Edição 272 | 08 Setembro 2008

IHU Repórter - Ana Cristina de Almeida Garcia

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Graziela Wolfart e Greyce Vargas

A professora Ana Garcia, das Ciências Exatas da Unisinos, realizou o sonho de dar aulas na universidade. Ao contar sua história de vida e trajetória pessoal, profissional e de formação para a revista IHU On-Line, Ana confessa que tem a carreira de educadora como o mote da sua vida. Acompanhe, a seguir, o relato desta bióloga, com formação em Engenharia, que é preocupada com o meio ambiente e a área de resíduos.

 

Origens e infância – Sou da fronteira Oeste do Estado do Rio Grande do Sul, nascida no município de São Gabriel. Tive uma infância muito boa, pois no interior brincávamos bastante. Não tinha toda essa tecnologia que há hoje, então os brinquedos estavam na rua. Eu brincava de pique-esconde, fazer carrinho de “lomba”, só não podia ficar até muito tarde, pois a gente tinha hora para tomar banho, estudar e dormir. Saí de São Gabriel com 17 anos, porque não tinha universidade lá. Acabei vindo para Porto Alegre para estudar e fiquei morando aqui. Estou na capital há 20 anos. Tenho dois irmãos mais velhos, sou a “rapa do tacho”. Meu pai é advogado e minha mãe é agropecuarista, mas também sempre trabalhou em prol dos filhos e da casa.

Vida na fronteira – A relação na fronteira é de contato com a terra. Temos fazenda na família e essa relação nos deixa bem bairrista, próximos das pessoas. Cultivamos muito a amizade. O interior proporciona isso. Um participa da vida do outro. Era outra época, em que a gente se visitava mais. Sinto que na capital as pessoas têm uma relação diferente entre si.

Formação – Fiz magistério no Segundo Grau e tenho a carreira de educadora como o mote da minha vida. Sou prata da casa, formada em Biologia pela Unisinos. Fiz meu mestrado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Engenharia, e agora faço doutorado na Engenharia na mesma universidade. Tenho como foco de pesquisa a área de resíduos.

Biologia – Sempre tive uma relação muito próxima com a natureza na infância e na adolescência. Quando vim para Porto Alegre, para fazer vestibular, ainda estava confusa. Com 17 anos, não se sabe muito bem o que se quer da vida. Na UFRGS, fiz vestibular para Psicologia e na Unisinos fiz para Biologia. Acabei passando aqui e fiquei. Adorei a Unisinos e o curso. Isso foi em 1990.

Trabalho – Entrei na Unisinos como professora faz um ano. Antes disso, trabalhei com consultoria e fui professora na Feevale por quatro anos.     

Lazer – Vou ao cinema, caminho e leio muito, todos os tipos de livros.

Filme – Uma verdade inconveniente, o documentário do Al Gore.

Momentos felizes e tristes – Passar na seleção para dar aulas aqui e a conclusão do doutorado na UFRGS são conquistas importantes. E considero como momento complicado o trato com as doenças. Minha avó está com Alzheimer, uma doença muito difícil, injusta, penosa, pois o cérebro é o que temos de mais precioso. Com o Alzheimer isso se apaga, a pessoa não reconhece mais a família, os seus, nem a casa, nem nada. E debilita muito fisicamente também. Mas é preciso enfrentar, faz parte da vida.

Unisinos – Sempre tive vontade de voltar para a Unisinos como professora. Então, para mim, foi o alcance de uma conquista profissional. A universidade hoje mudou muito em comparação com a relação que eu tinha com a Unisinos na época em que era estudante, na década de 1990. Ela cresceu muito e hoje é mais do que uma pequena cidade. Essa questão da relação humana mudou muito também. Hoje, temos outros pontos dentro da universidade que permitem mais integração.  

Instituto Humanitas Unisinos – Conheci o IHU no semestre passado. Gosto muito de ler a revista IHU On-Line. Ultimamente estou prestando mais atenção na estrutura do IHU, nas suas atividades, no ambiente, nos cursos, nas palestras.  

Política brasileira – Caminhamos muito principalmente na área social, mas na área do meio ambiente, o governo federal ainda deixa a desejar; há muito a ser mudado e melhorado.

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