Edição 230 | 06 Agosto 2007

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Alfredo Culleton - Prof. Dr. da Unidade Acadêmica de Ciências Humanas da Unisinos

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O Último Leitor, de Ricardo Piglia (Companhia das Letras, 2006, 193 p.).

O argentino, Ricardo Piglia, professor de literatura latino americana em Princeton University nos conduz, através de seis delicados capítulos, por um itinerário de leituras e leitores. Comenta Dom Quixote como leitor de aventuras de cavalaria, passando pelo Borges , Joyce e os outros leitores cegos, figuras antológicas de leitores fictícios como o de Hamlet que entra em cena com um livro debaixo do braço, ou o Bloom do irlandês que, naquele memorável 16 de junho, acorda buscando um livro entre as roupas desarrumadas do seu quarto.

Analisa Kafka como leitor, Anna Karenina, Madame Bovary, Poe, Proust entre outros. Mas o capitulo que mais me impressionou é o dedicado a Ernesto Che Guevara, baseado em uma fotografia instantânea onde este, trepado no galho de uma árvore, em plena selva boliviana, se concentra na leitura. No final dos seus dias, perseguido pelo exército boliviano, desprende-se de toda carga e aferra-se a seu ultimo tesouro: uma pasta de livros e escritos. O livro do Piglia nos faz pensar na relação entre a vida lida e a vida vivida. A vida plena da leitura.

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