Edição 268 | 11 Agosto 2008

O Dom Quixote da fé cristã

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Graziela Wolfart

Regina Schöpke fala sobre a obra que é relançada no Brasil 100 anos após a publicação da primeira edição

Apesar de se tratar de uma obra de cunho doutrinário, Regina Schöpke vê como mérito de Gilbert Keith Chesterton, no livro Ortodoxia (São Paulo: Mundo Cristão, 2008), o fato de “ter idéias próprias e, sobretudo, convidar a todos para um diálogo franco e aberto, ainda que ele não possa fugir completamente de um certo dogmatismo”. Ela ainda ressalta a disposição do autor para combater o materialismo e a ciência, “num tempo em que poucos tinham coragem para isso”. Segundo ela, “nesse combate, suas armas são as idéias, o que também deve servir de exemplo para os nossos contemporâneos, numa sociedade em que renascem certos fanatismos sanguinários que costumamos julgar um vestígio sombrio do nosso passado”. Regina lembra também que, para Chesterton, “a alegria é a expressão mais viva de uma fé autêntica e incondicional, que se baseia na certeza de um sentido para a sua existência e para a do mundo”.

Regina Helena Sarpa Schöpke é doutora em Filosofia, pela Unicamp, mestre em Filosofia, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e em História Medieval, pela Universidade Federal Fluminense. É tradutora, resenhista dos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo e autora do livro Por uma filosofia da diferença: Gilles Deleuze, o pensador nômade (São Paulo: Edusp/Rio de Janeiro: Contraponto, 2004).

IHU On-Line - Qual o interesse em publicar Ortodoxia, 100 anos depois do lançamento da obra? Qual a atualidade do livro?

Regina Schöpke - Primeiramente, é preciso que se diga que os bons livros são sempre atuais, e os maus livros já nascem “mortos”. A força da arte e da filosofia reside justamente no fato de que, embora criadas, elas entram numa espécie de devir eterno, podendo ser atualizadas em qualquer tempo e lugar. Nenhuma pessoa com amor pelo conhecimento questionaria a publicação de uma obra de Platão ou de Aristóteles e, no entanto, quase 2.500 anos nos separam deles. Com relação à Ortodoxia, a questão não é muito diferente. Trata-se de um livro original, concordemos ou não com as idéias de Chesterton, sejamos ou não cristãos. No fundo, o maior problema das obras de teor religioso ou político, das obras doutrinárias de um modo geral, é que elas são extremamente dogmáticas e se fecham para a reflexão mais ampla. O mérito de Chesterton, nesse caso, é ter idéias próprias e, sobretudo, convidar a todos para um diálogo franco e aberto, ainda que ele não possa fugir completamente de um certo dogmatismo. Afinal, a despeito de todo o seu humor e leveza, ele também acredita (como todo espírito religioso) ter atingido uma verdade que exclui todas as outras alternativas. Ele é um homem de fé, antes de qualquer outra coisa. Não deixa, no entanto, de ser digna de admiração a sua disposição para combater o materialismo e a ciência, num tempo em que poucos tinham coragem para isso. Nesse combate, suas armas são as idéias, o que também deve servir de exemplo para os nossos contemporâneos, numa sociedade em que renascem certos fanatismos sanguinários que costumamos julgar um vestígio sombrio do nosso passado.

IHU On-Line - Em que consiste a tese de Chesterton de que “só no cristianismo há liberdade” e de que o cristianismo era “a única saída autêntica” para os problemas da modernidade?

