Edição 255 | 22 Abril 2008

Ana Luisa Alves

close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Patricia Fachin

Com apenas 27 anos de idade, Ana Luisa Alves divide seu tempo entre as consultas no Projeto Alerta da universidade, as aulas ministradas na Faculdade de Fátima, em Caxias do Sul, e a vida em família. Em conversa com a IHU On-Line, ela conta sua história de vida, revelando o amor pelos animais, os dilemas de uma profissional recém-formada e as alegrias da nova vida de casada. Conheça a história da nutricionista que, nos finais de semana, deixa a profissão de lado e se diverte com as famosas guloseimas.

Origens – Nasci e sempre morei em Porto Alegre. Tenho mais três irmãos, um homem e duas mulheres. Sou a caçula. Nós nos encontramos com freqüência nos finais de semana, no sítio dos meus pais, em Glorinha, município próximo a Porto Alegre.

Infância – Passei a minha infância no  sítio, andando a cavalo e brincando na terra. Eu nunca tive videogame quando era pequena. Mas, se quisesse um cavalo, meu pai comprava. Meus pais sempre prezaram o contato com a natureza. Até os sete anos, passei boa parte da minha infância no clube campestre Estância de São Pedro, na cidade de Gravataí. Mais tarde, a família comprou um sítio e passamos mais tempo lá, sempre cercados de bichos, cachorros, gatos, passarinhos, ovelha. Uma vez eu até ajudei a fazer o parto de uma ovelha.

Família – É minha base. Antes de tomar uma decisão, preciso do apoio da família. É para eles que recorro em momentos difíceis e alegres.

Graduação – Cursei Nutrição na Unisinos. Ao concluir o curso, ingressei no mestrado em Saúde Coletiva e com 24 anos finalizei a pós-graduação. Esse foi um momento complicado, porque eu obtive uma titulação alta, mas não tinha experiência. Assim, foi bastante difícil conseguir uma colocação no mercado. Então, nesse ano, decidi ir para o Maranhão, trabalhar como professora numa universidade em São Luis. Fiquei lá por seis meses. Não me adaptei, pois a cultura deles é muito diferente. Parece que estava em outro país. Embora a região ofereça mais possibilidades de trabalho, senti falta da família, do frio, do chimarrão. Culturalmente, era muito estranho. Não tinha mato nem parques, só praias. Mas valeu a experiência. Quando retornei ao Rio Grande do Sul, consegui uma vaga no mercado de trabalho.

Casamento – Moro junto com meu marido há um ano e oito meses. Mas no dia 7 de março deste ano decidimos oficializar a união. Nós namoramos por seis anos. Ele sempre me apoiou em todas as decisões. Assim, construímos uma relação de amor, companheirismo e respeito. Quando eu fui para o Maranhão, pensei: “Esse é o homem da minha vida, ou acabou”, porque larguei tudo e fui embora. Quando voltei, noivamos. Eu dizia para ele que achava ridículo noivar, e que a aliança na mão direita tinha prazo de validade. Mas não tínhamos condições de morar juntos. No casamento da minha prima, em dezembro do ano passado, ele disse: “Está na hora de casarmos também”. Eu fiquei surpresa. Casamos no civil e fizemos uma festa na nossa casa, algo bem simples, para não passar em branco. Mas comprei até buquê de noiva para tirar as fotos.

Trabalho – Além de atuar como nutricionista na universidade, sou professora da Faculdade Fátima, em Caxias. Leciono as disciplinas de Bioestatística e Metodologia Científica para os cursos de Enfermagem, Fonoaudiologia e Nutrição.

Projeto Alerta – Gosto muito de vir para a universidade e trabalhar aqui. Atender as pessoas me faz muito bem. Ao conversar com várias pacientes, percebo que existem pessoas com problemas muito maiores. Aqui, tive a oportunidade de trabalhar na área clínica, meu objetivo no início da faculdade.

Nutricionista em casa – É difícil mudar os hábitos alimentares da nossa própria família. Na faculdade, aprendemos muitas coisas e tentamos aplicar em casa. Meu marido não comia salada. Hoje, ele come alface, tomate e cenoura ralada. Também não tomava café da manhã, agora come iogurte. Ele é de Caxias, adora massa, carne gorda. Durante a semana, nos dias em que estou em casa, faço a comida. Mas no final de semana, não adianta, tenho que deixar a nutricionista de lado e ser um pouco mais “light”.

Sonho – Quero ter um filho. Mas tudo tem seu tempo, talvez daqui a uns três anos. Profissionalmente, ainda não estou estabilizada da forma que gostaria. Quando tiver um filho, quero disponibilizar um tempo para ele. Assim como minha mãe se dedicou para cuidar de mim, pretendo cuidar dos meus filhos.

Unisinos – Foi aqui que me formei e fiz todos os contatos profissionais. Se não fosse a universidade, não sei o que eu seria hoje. A Unisinos me proporcionou a possibilidade de ter bolsa em iniciação científica e iniciar o mestrado.

IHU – Estou na universidade apenas duas vezes por semana, e ainda não tive a oportunidade de conhecer o Instituto.

Livro – Gosto de livros descontraídos, e leio com mais freqüência nas férias. Harry Potter, de J. K. Rowling, e O Diário de Bridget Jones e Bridget Jones no limite da razão, de Helen Fielding, são bem divertidos.

Filme – Assisto a vários filmes durante a semana. Alguns até mais de uma vez. Mas prefiro os seriados, como C.S.I Los Angeles e Heroes.

Lazer – Gosto de andar de bicicleta e nadar. Nado três vezes por semana, das 7h às 8h da manhã. Nos finais de semana, fico mais em casa. Gosto de receber os amigos, jogar carta, War.

Política – Embora seja otimista, não acredito mais na política. Não vejo uma luz e uma solução para o Brasil. Em todo ano de eleição, o discurso é o mesmo. As propagandas políticas são muito apelativas e não tenho o menor ânimo para votar.

Últimas edições

  • Edição 545

    Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

    Ver edição
  • Edição 544

    Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

    Ver edição
  • Edição 543

    Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

    Ver edição