Edição 268 | 11 Agosto 2008

Macunaíma

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Obra de 1928, do escritor brasileiro Mário de Andrade, é considerado um dos grandes romances modernistas do Brasil.

A personagem-título, um herói sem nenhum caráter, é um índio que representa o povo brasileiro, mostrando a atração pela cidade grande de São Paulo e pela máquina. A frase característica da personagem é “Ai, que preguiça!”. A parte inicial da obra assim o caracteriza: “No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite”.

Considerado um romance épico, mas escrito sob a ótica cômica, utiliza os mitos indígenas, as lendas, provérbios do povo brasileiro e registra alguns aspectos do folclore do país até então pouco conhecidos. Esta obra valoriza as raízes brasileiras e a linguagem utiliza o modo de falar dos brasileiros, buscando imitá-lo na escrita, a partir de uma idéia que Mário de Andrade tem de uma “gramatiquinha” brasileira que desvincularia o português do Brasil do de Portugal, e que vinha se desenrolando no país desde o Romantismo. 

Adaptações

Macunaíma foi adaptado para o cinema por Joaquim Pedro de Andrade em 1969, enquadrando-se no gênero comédia. O roteiro foi escrito pelo próprio diretor. É um dos grandes personagens da carreira de Grande Otelo e traz um elenco de atores renomados, como Paulo José, Dina Sfat, Milton Gonçalves, Jardel Filho, Rodolfo Arena, Joana Fomm, Maria do Rosário Nascimento e Silva, Hugo Carvana, Wilza Carla, Zezé Macedo e Maria Lúcia Dahl.

Macunaíma também inspirou uma premiada peça de teatro, de Antunes Filho, encenada pela primeira vez na década de 1970 e que chegou a ser montada em vários países.

Fonte: Wikipédia

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