Regina Schöpke - Chesterton nunca escondeu seu horror ao ateísmo, às diversas formas de materialismo e a todos os modernos sistemas de pensamento que prescindiam da idéia de Deus: o positivismo e o determinismo científico, o darwinismo, o marxismo, e até mesmo o capitalismo. Apesar do próprio Chesterton ter passado por uma crise religiosa, ter vivido uma fase cética, ele – como um bom filho pródigo – assume a defesa integral de uma religião que é, para ele, o único e verdadeiro exemplo de liberdade em nosso mundo. De fato, a tese cristã é que o homem é essencialmente livre, capaz de escolher seus caminhos e tomar decisões sobre a sua vida – o que pensadores como Schopenhauer , Nietzsche  e Holbach  (para citar apenas três) negam com veemência, mostrando que a vontade é sempre determinada por alguma coisa (valores, necessidades, idéias), ou seja, mostrando que a liberdade humana é mais uma das ficções que nós criamos. No entanto, para Chesterton, idéias como essas envenenariam o homem, pois não lhe dariam qualquer saída para a sua vida. É aí que entra a sua crítica profunda à razão – que ele, no entanto, não deixa de usar para construir seu próprio edifício teórico. Ele julga a razão arrogante e pretensiosa quando ela pensa poder se sustentar sem Deus. Para ele, o cinismo do seu tempo tem origem exatamente na fé exacerbada na “luz natural” (e, aqui, ele se volta contra os iluministas, para os quais a razão está acima de qualquer outra coisa). Para Chesterton, é por enaltecer demais os poderes da razão que o homem termina por se colocar no lugar da divindade, a se pensar acima de todas as coisas. Ele entende que é isso que leva a um esvaziamento do sentido da vida, fazendo a humanidade sentir-se perdida e solitária, sem vínculos entre si e com o resto do universo. Não nos cabe aqui, por uma questão de espaço, fazer uma crítica profunda deste pensamento, mas é claro que Chesterton busca justificar a fé também com argumentos racionais. Nesse sentido, sua posição se aproxima da de Voltaire,  que, embora seja um dos maiores iluministas, acredita que sem a fé em Deus o homem (e a própria ordem social) desmoronaria e se perderia. Essa não deixa de ser uma perspectiva pragmática e sociológica da fé, porque o que ele quer dizer, no fundo, é que a fé (e mais ainda, a cristã) é, antes de qualquer outra coisa, uma necessidade social, uma diretriz para a boa convivência entre os homens.

IHU On-Line - Como justificar a importância do cristianismo hoje, em nossa sociedade marcada pela secularização? O livro de Chesterton ajuda nesse sentido?

Regina Schöpke - A religião continua viva, apesar de todo o materialismo do mundo em que vivemos, e a razão disso se encontra no fato de que a humanidade continua à espera de uma salvação externa, transcendente, de algo que dê alívio aos seus sofrimentos e exorcize os seus fantasmas. O homem transferiu essa esperança primeiramente para a política e mais tarde para a ciência, mas nada disso pode realmente corresponder às suas expectativas. É claro que, em termos políticos, a Igreja Católica já não tem a mesma força que tinha na Idade Média, mas a religião é uma questão de fé e não de atualidade. É claro que o nosso tempo, em comparação com os séculos passados, é extremamente cético e materialista, mas nem por isso a necessidade do maravilhoso, do transcendente, deixou de ser forte no ser humano. Quanto ao papel do livro de Chesterton, creio que ele pode reforçar a fé dos crentes e até mesmo direcionar o misticismo difuso de alguns indecisos, mas certamente não conseguirá ser uma trombeta de Josué, ou seja, não pode convencer senão aos que já estão propensos ou em dúvida. Mas isso, no fundo, ocorre com qualquer idéia.

IHU On-Line - Como entender a defesa da fé cristã feita por Chesterton no contexto histórico de sua época, início do século XX, na Europa?

