Literatura Brasileira, Wilson Martins não se esquece de que é professor e, como tal, exerce o direito de corrigir os erros que detecta nas obras analisadas, o que nem sempre é bem aceito pelos autores. Foi o que aconteceu com Daniel Piza,  a propósito de Machado de Assis – Um gênio brasileiro (São Paulo: Imprensa Oficial, 2005).

Quanto à propensão de destruir de certos críticos, para usar a expressão da pergunta, talvez seja interessante trazer à baila um fato ocorrido na Itália, em 2006. O escritor Alessandro Baricco,  nascido em Turim, em 1958, traduzido em 20 idiomas, recorreu ao jornal La Repubblica (01.03.06) para um desabafo no qual se queixou de jamais ter sido criticado por críticos abalizados da estatura de Pietro Citati  e Giulio Ferroni.  Segundo ele, é preferível ser arrasado a ser alfinetado ou atingido por setas envenenadas disseminadas em artigos dedicados a outros escritores. A queixa de Baricco, que chegou a ser comparada ao J’accuse, de Zola,  provocou um terremoto nas hostes literárias da Itália. Giulio Ferroni rejeitou a acusação do romancista: “Eu o analiso, mas – pobre de mim! – sem extrair muito, e o senhor não me lê e obtém um sucesso planetário” (02.03.06, p. 47). Da polêmica, vale a pena citar as palavras de Alfonso Berardinelli:  “A demanda de Baricco reforça uma de minhas convicções: a existência da crítica mede-se pela qualidade dos juízos negativos, ou seja, análises argumentadas nas quais o crítico dá o melhor de si mesmo. “É mais difícil acreditar nos louvores do que na destruição. Pois quem a exerce corre riscos. E quem evita entrar em conflito com a sociedade literária abdica da credibilidade” (02.03.06, p. 46). Lamentou-se a desaparição de um gênero perdido, isto é, o derramamento do sangue literário.

O futuro da crítica

E o que dizer sobre o futuro da crítica? De 25 a 29 de maio de 2005, em Los Angeles, 487 críticos de arte participaram da National Critics Conference.  Dentre as causas apontadas para explicar a perda de influência da crítica de arte figuraram as seguintes: a globalização, a padronização das culturas, a pressa e o desinteresse das pessoas por análises bem fundamentadas, a falta de distinção nítida entre publicidade e crítica, o embotamento do senso crítico e a abdicação do exercício da faculdade de julgar. 

Em dois passos (p. 53-54 e p. 155-159) de Estética e crítica, abordo o tema da morte da arte. Se o prognóstico hegeliano da morte da arte, para usar a expressão de Benedito Nunes,  se tornou tema de tantos debates de pensadores e artistas, não é de estranhar que se fale em agonia da crítica literária, como ocorreu na polêmica de A. Baricco na Itália, ou até mesmo em morte da crítica.
Reafirmo o que escrevi em Estética e crítica: “Nenhum crítico se arriscará a julgar uma obra sem conhecer história. Quanto maior for o seu conhecimento, mais segurança ele terá no exercício da crítica” (p. 22). Minha convicção forjou-se tanto da leitura e estudo de críticas diferentes artes quanto do exercício da crítica cinematográfica na década de 1970.

A presença de Antonio Candido na crítica brasileira

Dentre os muitos críticos competentes em nosso país, elejo Antonio Candido de Mello e Souza.  Nascido no Rio de Janeiro em 1918, cursou Direito (não concluído e Ciências Sociais na USP. Foi crítico literário da revista Clima (1941), Folha da Manhã e Diário de São Paulo (1943-1947). O título de sua tese de livre-docência em literatura brasileira (1945) é assaz significativo: “O método crítico de Sílvio Romero”. Em 1958, assumiu as aulas de literatura brasileira na Faculdade de Filosofia de Assis. Foi um dos idealizadores do Suplemento literário de O Estado de São Paulo. Aposentou-se em 1978, mas continuou como orientador de teses e examinador em bancas até o início dos anos 1990.

