Edição 268 | 11 Agosto 2008

Editorial

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IHU Online

Macunaíma: 80 anos depois. Ainda um personagem para pensar o Brasil

Uma obra que desafiou convenções, fugindo dos cânones oficiais da literatura brasileira e promoveu uma subversão lingüística. Deu e dá o que pensar. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter continua atual, 80 anos após sua estréia. Mário de Andrade escreveu a rapsódia em suas férias, e a tal “gramatiquinha” girou o mundo ao sabor de uma comicidade modernista.

Para analisar essa obra, a IHU On-Line entrevistou vários/as pesquisadores/as, dentre eles Raúl Antelo (UFSC), que analisa a apatia do povo brasileiro como sátira; Eneida Maria de Souza (UFMG), que fala sobre a subversão lingüística de Macunaíma; Maria Eugenia Boaventura (Unicamp), para quem essa é uma ficção divertida e de riqueza vocabular inestimável; e Noemi Jaffe, crítica literária, que vê no personagem Macunaíma uma síntese do Brasil.

Robson Pereira Gonçalves (URI), por sua vez, aponta o livro como uma obra que inventa sentidos, e Telê Porto Ancona Lopez (USP) afirma que Mário de Andrade quis captar a “entidade brasileira”.

Kenneth Serbin, da Universidade de San Diego, na Flórida, que está no Brasil para lançar o livro Padres, celibato e conflito social. Uma história da Igreja Católica no Brasil, descreve, em entrevista especial concedida à IHU On-Line, o percurso da Igreja Católica brasileira, nas duas últimas décadas.

No centenário da obra Ortodoxia de Gilbert Keith Chesterton, Regina Schöpke comenta amplamente o livro, recém-reeditado no Brasil. Por sua vez, Vanessa Doumid Damasceno, analisa os jogos digitais Role Playing Game (RPG) como aliados no processo de ensino-aprendizagem da língua portuguesa. Confira ainda um poema inédito de Juliana Krapp, do Rio de Janeiro, publicado nesta edição.

A todas e todos uma excelente semana e uma ótima leitura!   

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