Regina Schöpke - Depois de um período de pleno poder, que se estendeu até o fim da Idade Média, a Igreja foi perdendo a sua hegemonia, especialmente com a expansão do ensino laico e com a Reforma. Nos séculos XVII e XVIII, muitos filósofos contestavam as bases da fé cristã, que não resistiam a um exame crítico isento. Com a Revolução Francesa, a Igreja viu-se reduzida a uma instituição entre outras, perdendo muito do seu poder e prestígio. No século XIX, essa decadência atingiu o seu ponto máximo, com a ciência assumindo o papel da Igreja como produtora de verdades e de valores, como a grande redentora da humanidade. No início do século XX, época da publicação de Ortodoxia, o mundo vivia uma espécie de êxtase materialista, que só a Grande Guerra iria desfazer. Para um homem de fé, essa situação era angustiante e intolerável. Chesterton, com uma coragem comovente, assume o papel de defensor de uma causa aparentemente perdida. Expõe-se diante de seus inimigos de uma maneira que não é nem um pouco estranha ao cristianismo original. É por isso que o pensamos como um Dom Quixote da fé cristã. A diferença entre Chesterton e muitos intelectuais cristãos é que ele teve coragem de fazer abertamente a defesa da sua fé. É nisso que consiste a sua originalidade.

IHU On-Line - Quais as bases que alicerçam a ardorosa fé de Chesterton?

Regina Schöpke - No fundo, a fé ardorosa já é a sua própria base, sustenta a si mesma, ainda que isso soe como um terrível círculo vicioso. É verdade que o próprio Chesterton enumera mil razões para ser cristão, mas todas elas implicam numa fé a priori na verdade dessas proposições. Num certo sentido, Chesterton é um cristão muito pouco convencional, embora defenda os dogmas tradicionais. Isso quer dizer que ele não é prisioneiro de uma religião institucional que, ao contrário do que dizem os seus dirigentes, está submetida às mudanças que afetam toda a sociedade. Num mundo materialista, capitalista e cientificista, mesmo os religiosos parecem precisar cada vez mais de motivos palpáveis para crer, de provas da divindade do seu Deus (até mesmo de provas científicas). Chesterton tem fé e não precisa de nada mais, eis o ponto.

IHU On-Line - Como Chesterton lidava com os paradoxos da doutrina cristã?

Regina Schöpke - De certa forma, pode-se dizer que – do ponto de vista da fé – não existem exatamente paradoxos, mas apenas mistérios que o homem não consegue desvendar. Porém, para justificar-se pela via da razão (que é a sua arena de combate), é inevitável que Chesterton procure harmonizar o irreconciliável, juntar peças que não se encaixam de modo algum. Aliás, o cristianismo (não enquanto fé, mas como religião institucional romana), sempre tendeu para o que podemos chamar de “racionalização da fé” (e, é claro, que isso diz respeito à herança grego-romana que, juntamente com o judaísmo, ajudou a formar o espírito cristão). Se, na Idade Média, muitos teólogos chegaram a ser acusados de heréticos por conta disso, a verdade é que a originalidade do cristianismo, sobretudo do catolicismo, está nesse diálogo (sempre perigoso) que ele procurou manter com a razão. No fundo, esta é uma das causas da sua força e também da sua fraqueza (pelo menos, enquanto crença). Chesterton reconhecia os paradoxos de sua doutrina, mas chamava a atenção para o fato de que o paradoxo não é uma contradição, é apenas uma aporia, é algo sem resposta, sem saída. Seja como for, para Chesterton, esses paradoxos apenas expressam as tensões e os contrastes da vida e da própria razão. Contrastes que, segundo ele, só a doutrina cristã consegue conciliar e harmonizar, mesmo porque, das três religiões monoteístas, apenas no cristianismo Deus é espírito, mas também é homem.

IHU On-Line - Quais são as diferenças entre o cristianismo de Chesterton e o cristianismo que se institucionalizou?