Graças à importância de Formação da literatura brasileira (1950), sua obra mais conhecida, e Literatura e sociedade (8. ed. São Paulo: T.A. Queiroz, 2000; Publifolha, 2000), coletânea publicada em 1965, Candido é referencial obrigatório para quem se dedica ao estudo da literatura brasileira. Na Formação da literatura brasileira, trata do significado da experiência literária na História do Brasil. Para ele, os dois momentos decisivos da formação literária brasileira são o período neoclássico e o romântico.

Na coletânea de 1965, o leitor depara com alguns ensaios – “Crítica e sociologia” (p. 5-16), “A literatura e a vida social” (p. 17-35) e “O escritor e o público” (p. 67-80) – nos quais o autor apresenta, com clareza didática, a conceituação de crítica literária em cotejo com disciplinas afins. Por exemplo: “Aqui, é preciso estabelecer uma distinção de disciplinas, lembrando que o tratamento externo pode ser legítimo quando se trata de sociologia da literatura, pois esta não propõe a questão do valor da obra, e pode interessar-se, justamente, por tudo que é condicionamento” (p. 6). E, um pouco mais adiante, numa formulação digna de nota: “Uma crítica que se queira integral deixará de ser unilateralmente sociológica, psicológica ou lingüística, para utilizar livremente os elementos capazes de conduzirem a uma interpretação coerente” (p. 9). Para Candido, se um crítico fosse levado a desprezar a dimensão histórica seu trabalho se tornaria inviável. No artigo “A literatura e a vida social”, afirma: “Algumas das tendências mais vivas da estétcia moderna estão empenhadas em estudar como a obra de arte plasma o meio, cria o seu público e as suas vias de penetração, agindo em sentido inverso ao das influências extremas” (p. 18).

IHU On-Line - O senhor acredita, como Heidegger,  que a poesia remete ao Sagrado? Por quê? Qual seria a origem do artista e da obra de arte e onde a verdade entraria nessa inter-relação?

Roberto Figurelli - No texto “Filosofia e poesia”, fiz várias referências ao Sagrado: “Proponho-me examinar o vínculo entre o Sagrado e a arte poética, tomando como base os comentários sobre Hölderlin,  sob o signo do diálogo de um pensamento (Denken) e sua poesia (Dichten)” (p. 63). Assim, Heidegger não só subscreve ao verso de Hölderlin – o Caos é Sagrado – como afirma: “O Caos é o próprio Sagrado” (p. 64).

Visto que a Natureza – que educa os poetas – é gerada do caos, também ela é nomeada o Sagrado. Como não é possível ser poeta sem a Natureza, dela os poetas recebem o pressentimento e por meio dela ouvem o apelo do Sagrado. A resposta dos poetas só pode ser a palavra poética. Com isso, passam a pertencer ao Sagrado. O comentário culmina nas duas afirmações de Heidegger: “O Sagrado dá de presente a palavra” e “A palavra é advento (Ereignis) do Sagrado”.

Em suma, o Caos é Sagrado, a Natureza é o Sagrado, a palavra poética é advento do Sagrado. Por uma questão de honestidade, cumpre-me acrescentar que o tema do Sagrado, em Heidegger, é extremamente difícil. Nos comentários do filósofo sobre Hölderlin – “o poeta do Sagrado” –, o leitor deve se manter atento para não perder de vista o que é de Hölderlin e o que é de Heidegger.

IHU On-Line – Qual é a importância de um autor referencial em seu livro Estética e crítica, Mikel Dufrenne?

Roberto Figurelli – Dufrenne é conhecido por aqueles que se dedicam ao estudo de estética. É o autor da Phénoménologie de l’expérience esthétique (1953), obra considerada uma das mais importantes da estética contemporânea. É também autor de diversos livros, ensaios e artigos tanto de filosofia quanto de estética. Como filósofo, ele se situa na versão francesa da fenomenologia. Fundada por Edmund Husserl,  a fenomenologia foi aclimatada na França, graças sobretudo a Jean-Paul Sartre  e Maurice Merleau-Ponty.  Dentre os matizes que distinguem as diferentes correntes de fenomenologia, Dufrenne integra a fenomenologia existencial, consoante a expressão de Paul Ricoeur.