Regina Schöpke - Do mesmo modo como se pode alegar que o Deus guerreiro e vingativo do Velho Testamento não é compatível com o Deus amoroso e tolerante do Novo Testamento, podemos dizer que o Cristo dos Evangelhos não se encontra no Catolicismo Romano. A mensagem de humildade e fraternidade de Cristo soa estranha diante da pompa autocrática do papado romano, que por tantos séculos foi tão ou mais vicioso que os déspotas seculares. Chesterton é um cristão autêntico, que procura afirmar sua fé com todas as forças de seu coração e também de sua razão, porque é claro que ele está sempre buscando argumentar a favor da sua fé. Ele deseja que todo cristão faça o mesmo: que afirme, que viva a sua fé sem medo, que faça da alegria a sua força e da esperança sua razão para viver. Essa é a única maneira que ele encontra de fazer frente aos inimigos do cristianismo: provando que, na prática, a sua fé oferece melhores condições de existência e maiores razões para viver do que o materialismo e o determinismo, que apenas levariam o homem ao desânimo e à perda de entusiasmo pela existência. Seu cristianismo não é aquele que prega o medo do inferno, mas o que convida o homem a pensar nas delícias do paraíso.

IHU On-Line - Como entender a afirmação de Chesterton de que “a alegria é o gigantesco segredo do cristão”?

Regina Schöpke - No fundo, como homem de fé, Chesterton considera o cristianismo como ele “deveria” ser, e não como ele é na sua realidade objetiva. Num certo sentido, desde os seus primórdios, é possível verificar que existem dois cristianismos, como falamos anteriormente: o de Cristo e o de Roma. O de Cristo é uma mensagem de amor e tolerância (ou, como diz Chesterton, uma mensagem de esperança e alegria), mas foi o romano que prevaleceu sobre os espíritos, e este, em sua forma institucionalizada, foi tirânico e, muitas vezes, sanguinário. Afinal, antes de qualquer outra coisa, a Igreja Católica era uma instituição de poder, que não mediu esforços para impor seu credo por toda a Europa. Como não existe dominação sem medo, não é exagero dizer que a imagem do cristão sempre se assemelhou mais à dos homens atormentados das pinturas de Hieronymus Bosch  (com um pé na vida e outro no inferno) do que a do homem alegre e entusiasmado de Chesterton. É verdade que Chesterton deseja ser o porta-voz de um cristianismo “puro”, mas puro não quer dizer “novo”. É na ortodoxia, como ele próprio deixa claro, que está a “salvaguarda segura da moralidade e da ordem”, e também é com ela, e apenas com ela, que Chesterton acredita poder combater os verdadeiros inimigos da fé cristã ou, mais propriamente, da liberdade humana. Em suma, a alegria, para ele, é a expressão mais viva de uma fé autêntica e incondicional, que se baseia na certeza de um sentido para a sua existência e para a do mundo.

IHU On-Line - Quais as críticas que você faz à obra Ortodoxia?

Regina Schöpke - Nos tempos do nosso Cinema Novo, jovens estudantes esquerdistas da classe média faziam filmes políticos para educar as massas. Porém, muitos acusavam esses filmes de serem realmente entendidos e apreciados apenas pelos próprios esquerdistas da classe média. A obra de Chesterton sofre do mesmo mal: ela convence plenamente os que já estão convencidos, mas fracassa no seu objetivo de defender a fé perante uma sociedade materialista. A convicção é algo poderoso, tanto do lado dos religiosos quanto dos não-religiosos. Repetimos que a fé não é algo racional – embora, sob um certo aspecto mais amplo e decisivo, é claro que a razão é a criadora de todas as suas “verdades” (afinal, todas as coisas do espírito, inclusive a moral e a religião, são criações humanas). Mas, em termos mais estritos, a razão (nos moldes gregos) é algo que põe em juízo todas as coisas e, assim, faz (ou deveria fazer) ruir as ficções “ilegítimas”. Mas, para lá da questão da própria crença, e a despeito da alegria inabalável e da vontade de viver de Chesterton (algo que ele atribui a sua fé, mas que outros pensadores podem atribuir a outras razões), ele não consegue escapar das armadilhas do “espírito” religioso, e uma delas é o dogmatismo. É assim que, apesar de toda a sua capacidade de argumentação e de todo o seu humor, boa parte de suas idéias não resiste realmente a uma reflexão mais profunda. É a crença e não a razão que o comanda. Isso não seria um problema para Chesterton, é claro, já que ele próprio se vê como um crítico “mordaz” da razão (para ele, a razão já provou que não pode direcionar o homem para o verdadeiro caminho da felicidade e do bem-estar geral). O problema é que ele ataca a razão, mas faz isso com as próprias armas da razão. Desse modo, assim nada mais faz do que provar que é possível argumentar tanto a favor quanto contra qualquer coisa, desde que se tenha uma boa retórica. Porém, isso não é garantia alguma de “verdade” e, muito menos, é condição para alguém crer ou deixar de crer em Deus. De fato, as certezas inquestionáveis podem até dar um “sentido à vida humana”, mas elas não se apóiam certamente em nada além da própria fé. É por isso que seus argumentos só podem realmente atingir os que já estão mergulhados na mesma “lógica”. Não se pode inverter a “marcha da razão” com a alegação de que é “melhor” a religião do que o materialismo puro ou porque as teorias científicas ou filosóficas não podem conter a crueldade, como denuncia Chesterton, mesmo porque, na prática, também as religiões nunca conseguiram frear a crueldade e as loucuras humanas. Em outras palavras, a fé perde a sua inocência quando precisa do auxílio da razão para se defender.

IHU On-Line - Como Chesterton trata da questão do pecado na obra?

Regina Schöpke - Com relação ao pecado, Chesterton expõe claramente seu lado mais ortodoxo e retrógrado. Ele considera que o pecado “constitui a única parte da teologia cristã que pode realmente ser provada”. A queda do homem, a partir do pecado original é, para ele, uma verdade inquestionável (como muitas outras, aliás); e aqui ele se dirige tanto aos descrentes quanto aos “novos teólogos”, que sustentam que num mundo criado por Deus não pode existir o pecado (já que Deus é justo e perfeito). É aqui que Chesterton usa de toda a sua ironia, alegando que Deus realmente não tem pecados, mas que os homens têm, e muitos. É nesse ponto que ele usa também de toda a sua força de argumentação (não deixando, é claro, de produzir sofismas, como todo bom retórico), associando o pecado à loucura humana, ou seja, fazendo do pecado, no fundo, o fruto de um mundo que perdeu de vez os seus parâmetros e a sua perspectiva real. No fim de tudo, é a própria razão que é acusada por ser a responsável pela desrazão. “O que gera a insanidade é exatamente a razão”, diz Chesterton. Ou, mais exatamente, é ela quem gera os pecados. Pode ser... mas também é ela quem cria os deuses! Em poucas palavras: talvez haja algum sentido na idéia do pecado original – como pensa Chesterton – mas talvez ela diga respeito ao homem ter perdido, ao romper (ou tentar romper) com a natureza, a sua “saudável razão natural”, como bem diz Nietzsche. 

Saiba mais...

Gilbert Keith Chesterton foi um escritor, poeta, narrador, ensaísta, jornalista, historiador, biógrafo, filósofo, desenhista e conferencista britânico. Em 1893, ingressa na escola de arte Slade School de Londres onde inicia a carreira de pintura que vai depois abandonar para se dedicar ao jornalismo e à literatura. Nascido em família anglicana, converteu-se ao catolicismo em 1922 por influência do escritor católico Hilaire Belloc. Ao falecer, em 1936, deixou todos os seus bens para a Igreja Católica. A sua obra foi reunida em quase quarenta volumes contendo os mais variados temas sob os mais variados gêneros. O Papa Pio XI foi grande admirador de Chesterton.  Em uma de suas principais obras, Ortodoxia (São Paulo: 2008, editora Mundo Cristão), defende os valores cristãos contra os chamados valores modernos, a saber, o cientificismo reducionista e determinista.

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