Embora seja muito mais conhecido por sua atuação na área da disciplina de Alexander G. Baumgarten,  sua estética só pode ser plenamente compreendida no contexto de sua filosofia. No rol das influências, avultam os nomes de Husserl, Heidegger, Sartre e Merleau-Ponty. E o próprio título de sua obra mais importante lembra a Fenomenologia da percepção (1945), de Merleau-Ponty.
Tendo estudado o itinerário filosófico-estético percorrido por Dufrenne, creio não ser arriscado reconhecer nele o autor que mais se empenhou pela consolidação da estética fenomenológica no século XX. Para isso muito contribuiu o fato de ter integrado o grupo da Revue d’esthétique, com sede em Paris. Em 1949, nela publicou “Philosophie et littérature” (Ver Estética e crítica, p. 113). De 1960 a 1994, foi diretor da revista e de 1971 a 1994, presidente da Société Française d’Esthétique.

A difusão da obra de Mikel Dufrenne atingiu os países europeus, tanto do Oeste quanto do Leste (antes da queda do Muro de Berlim), América do Norte, sobretudo Canadá (Québec) e Estados Unidos, África (Zaire), Ásia (Japão).

A relação entre Dufrenne e os Estados Unidos foi muito estreita. Após a II Guerra Mundial, Dufrenne estagiou um ano nos Estados Unidos, dedicando-se ao estudo da antropologia cultural e do conceito de personalidade de base. Como resultado do estágio, escreveu La personnalité de base. Um concept sociologique, que seria apresentado como tese secundária para a obtenção do Doutorado de Estado, na Sorbonne, em 1953, e publicada pelas P.U.G., no mesmo ano. Além disso, ministrou cursos em universidades americanas e O poético é fruto de um curso na Universidade de Buffalo.

No Brasil, a tradução de Le poétique, feita por Luiz Arthur Nunes e Reasylvia K. de Souza, sob a supervisão do Prof. Ângelo Ricci, na disciplina de Teoria da Literatura e Crítica Literária da Faculdade de Filosofia da UFRGS, foi o cartão de visita para o esteta francês entre nós. Em 1972, a editora Perspectiva lançou a coletânea Estética e filosofia, traduzida por mim e precedida de uma introdução na qual procurei oferecer uma visão de conjunto da obra de Dufrenne e do seu itinerário.

Transcorridos 40 anos, creio poder dizer que Dufrenne, salvo honras exceções, nunca chegou a ser estudado, no Brasil, com o empenho exigido por sua importância no contexto da estrética. Isso se deve a alguns motivos: o falecimento do prof. Ângelo Ricci; a recusa de Dufrenne aos convites que lhe foram dirigidos para visitar o nosso pai – segundo ele mesmo me disse, não quis vir por se opor ao regime militar; o fato de nenhuma editora ter tomado a iniciativa de traduzir a Phénoménologie para o português; e as dificuldades quase insuperáveis que topei ao tentar organizar uma coletânea de textos de estética de sua autoria.

Dufrenne e os estruturalistas

Pelo que sei, nunca houve uma ligação entre Dufrenne e os estruturalistas. Há uma incompatibilidade de princípio entre ele e os fenomenólogos. Dufrenne é autor de uma das críticas mais completas e documentadas ao método crítico proposto pelos estruturalistas, ou seja, o texto “A crítica literária: estrutura e sentido”, publicado na Revue d’esthétique (Paris, 1967, XX, I) e incluído na coletânea Estética e filosofia (p. 159-186). Mas Dufrenne nunca aceitou os rótulos de “antiestruturalismo” ou “contra o estruturalismo” que alguns apressadamente jogaram sobre ele. E não hesitou em reconhecer que aprovava o emprego da noção de estrutura em antropologia. Mais adiante, Dufrenne escreveu um breve texto – “Esthétique et structuralisme (Firenze: La Nuova Itália Editrice, 1971, p. 97-101) – no qual esboça uma aproximação entre os dois termos ou, mais precisamente, entre estruturalismo e fenomenologia. No artigo, com apreciações favoráveis a Barthes, Todorov  e C. Metz,  chega a visualizar a possibilidade de a estética, como semiologia, poder ser estrutural, contato que sejam respeitados os limites de um estruturalismo estético. Gostaria de sublinhar que as críticas de Dufrenne se mantêm no patamar de um embate de idéias, sempre com respeito aos adversários, como, por exemplo, Althusser,  Foucault  e Barthes. Não sei se Barthes e Dufrenne foram amigos, mas o leitor depara com um breve texto de Barthes – La bruissement de La langue  – no volume Vers une esthétique sans entrave (p. 239-243). É digno de nota que também Metz e Todorov tenham colaborado no volume.

IHU On-Line – Como vê o fato de problemas filosóficos serem debatidos a partir de um romance, peça de teatro ou filme?

Roberto Figurelli - A princípio, não sou contrário a que problemas filosóficos sejam debatidos a partir de um romance, peça teatral ou filme. Trata-se de uma prática consagrada, ou justificada, pelo uso. Já ouvi críticas ao fato de Martin Heidegger ter escolhido o quadro de Van Gogh Os sapatos, no início do ensaio A origem da obra de arte, para “apreender a realidade imediata e plena da obra de arte”. Mas sou de parecer que tais críticas não procedem.

Alceu Amoroso Lima,  num texto de 1960 – Problemas de estética (Rio de Janeiro: Agir, 1960) – trata das falsas estéticas, ou melhor, de falsas concepções de arte. Assim, a concepção instrumental “considera realmente a arte, não como um fim em si e o que ela é realmente por natureza – mas como meio de alcançar um fim superior” (p. 35). Exemplo: subordinar a arte a uma determinada ideologia. Tratei disso na crítica “O cinema político de S. M. Eisenstein ” (p. 217-232). Ora, o que fez Heidegger com Van Gogh,  Hölderlin e Beethoven  no seu ensaio não tem nada a ver com a concepção instrumental da arte.

IHU On-Line - Como pode ser vista a interseção de outras artes (música, pintura, cinema, por exemplo) com a poesia, como existe em toda a análise de O poético, de Duffrene? Ao mesmo tempo, pode nos falar um pouco sobre as análises que faz de Paul Cézanne, Monet, Van Gogh e Matisse, em ensaios diferentes do livro, ou de filmes de Eisenstein e de Bertolucci (de O último tango em Paris, quando fala do erotismo no cinema)?

Roberto Figurelli - De fato, Dufrenne, em O poético, na Phenóménologie e em outras obras, recorre freqüentemente a esse expediente. É um procedimento legítimo que supõe, da parte do autor, um razoável conhecimento das artes em questão. No caso de Dufrenne, a familiaridade com a história da arte vem à tona de modo espontâneo quando menos se espera. No meu texto sobre Matisse,  aludi à correspondência de duas artes, no caso poesia e pintura. A respeito dos exercícios de crítica a obras de Cézanne  e de Matisse, além das referências a Van Gogh e Monet,  peço que encare esses textos como homenagem a artistas que admiro muito. E, claro, sem a pretensão de esgotar obras tão ricas em seus múltiplos aspectos. Já os dois ensaios de crítica cinematográfica são como que um retorno a um período de minha vida em que pude me dedicar quase totalmente ao estudo do cinema.

Candido é referencial obrigatório para quem se dedica ao estudo da literatura brasileira. Na Formação da literatura brasileira, trata do significado da experiência literária na História do Brasil. Para ele, os dois momentos decisivos da formação literária brasileira são o período neoclássico e o romântico.

A resposta dos poetas só pode ser a palavra poética. Com isso, passam a pertencer ao sagrado.

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